Governo do Rio vai proibir uso de sacolas plásticas

O uso de sacolas plásticas para embalar mercadorias fica restrito no Rio de Janeiro a partir de amanhã (16/07), com a entrada em vigor da Lei nº 5.502 de 2009. Os parlamentares da Assembleia Legislativa do estado tinham aprovado o adiamento para janeiro de 2011, mas o Diário Oficial do estado publicou ontem (14/07) o veto do governador Sérgio Cabral.

Também na sexta-feira, fiscais da Secretaria do Ambiente vão a supermercados e lojas para garantir a aplicação da lei. O órgão informou, no entanto, que inicialmente eles vão realizar ações educativas e não está prevista a aplicação de multa, que pode chegar a R$ 20 mil. De acordo com o presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro, Aylton Fornari, o comércio vem se adaptando há algum tempo às novas regras.

“Estamos preparados para cumprir essa lei, os mercados vão dar desconto de 3 centavos em cada cinco itens para quem não quiser levar a sacola. E vão disponibilizar outros tipos de sacolas reforçadas, como de lona e ráfia, que possam ser reutilizadas. Isso já vem acontecendo há algum tempo, mas sexta começa a fiscalização da mudança do sistema”, destacou Fornari.

O comércio popular também terá de observar a lei. O presidente da Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), Ênio Bittencourt, diz que será difícil mudar em tão pouco tempo e reclama da falta de alternativas. “A gente vai fazer o que for possível, porque o comércio popular utiliza muito esse material. Vai ficar meio apertado o prazo, vamos tentar diminuir, porque não nos apresentaram nenhuma alternativa”, disse Bittencourt, que representa comerciantes do maior centro de comércio popular da cidade.

Rosângela de Souza, que trabalha numa papelaria na Praça Mauá, no centro do Rio, reclamou da falta de informação, apesar de ser a favor da preservação do meio ambiente. “Tem mais é que mudar mesmo, o que pudermos fazer para melhorar o meio ambiente será ótimo, o planeta agradece. Mas faltou informação, porque no nosso caso acabamos de comprar um estoque para seis meses de sacola plástica. Não sabemos o que vai ser feito ainda”, disse a vendedora.

Em quase um ano da campanha Saco É um Saco, do Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Secretaria do Ambiente do estado, foram recolhidos mais de 600 milhões de sacolas plásticas no Rio de Janeiro.

A assessoria da Secretaria do Ambiente informou que a campanha vai ser intensificada com o objetivo de esclarecer a população sobre os prejuízos que o plástico causa ao meio ambiente, já que a decomposição do material leva até 500 anos.

Magazine Luiza negocia compra da rede Lojas Maia

A rede varejista Magazine Luiza está em fase avançada de negociações para a compra da nordestina Lojas Maia, com sede em João Pessoa e faturamento de cerca de R$ 500 milhões no ano passado. O negócio deve ser concluído até o fim da semana. O negócio deverá ficar em cerca de R$ 300 milhões.

Se a aquisição se concretizar, a Magazine Luiza, que espera faturar R$ 5 bilhões em 2010, passará a ter uma receita de cerca de R$ 5,7 bilhões nesse ano, aproximando-se, assim, da segunda colocada no ranking do varejo. Neste ano, a Máquina de Vendas, resultado da fusão de Insinuante e Ricardo Eletro, espera faturar R$ 6,1 bilhões. Oficialmente, tanto a Magazine Luiza como a Lojas Maia negam que mantenham as conversas.

A negociação entre Lojas Maia e Magazine Luiza começou há cerca de dois meses. O processo de levantamento dos números financeiros da empresa a ser comprada ainda está em andamento. Há, no entanto, condicionantes no contrato de venda. Caso sejam encontradas surpresas, o contrato seria desfeito. A Lojas Maia tem seus balanços auditados há pelo menos quatro anos.

Esta não é a primeira aproximação entre Lojas Maia e Magazine Luiza. As empresas já negociaram em 2008, mas as conversas não foram adiante por um desacordo quanto ao preço. Desde então, o cenário do setor mudou: o Grupo Pão de Açúcar comprou o Ponto Frio e depois se uniu à Casas Bahia. A Insinuante se juntou à Ricardo Eletro. Depois, fundiram-se com a rede City Lar, de Mato Grosso.

Com cerca de 150 lojas em nove Estados do Nordeste, a Lojas Maia tem controle familiar. Em 2008, a empresa também manteve negociações com a rede mexicana Elektra, que queria aumentar sua presença no País. As conversas duraram quase um ano, mas não foram adiante.

Vendas do Grupo Pão de Açúcar sobem quase 40% no trimestre

As vendas líquidas do Grupo Pão de Açúcar cresceram 39,4% no segundo trimestre deste ano, perante igual intervalo do calendário anterior, somando R$ 6,977 bilhões. As vendas brutas tiveram alta de 38,5%, para R$ 7,815 bilhões. Sem as operações do Ponto Frio, as vendas líquidas avançaram 12,7% entre abril e junho e as brutas, 11,4%.

Pelo critério mesmas lojas, que envolve apenas os estabelecimentos com ao menos 12 meses de operação, e sem Ponto Frio, as vendas brutas aumentaram 9,9% no trimestre e tiveram expansão real de 4,6%. “Ainda no conceito mesmas lojas, as vendas brutas de produtos alimentícios apresentaram crescimento de 7,9% no período, com destaque para as categorias de Bebidas e Perecíveis. As vendas de não alimentos cresceram 16,2%, com destaque para a categoria de Eletroeletrônicos, impactada positivamente pela Copa do Mundo”, comentou o grupo em nota.

Quanto às vendas brutas de comércio eletrônico do Grupo Pão de Açúcar – Pontofrio.com.br, Atacado e Extra.com.br – subiram 45,4% no segundo trimestre. No caso da Globex, as vendas brutas somaram R$ 1,528 bilhão, elevação de 55,8% ante o período de abril a junho de 2009. As vendas líquidas avançaram 71,6% e ficaram em R$ 1,336 bilhão.

O Pão de Açúcar lembrou que abriu 13 lojas no segundo trimestre, sendo 8 estabelecimentos Extra Fácil em São Paulo. De janeiro a junho, o faturamento bruto do grupo teve ampliação de 42,7% e alcançaram R$ 15,601 bilhões. Líquido, o faturamento correspondeu a R$ 13,951 bilhões, um aumento de 44,6%.

Mais tempo com Transformers e Littlest Pet Shop no Shopping Pátio Savassi

Os primeiros dias da programação de férias no Shopping Pátio Savassi, em Belo Horizonte, foram o maior sucesso entre as crianças. Por isso, o shopping vai estender a data, dando a oportunidade para a garotada se divertir até o dia 25 de julho nos espaços interativos do Transformers e do Littlest Pet Shop. A entrada é gratuita.

Com o apoio de monitores, as crianças podem se divertir em atividades, brincadeiras e jogos interativos. Na estrutura montada com réplicas gigantes dos Transformes – brinquedos de robôs alienígenas capazes de transformar seus corpos em veículos, bonecos dos personagens fazem a alegria dos meninos.

Já no espaço das fofuras do “Littlest Pet Shop”, miniaturas de bichinhos de estimação que fazem sucesso como brinquedos de coleção, as meninas poderão brincar com toda a linha dos mascotes e seus acessórios. Além dos animaizinhos, elas poderão se divertir em uma área para fotos.

De acordo com Rejane Duarte, gerente de marketing do Pátio Savassi, essa é uma oportunidade para valorizar o shopping não só como um centro de compras, mas também como um local de socialização e integração das famílias. “Nosso objetivo é aproximar pais e filhos, promovendo um momento agradável para brincarem juntos com os personagens preferidos das crianças”, destaca.

Os espaços comportam até 20 crianças, de 4 a 11 anos de idade, e, com duração de 15 minutos.

Google perde mercado para Yahoo e Microsoft em buscas na web

A Google perdeu um pouco de terreno no tráfego de buscas em junho para os sites do Yahoo e da Microsoft – mas a gigante da Internet não tem mais lugar para ir a não ser para baixo. A Google fechou junho com uma fatia de mercado de 62,6%, um pouco menos que os 63,7% de maio, de acordo com a comScore. E os sites da Yahoo e da Microsoft, incluindo seu principal serviço, o Bing, apresentaram ganhos, inflando seus números de 18,3% para 18,9% e de 12,1 para 12,7%, respectivamente, entre maio e junho.

Mesmo assim, todos os três serviços de busca mostraram crescimento na comparação com os dados de 12 meses atrás. O Bing lidera o pelotão, com crescimento de 77% no período. A Google cresceu 12,7%. Do jeito que estão, os números não podem ser considerados nem bons, nem maus. Eles simplesmente apontam para o fato que, quando uma empresa detém a maior parte de algo – sejam restaurantes de fast food ou mecanismos de busca na web -, ela corre o risco de perder essa liderança.

Com cerca de 63%, a Google é a líder incontestável do mercado de buscas na web, mas seus dez anos de estrada já indicam a chegada a um ponto de saturação – a menos que algo revolucionário aconteça, ela já conquistou todos os usuários que tinha que conquistar.

O Microsoft Bing, um estreante que usa a ferramenta de busca computacional Wolfram Alpha, é um antídoto ao algoritmo “que tudo vê” da Google. O refinamento dos resultados de busca não parece ser o forte da empresa.

Vivo faz promoção para popularizar acesso móvel a redes sociais

A operadora móvel Vivo anunciou nesta quarta-feira (14/07) um novo serviço que visa popularizar o acesso móvel a redes sociais e ao webmail. Chamado de Vivo On, ele está disponível tanto para clientes pós-pagos como para titulares de linhas pré-pagas. O Vivo On é, em termos legais, uma promoção, conforme explica seu regulamento. Mediante cadastro prévio e uma taxa de adesão (no caso dos pós-pagos), o assinante poderá acessar, com seu celular, as versões móveis dos sites Twitter, Facebook, Orkut, Gmail e Hotmail, além do site da Vivo.

Como se trata de uma promoção, a Vivo determinou um período para adesão, que vai de 14/07 até 30/09, limitado aos primeiros um milhão de clientes. Os bônus associados a esta promoção serão oferecidos até 31 de dezembro de 2010. Quem é cliente pós-pago só precisará pagar a taxa de adesão, no valor de R$ 11,90. Os pré-pagos terão que se comprometer a fazer recargas fixas mensais.

O Vivo On para quem tem planos do tipo Controle inclui o direito ao envio de mensagens de texto SMS em quantidade ilimitada para outros usuários do Vivo On, e um bônus de R$ 750 para ligações de voz, também para outros assinantes Vivo que aderiram ao Vivo On (o limite diário de consumo é R$ 30).

Já os clientes pré-pagos precisarão realizar recargas mensais de R$ 25 até o fim de 2010. Eles terão SMS ilimitado, acesso livre às redes sociais e aos sites citados e bônus de R$ 450 para ligações de voz, com limite diário de consumo de R$ 20. Com valores diferentes de recarga, o conjunto de benefícios terá variações. Uma recarga de R$ 12, por exemplo, dará direito a 1 mil SMS e R$ 100 em ligações, sem acesso às redes sociais.

De acordo com o regulamento, o assinante do Vivo On terá direito a 50 MB mensais para tráfego de dados – promocionalmente, esse limite será de 250 MB até 31 de agosto. Ultrapassado esse limite, a velocidade da conexão baixará para 128 Kbps. Outro detalhe é que o acesso a outros sites não será bloqueado, porém será tarifado como se fosse uso avulso. Entrariam nessa categoria, por exemplo, a abertura de um link enviado numa mensagem de Twitter.

Há ainda uma opção de serviço específica para usuários de smartphones BlackBerry, tanto nos modos pré como pós-pagos, e que inclui uma mensalidade de R$ 9,90 reais para acesso às redes sociais. O cadastro de adesão ao serviço pode ser preenchido no site www.vivoon.com.br.

Dificuldade em administrar as contas é desafio da nova classe média

Nos últimos anos, 30 milhões de consumidores tiveram acesso ao crédito. Mas muitos se complicaram na hora de administrar as contas. Esse é um dos desafios da nova classe média.

Depois de muitos anos dirigindo o táxi alheio, Joel Cardoso conseguiu, finalmente, comprar um carro. Morador da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, ele ganha pouco mais de três salários mínimos, tem casa própria, celular, TV e DVD. E, como muitos outros representantes da nova classe média, tem, também, dívidas. “Eu, como sou motorista autônomo de táxi, financiei um carro. O carro começou a dar muita manutenção, e isso foi um dos imprevistos que houve. Ou eu arrumava o carro, ou pagava a prestação”, afirmou Cardoso.

Uma pesquisa da Federação dos Bancos mostra que o “imprevisto” é um item que, realmente, não faz parte do orçamento de quem ganha entre três e dez salários mínimos. Mas deveria ser. “As pessoas não têm muitas vezes a noção que ter um recurso guardado significa estar preparado para arcar com alguma emergência”, acredita Fabio Moraes, diretor de educação financeira da Febraban.

A pesquisa foi feita para conhecer o comportamento de um público que só recentemente teve acesso ao crédito. “São pessoas que têm necessidades específicas, uma lógica de necessidade de consumo, de demandas financeiras diferentes de outros segmentos da população”, diz Moraes. O estudo revela que esse consumidor costuma controlar gastos básicos como aluguel, água, luz, educação. Mas esquece de contas menores como um lanche e um presente. Não faz planejamento e só se sente endividado quando não consegue mais pagar as prestações. E fica inadimplente como o taxista Joel, que nunca se recuperou das dívidas do carro.

Não bastassem essas dívidas que foram se acumulando ao longo dos últimos anos, ele ainda começou, no final do ano passado, a reforma da casa. O dinheiro acabou e a obra ficou inacabada. O crédito terminou também. Com R$ 12 mil de dívidas, o nome dele foi parar no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Ele diz que a prioridade, agora, é limpar o nome. A obra vai esperar. “O nome é tudo”, justifica.

YouTube financiará conteúdo original de parceiros de pequeno porte

O YouTube anunciou a criação de um fundo que financiará a produção de vídeos originais por pessoas ou empresas de pequeno porte. A empreitada terá o aporte de cinco milhões de dólares e tem como objetivo principal aumentar a oferta de conteúdo no site.

A Google, que controla o YouTube, quer focar aqueles que obtiveram grande audiência no site por meio do seu conteúdo original, mas que não conseguem mais financiar novos projetos. Distribuição, planos de divulgação e audiência projetada estão entre os critérios de avaliação para a liberação da verba, além da preferência para que as produções sejam filmadas em alta resolução. A previsão é de que aproximadamente cem de seus colaboradores enviem propostas de vídeos. De acordo com o site Advertising Age, os responsáveis pelo fundo darão predileção a formatos como jornais de notícias e videoblogs, além de curtas animados, como os produzidos pela Mondo Media e também comédias como as que são feitas por Shane Dawson.

O aumento da oferta de conteúdos originais permite que o Google aumente seu faturamento publicitário, principalmente no formato de banners, cuja previsão de receita para este ano gira na casa dos US$ 600 milhões, sendo que o YouTube responderá por quase totalidade do faturamento.

Além disso, a empresa pode se proteger de processos por violações de direitos autorais, como o que foi movido pela Viacom e no qual a gigante das buscas venceu. Recentemente, a empresa anunciou que passará a exibir toda a grade da WWE, especializada em eventos de luta-livre.

Juros ao consumidor sobem pela terceira vez seguida em junho, mostra Anefac

Em junho, a taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física subiu pela terceira vez consecutiva. No sexto mês do ano, os juros médios ficaram em 6,9% ao mês, registrando a maior taxa desde fevereiro de 2010 (6,92%). Em maio, a taxa era de 6,86% -uma diferença de 0,04 ponto percentual.

De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) nesta quinta-feira (15/07), esse aumento pode ser atribuído à elevação da taxa básica de juros (Selic) do mês de junho, que ficou em 10,25% ao ano. Com relação à taxa média registrada no mesmo período de 2009, houve recuo de 0,36 ponto percentual, uma vez que, em junho daquele ano, a taxa média era de 7,26% ao mês.

De acordo com a Anefac, entre dezembro de 2008 e junho deste ano, a Selic sofreu uma redução de 3,5 pontos percentuais, passando de 13,75% para 10,25% ao ano, no período. Ao mesmo tempo, a taxa de juros média para pessoa física registrou queda de 15,2 pontos percentuais, passando de 137,91% ao ano para 122,71% ao ano no mesmo período.

Entre o quinto e o sexto meses de 2010, apenas os juros do cartão de crédito ficaram estáveis. Todas as outras linhas de crédito acompanhadas pela Anefac apresentaram aumento nos juros. Na comparação com junho do ano passado, com exceção do cartão de crédito, que registrou alta de 0,01 ponto percentual, todas as outras modalidades registraram queda.