Preços no varejo paulista registram leve queda em junho, aponta Fecomercio-SP

O Índice de Preços no Varejo (IPV) da cidade de São Paulo caiu 0,06% em junho, após uma alta de 0,22% em maio deste ano, segundo dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) divulgados nesta sexta-feira (16/07). Nos últimos 12 meses, o IPV acumula variação de 1,66%.

O segmento de Supermercados, com maior peso no indicador, foi o que mais contribuiu para o resultado negativo em junho. A queda nos preços foi de 0,71%, enquanto, no mês anterior, houve alta de 0,45%. No ano, a variação acumulada é de 3,31%.

O assessor econômico da Fecomercio, Guilherme Dietze, explica que “a maior parte dos preços dos produtos in natura estão sendo realinhados aos seus patamares regulares, após terem sofrido pressão, por conta das instabilidades climáticas do início do ano”. As maiores quedas do mês ficaram por conta dos adoçantes (-12,54%), tubérculos (-9,22%) legumes (-6,71%) leites (-4,28%) e aves (-2,56%).

O segmento de Feiras apresentou retração pelo terceiro mês consecutivo: os preços ficaram 2,94% menores em junho. Todos os produtos que o compõe tiveram quedas nos preços, sendo as mais relevantes nas verduras (-6,96%), tubérculos (-4,50%), legumes (-3,93%) aves (-2,16%) e ovos (-1,33%). “É válido ressaltar que a ocorrência de estiagem em algumas regiões produtoras pode perturbar esta tendência de queda nos preços do segmento, principalmente em tubérculos e alguns cereais”, destacou Dietze. Apesar das quedas, o grupo acumula no ano elevação de 1,83%.

O segmento Combustíveis e Lubrificantes manteve mais uma vez a trajetória de queda, fechando junho com recuo de 1,22%. Para o economista da Fecomercio, a redução nos preços é influenciada pela safra da cana-de-açúcar, bem como pelas condições climáticas favoráveis à colheita e moagem.

Outra queda registrada e pela oitava vez seguida foi dos equipamentos eletroeletrônicos (-1,03%). Essa tendência deve se manter por conta das inúmeras liquidações que devem acontecer nesse período pós-Copa do Mundo. “Além disso, com a rápida obsolescência dos equipamentos e a concorrência com o comércio informal, os preços tendem a ser pressionados para baixo”, comentou Dietze.

Outros setores que registraram queda foram Drogarias e Perfumarias (-0,16%), Açougues (-0,22%), Livrarias (-0,23%) e CDs (-0,08%).

Governos dão acesso precário a dados públicos, dizem especialistas

Governo federal, Estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, em grande parte, já atendem à exigência de divulgação de dados sobre receitas e despesas públicas. Mas especialistas consideram quase todos os portais de transparência ruins para navegar e para cruzar dados. Na prática, isso inviabiliza o acesso a informações detalhadas sobre cada esfera do poder.

“A usabilidade dos portais é ruim. Não permitem cruzamentos de dados, não há filtros nem detalhes sobre pagamentos, sobre licitações relativas a esses pagamentos. É um problema generalizado”, disse Claudio Weber Abramo, diretor executivo da Transparência Brasil. “Quase tudo é melhor no plano federal. Não só no Executivo, mas também no Legislativo e no Judiciário. Mas é pouco para dizer que são bons.”

Abramo afirma que os portais são fracos, ou “não ideais”, como o da Controladoria Geral da União (CGU) do governo federal, também porque há poucos interessados nessas informações. “A demanda por eles também é pobre, não é só questão de publicar. Buscam esses dados apenas o setor privado, que precisa saber sobre o Estado para ter estratégias; a imprensa; e as ONGs, que têm ainda mais dificuldade”, diz.

Gil Castello Branco, secretário-geral do Contas Abertas, diz que os portais da transparência brasileiros vão bem sob o ponto de vista orçamentário, com a divulgação de dados de todas as áreas. “Mas no quesito usabilidade, nenhum passa de ano”, afirma. “Você não tem como comparar o gasto de propaganda de um ministério, uma secretaria, com outro. Não há porcentagens. São muito enigmáticos.”

Na quarta-feira (14/07), o Contas Abertas divulgou seu ranking do Índice de Transparência e colocou no pódio o portal da CGU; o “Prestando Contas”, do governo estadual de São Paulo; e o Portal da Transparência, de Pernambuco. As iniciativas tiveram 110 itens avaliados para que se chegasse ao resultado. Os Estados de pior classificação ficam no Norte e no Nordeste.

As vantagens dos dois primeiros colocados no ranking em relação aos demais são: inclusão de todas as fases da execução orçamentária, da aprovação do orçamento até o pagamento, e todos os itens da classificação orçamentária, indicando origem, finalidade e objetivo das despesas. Além disso, ambos prestam dados sobre os servidores, relação completa de cargos e funções e salários. Nenhum deles fornece nomes de servidores associados a seus rendimentos, supostamente por questões de segurança. Essa não é uma praxe no exterior, embora não seja condição essencial para a confeçção de um bom portal.

“Mesmo assim eles estão longe do que se faz no Canadá ou nos Estados Unidos. Ali você tem muito mais possibilidades de avaliações”, diz Abramo. “Nesses países, você tem como chegar a conclusões que vão além dessa numeralha que os portais brasileiros oferecem. Muitos dos nossos nem oferecem o mínimo de informação: saíram às pressas porque tiveram de atender ao prazo do início de julho.”

Castelo Branco evitou comparar os portais brasileiros com os estrangeiros, mas afirmou que existem governos de outros países “que mostram apenas o que querem, com lindos gráficos para destacar o que precisam, e o resto em letras miudinhas”. “O fato, independentemente de comparação, é que os nossos portais ainda vão ser mais exigidos. Nosso regime democrático está consolidado e o povo se interessa mais.”

Abramo diz que além da transparência nos gastos públicos, uma meta a ser atingida é a de divulgação de metas de investimento dos governos. “Houve algumas iniciativas nesse sentido, como no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal). Mas são dados que deveriam chegar muito antes e que poderiam ser acompanhados em todos os Estados e nos municípios. Até agora, nenhum deles conseguiu isso.”

Terça Dançante no Carioca Shopping

Depois de uma pausa para a Copa do Mundo, a Terça Dançante volta a agitar o Carioca Shopping, no Rio de Janeiro, no dia 20 de julho. O evento gratuito terá o “soltinho” como estilo principal na edição de junho. O público participa dançando com seus pares ou com bailarinos profissionais, que ficam a disposição de quem quer arriscar uns passinhos. Além do grande baile, vinte bailarinos profissionais apresentam números de dança de salão. Vale conferir.

Estudo para definição de áreas para construções em AL deve levar dois meses

Depois do trabalho de socorro às vítimas das enchentes em Alagoas, a busca das autoridades agora é por locais seguros para receber as construções de prédios públicos e casas destruídas pelas cheias. Com 15 municípios devastados, a preocupação é retirar o mais rápido possível as cerca de 70 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas das moradias improvisadas.

O Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, esteve em Alagoas na terça-feira (12) e pretende iniciar na próxima segunda-feira (19/07) um trabalho de campo para mapear as áreas de risco que não podem receber construções. Mas o trabalho deve durar dois meses, o que, para o governo do Estado, é muito tempo.

Segundo o geólogo Paulo César Branco, da CPRM, os trabalhos serão divididos em quatro vertentes, e levam tempo porque vão apontar todos os aspectos que devem definir os locais indicados para a construção de bairros e cidades. “Vamos realizar estudos geotécnicos, geológicos, hidrológicos e de pedológicos [estudo dos solos] para identificarmos essas áreas. Esse é um trabalho extremamente necessário para não se cometer novos erros”, explicou.

Segundo ele, a grande quantidade de estudos é necessária não só para diagnosticar as áreas que podem ser alagadas, mas também aspectos como solo, riscos de deslizamentos e potencial hídrico para abastecimento das populações. “Nós vamos com uma equipe de pelo menos 20 profissionais, entre geólogos, engenheiros hídricos, geomorfólogos, engenheiro agrônomo e auxiliares”, complementou o geólogo. Paralelamente aos estudos para construção das casas, o Serviço Geológico Brasileiro deve realizar, emergencialmente, um levantamento das áreas provisórias para as barracas de 25 m² que vão receber os desabrigados até que as moradias em definitivo fiquem prontas.

Todos os estudos em Alagoas e Pernambuco, segundo Branco, vão servir de base para que, em 2011, o governo federal monte na bacia dos rios que transbordaram um sistema de alerta de cheias. “Vamos continuar com os estudos hidrológicos mesmo após a definição das áreas, pois esse sistema vai permitir que tragédias como as de junho não se repitam”, afirmou.

O secretário de Estado de Infraestrutura, Fernando Nunes, explicou que estudos prévios já tiveram início, e não há como o Estado esperar pelos laudos técnicos da CPRM. “Foi uma coisa importante essa participação, mas porque a CPRM só apareceu no dia 13, e não antes? Não é uma crítica, é uma cobrança, porque existem locais que já foram avaliados por técnicos nossos, da Caixa Econômica e estão aptas a receber construções, e vamos dar início ao processo. As pessoas na situação precárias que estão não podem esperar” disse.

Segundo ele, apesar da urgência para o início das obras, todos os cuidados estão sendo tomados para que não existam construções em áreas que possam oferecer qualquer risco. “Não vamos desprezar os levantamentos da CPRM, tanto que indicamos os locais que seriam prioridades, para que, à medida que os estudos fossem feitos, eles fossem nos informando sobre a condição dessas áreas já identificadas. Não é porque é um caso de urgência que não vamos fazer as coisas corretas. Afirmo: não vamos construir nada em área de risco”, disse.

Nunes afirmou ainda que há dificuldades em encontrar áreas para novas construções, especialmente no município de Santana do Mundaú. “Está sendo analisada a hipótese de removermos a cidade para um local um pouco distante, mas que ofereça segurança. Estamos ainda em um processo de vários terrenos, mas existem essas dificuldades em alguns locais, como existiram facilidades em outros, como Rio Largo, que já apontou um local numa parte alta, com infraestrutura, que pode receber casas. Nessas áreas vamos dar início aos processos”, informou.

Paizão de Zero Quilômetro no Shopping Itaguaçu

Já está valendo a nova promoção do Shopping Itaguaçu, de São José, região metropolitana de Florianópolis, antecipando o mês dos Pais. Até 30 de agosto é o período válido para a troca de cupons para participação na campanha Paizão de Zero Quilômetro Itaguaçu.

Cada R$ 70 em compras comprovadas por notas fiscais rendem um cupom. As trocas poderão ser feitas na central de atendimento instalada no Piso Itaguaçu, próxima á Arcoplex Itaguaçu. O prêmio desta campanha será um Nissan Sentra zero quilômetro.

Justiça Eleitoral recebe mais de 2,7 mil pedidos de impugnação de candidaturas

Procuradorias eleitorais de todo o país, assim como partidos, candidatos e coligações, apresentaram 2.776 pedidos de impugnação de registros de cerca de 20 mil candidatos que desejam concorrer às eleições 2010 até o final desta quarta-feira (14/07). A data foi o último prazo para a Justiça Eleitoral receber a solicitação de inelegibilidade dos políticos com ficha suja ou com problemas na documentação. O registro das candidaturas deve ser julgado, inclusive em grau de recurso, até o dia 19 de agosto.

Os números sobre os pedidos de impugnação são preliminares. Alguns tribunais ainda não tinham os números definitivos até o início da noite de ontem (14/07). Além disso, São Paulo, estado com o maior colégio eleitoral do país, ainda não forneceu seus dados. Até agora, o estado com maior número de pedidos de impugnações foi Minas Gerais, com 614 ocorrências, seguido por Alagoas (383) e Rondônia (319).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não recebeu qualquer pedido de impugnação de candidatura dos nove presidenciáveis registrados. O presidente da corte, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que a Lei da Ficha Limpa “pegou”, pois pode ter resultado em até 15% das impugnações. As principais justificativas para barrar os fichas sujas, segundo a nova lei, são a condenação do político por órgão colegiado e a renúncia de mandato para escapar de cassação.

Os tribunais informam que a maioria dos pedidos de impugnação foi motivada por falhas na documentação enviada pelos candidatos, como a falta de certidões negativas na Justiça. A partir da notificação da impugnação, os candidatos devem apresentar recurso em até sete dias, inclusive sábados e domingos, já que as secretarias dos tribunais estão funcionando em regime de plantão.

Receita deposita segundo lote de restituição do IR 2010

A Receita Federal deposita nesta quinta-feira (15/07) as restituições do Imposto de Renda 2010 (ano-base 2009). O dinheiro está corrigido em 2,54% e vai para as agências bancárias informadas pelo contribuinte ao fazer sua declaração.

Se o depósito da restituição não for feito, o contribuinte poderá ir a uma agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento BB –4004-0001 (capitais – clientes do Banco do Brasil), 0800-729-0001 (demais localidades – clientes do Banco do Brasil), 0800-729-0722 (capitais e demais localidades – clientes e não clientes do Banco do Brasil) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança em seu nome, em qualquer banco. A ligação é grátis.

O dinheiro ficará disponível no banco por um ano. Se o contribuinte não resgatá-lo nesse prazo, deverá requerê-lo mediante Formulário Eletrônico (Pedido de Pagamento de Restituição), disponível na internet. Caso o contribuinte não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença na unidade local da Receita.

Neste lote, 2.000.254 contribuintes têm imposto a restituir, no total de R$ 2,092 bilhões. Desse montante, pouco mais de 1% foi priorizado pelo Estatuto do Idoso e deve receber R$ 56,825 milhões. Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone no número 146.

Além dos idosos, para o pagamento da restituição, a Receita segue a ordem de entrega da declaração, priorizando os contribuintes que optaram pela internet, disquete e, por último, aqueles que entregaram em formulário de papel. Esses critérios valem para as declarações entregues dentro do prazo, ou seja, até 30 de abril. Quem não entregou dentro do prazo está fora dos critérios de prioridade, o que pode atrasar muito a devolução do seu dinheiro. As restituições estão sendo feitas em sete lotes, entre junho e dezembro.

Marca calçadista Schutz abre a primeira loja em Porto Alegre

Hoje (15/07), será inaugurada em Porto Alegre a mais nova loja da marca Schutz, a primeira loja conceito da grife na Capital. O endereço não poderia ser mais apropriado: a badalada Rua Padre Chagas, 208, no bairro Moinhos de Vento, foi o ponto escolhido para a flagship gaúcha que já conta com um time descolado de relacionamento. A filial da capital gaúcha tem tudo para ser o novo point das fashionistas apaixonadas por sapatos com estilo e atitude.

Com decoração constantemente em mutação e valorizando o branco, a Schutz traz para o ramo calçadista o conceito de galeria de arte. Em um salão amplo, repleto de espelhos e canhões de luzes cênicas, legítimas de um espetáculo teatral, o cenário é perfeito para os estilosos produtos da marca. Os sapatos iluminados e expostos em cubos brancos de vários tamanhos, que servem como pedestais, dão o ar de exclusividade, gerando facilidade na interação com as clientes e a possibilidade de o layout estar sempre em transformação. Não há as tradicionais prateleiras, e o clima é quase como se a galeria Schutz apresentasse uma nova instalação artística a cada momento. Tudo muda e se transforma no universo da arte, e a Schutz cuida de todos os detalhes dessa atmosfera para que as clientes curtam ao máximo a shopping experience que a marca proporciona.

A Schutz, uma das marcas de sucesso do Grupo Arezzo S/A, tem origem mineira e está sob o comando do jovem Alexandre Birman, 33 anos. Desenvolvendo oito coleções por ano, com peças de design de moda, absoluta qualidade de materiais e acabamento impecável, a grife já fincou a bandeira em cerca de 500 lojas multimarcas distribuídas pelo Brasil.

A marca possui lojas em pontos de referência nas principais capitais brasileiras. Em São Paulo, a loja da Rua Oscar Freire, 944, inaugurada em 2009, não só alcançou o sucesso absoluto de vendas logo nos primeiros meses, como também já é o point das “shoes lovers” paulistanas. Além da Oscar Freire, a Schutz está presente nos mais conceituados shoppings da capital paulista, em Campinas e no Rio de Janeiro. Na cidade maravilhosa, a flagship está localizada na charmosa rua Garcia D Avila, em Ipanema. Já em Brasília, Alexandre inaugurou a loja no Shopping Iguatemi Brasília, o mais novo shopping de luxo do Brasil. Ao que tudo indica, a Schutz Porto Alegre seguirá a trilha do sucesso das demais lojas da marca.

Salário de novos empregados em supermercados é 15% inferior a de demitidos

Apesar de os supermercados terem criado no ano passado 5.000 vagas com carteira assinada na cidade de São Paulo, os salários dos trabalhadores admitidos foram 15% menores do que os pagos aos demitidos. Os contratados receberam, em média, R$ 712,15 e os dispensados, R$ 837,25.

A maior parte das vagas foi aberta em estabelecimentos de micro e pequeno porte, que empregam de 4 a 19 funcionários. O resultado consta em estudo sobre o perfil dos trabalhadores em supermercados divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “A rotatividade no setor é muito elevada. Assim como se contrata muito, se demite da mesma forma, com ou sem crise”, diz o estudo, feito para o Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

Em 2008, a diferença entre os salários dos contratados e demitidos chegou a 20%. “Apesar da diminuição da diferença verificada em relação ao ano de 2009, a rotatividade de trabalhadores foi uma ferramenta de rebaixamento de remunerações utilizada pelas empresas”, afirma o levantamento.

Os empregados dos supermercados tiveram aumento de 7,3% nos salários, segundo o estudo, quando se compara de uma forma geral as remunerações pagas no ano passado e no ano anterior. Em 2008, o salário médio pago aos trabalhadores foi de R$ 718,79. Em 2009, subiu para R$ 771,32.

A desigualdade na remuneração paga entre homens e salários permanece forte no setor, de acordo com os dados do Dieese. As mulheres que foram contratadas no ano passsado para trabalhar em supermercados da cidade de São Paulo receberam 88,9% dos salários pagos aos homens admitidos no mesmo ano. Elas receberam R$ 750,15 e eles, R$ 666,89.

A mão de obra feminina ocupou, em média, 45% dos postos de trabalho nos supermercados da capital paulista, segundo dados de 2008. E, apesar de terem nível de escolaridade maior que os homens, na média, receberam salários inferiores. Ao analisar emprego e renda no período entre 1999 e 2008, o Dieese concluiu que o nível de emprego formal cresceu 64% nos supermercados da cidade de São Paulo, enquanto a remuneração média recuou 5,5% no mesmo período.

Com os investimentos que vêm sendo feitos pelo setor, com a valorização do salário mínimo e aumento da renda e crédito, técnicos do Dieese e sindicalistas que representam os funcionários desses estabelecimentos, consideram que as perspectivas para os trabalhadores do setor são positivas. A expectativa é ampliar os ganhos reais nos salários nas negociações coletivas e aumentar direitos da categoria.