BC prevê queda de taxas de cartões com maior competição

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou nesta quinta-feira (15/07) que a competição na indústria de cartões de crédito aumentou nos últimos meses, o que deve levar a redução de taxas. “A médio prazo a gente acredita que a maior competição na indústria vai levar à cobrança de taxas menores, tanto do lojista quanto do consumidor que usa o cartão nas suas compras. Certamente isso acontecerá”, afirmou Mendes a jornalistas.

Ele destacou como principal alteração no mercado o fim da exclusividade contratual entre as bandeiras de cartões e credenciadoras. Isso trouxe uma nova competição para essa indústria”, disse

Canil setorial de Campinas faz apresentação no Shopping Valinhos

Na tarde deste sábado, (17/07), o Shopping Valinhos, na região metropolitana de Campinas, no interior paulista, vai receber o Canil Central da Polícia Militar do estado de São Paulo que atualmente reúne um efetivo de 23 cães, principalmente das raças Pastor Alemão, Pastor Belga e Dobermann. A apresentação tem início às 15h00 e é aberta aos clientes do shopping.

Criado em 1985, o Canil setorial de Campinas pertence à Companhia de Força Tática do 35º Batalhão da Polícia Militar do Interior (PM). Sua finalidade é treinar e utilizar os cães nas diversas missões tangentes a PM, visando sempre a preservação da ordem pública. Além dos cães, 19 policiais militares, um médico veterinário e dois enfermeiros integram o Canil.

Entre suas missões estão a de controlar distúrbios civis, policiamento em eventos, busca e localização de marginais foragidos, resgate e salvamento de pessoas, entre outras.
A gerente de marketing do Shopping Valinhos, Vanessa Vital, cita que a proposta do evento é fazer com a população da região conheça a importância do trabalho destes cães e dos seus treinadores. “Com certeza já foram vistos por todos, ajudando na segurança em alguma oportunidade”, ressalta.

Apesar de arrecadação recorde, impostos não subiram, dizem especialistas

A arrecadação federal de impostos somou R$ 382,9 bilhões no primeiro semestre de 2010, um recorde da série histórica, iniciada em 1994. Segundo a Receita, a arrecadação tem batido recorde todo mês desde setembro de 2009.

Para o consultor do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco) e advogado tributarista, Jorge Lobão, não houve aumento de impostos no Brasil, mas uma combinação de outros fatores. Segundo ele, os seguintes elementos fizeram a arrecadação bater o recorde: o forte crescimento da economia, o fim da redução do IPI e um melhor sistema informatizado de controle. “São dois fatores que explicam esses números: o crescimento da economia brasileira registrado a partir de setembro do ano passado e uma melhora substancial no sistema de controle de arrecadação”, afirma Lobão. De acordo com o especialista, cada vez mais, a Receita tem notificado empresas para retificar o pagamento de tributos e, assim, cobrar o que deixou de ser pago.

A mesma posição defende o economista e professor especializado em orçamento e finanças públicas Paulo Brasil. “Os recordes têm sido batidos também devido à eficiência da máquina arrecadatória. A Receita Federal brasileira é a mais eficiente do mundo na hora de arrecadar”, afirma. Para Brasil, o país poderia aproveitar o momento para levar a diante o debate sobre a reforma tributária e sobre a diminuição dos gastos públicos com o objetivo de reduzir a carga tributária.

Para o tributarista Lobão, o aquecimento da economia brasileira (que cresceu 9% no primeiro semestre) aliado ao fim da redução do IPI para a linha branca (fogão, geladeira e outros) e automóveis têm ajudado na elevação da arrecadação. Na corrente do crescimento da economia, Lobão também aponta a geração de empregos com carteira como outro motivo para o aumento da arrecadação.

Nesta quinta-feira (15/07), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou que foram gerados 1,473 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. O número também representa um recorde para o período desde o início da série histórica (1992).

Considerando apenas o mês de junho, a arrecadação dos tributos federais atingiu o valor de R$ 61,4 bilhões, maior marca para o mês. O resultado é 8,54% maior do que o registrado em junho do ano passado.

De acordo com a Receita, o resultado de do mês decorreu, fundamentalmente, por causa da recuperação dos principais indicadores macroeconômicos, como crescimento da produção industrial (14,8%), do volume geral de vendas (9,5%) e da massa salarial (14,49%), fatos gerados em maio, mas que tiveram influência na arrecadação de impostos do mês passado.

Grupo Catuaí entrega lojas em Maringá

No próximo dia 20 de julho, os lojistas do Catuaí Shopping Maringá (PR) recebem as chaves de suas lojas. A entrega simbólica será feita na cerimônia denominada “Festa do Capacete”, que marca uma nova etapa das obras: o acabamento das lojas. Será às 20h00, no empreendimento, e terá como ponto alto a apresentação da Camerata Bachiana, regida pelo maestro João Carlos Martins.

A partir de agora, cada loja começa a ganhar forma, num processo que elevará para mais de 1200 o número de empregos gerados pelo empreendimento na cidade de Maringá. Com a entrega das lojas dentro do prazo pré-determinado, fica também mantido o mês de novembro como a data da inauguração do empreendimento, localizado na avenida Colombo, no entroncamento da BR-376 com a PR-317.

O Catuaí Shopping Maringá contará com 213 lojas, entre elas o hipermercado BIG.
Também haverá três restaurantes, uma choperias, 24 fast foods, um centro de diversão, seis salas de cinema e estacionamento com 1.650 vagas. O total de investimento foi de R$ 180 milhões. Em funcionamento, o shopping irá gerar cerca de dois mil empregos diretos e seis mil indiretos. “Certamente, o Catuaí Maringá se tornará uma referência regional, diz o empreendedor Alfredo Khouri.

O empreendedor destaca que o projeto arquitetônico foi desenvolvido de forma a humanizar o shopping, trazendo para dentro do empreendimento muito verde, iluminação natural, e reaproveitamento de água, traduzindo os conceitos de sustentabilidade. O shopping também se integra a Maringá, contribuindo para a preservação ambiental sendo parceiro na concepção do Parque do Trópico de Capricórnio, onde o Catuaí plantará mais de 5 mil árvores.

“O objetivo do Catuaí é ser o melhor e mais completo shopping de Maringá e região, proporcionando o melhor em lojas, produtos, serviços, bem-estar e qualidade de vida”, diz Khouri.

NÚMEROS
Área construída: 51.397,40 m²
Área bruta locável: 32.329,95 m²
Números de lojas: 213
Número de vagas de estacionamento: 1.650
Um Hipermercado
Cinco âncoras
Um centro de diversão
Seis salas de cinema
Mais de 90% da ABL do shopping comercializada

Vendas da Hering crescem 46,5% no segundo trimestre

A empresa de vestuário Hering antecipou ontem (15/07) algumas informações sobre os resultados do segundo trimestre, quando sua receita bruta teve crescimento de 46,5%, em relação ao mesmo período de 2009. A companhia não dá, no entanto, o montante das vendas em valores absolutos. Só nas lojas da rede Hering Store, as vendas cresceram 39,4%, com expansão de 21,7% no critério “mesmas lojas”, que considera apenas as unidades com mais de um ano de operação.

A rede Hering Store teve uma expansão de 16 lojas no primeiro semestre, alcançando 292 unidades. Já a rede da PUC somou mais uma unidade, para 75 lojas. O plano da empresa é ampliar o número de lojas da Hering Store para 325 unidades até dezembro. Para a PUC, a meta é ter 80 lojas no fim do ano.

Bochi anuncia o primeiro shopping para Viamão

Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, terá seu primeiro shopping em outubro de 2011. O empreendimento terá 140 operações e o investimento será de R$ 75 milhões, confirmou o diretor-presidente da Mais Valor, Vandeir Bochi, gestora do Canoas Shopping, também na região. O shopping ocupará área às margens da RS-040, próximo ao condomínio Cantegril. Nesta quinta-feira (15/07), Bochi, a direção do Canoas Shopping e acionistas do negócio apresentaram as instalações da primeira fase da expansão, com abertura de lojas e serviços em novembro, e anunciaram que a Lojas Riachuelo será a sexta âncora do empreendimento.

A construção do shopping em Viamão começa em outubro e totalizará 30 mil m². O estacionamento terá 850 vagas. A área bruta locável (ABL) será de 15 mil m², considerada de médio porte no ramo. “Já fechamos com cinco grandes lojas-âncoras de shopping”, adiantou o executivo, que administra mais dois shopping centers no País que também têm capital da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), maior proprietário do empreendimento de Canoas. A Funcef não integra o projeto de Viamão. Bochi afirmou que o investimento tem participação do dono do terreno, a Alem Corporações, e que estão sendo captadas outras fontes.

O centro comercial explorará a carência de negócios do setor na região leste e o corredor para o Litoral. Está prevista a primeira expansão, dois anos após o começo da operação, com aplicação de mais R$ 15 milhões, quando a ABL subirá mais 5 mil m². A Mais Valor tem projeto de shopping em São Paulo e estuda a entrada na Colômbia, com grupo multinacional, que o executivo não revelou o nome.

A apresentação da expansão do Canoas Shopping ocorreu na área de 3 mil m² que abrigará a filial da C&A, uma das primeiras grifes a acertar contrato com os empreendedores, logo após a notícia da ampliação, em 2009. O centro comercial terá sete lojas-âncoras e dez megalojas. O restaurante Petiskeira terá a sua primeira filial fora da Capital.

O investimento elevará de 150 para 264 as operações. A conclusão das obras ocorrerá em abril de 2011. A expansão, que envolve investimento de R$ 80 milhões, aumentará de 37 mil m² para 52 mil m² a ABL, e para 90 mil m² a área de construção. Com isso, o Canoas Shopping vira o maior empreendimento do ramo fora da Capital.

Um edifício-garagem, com 1.040 vagas cobertas, marcou a estreia das melhorias em dezembro. Segundo a superintendente do shopping, Haidée Hofs, o espaço elevou em 16,6% as vendas de janeiro a abril de 2010 ante mesmo período de 2009. Com a expansão, Bochi projeta alta de 80% na receita no próximo ano e de mais de 50% nos empregos diretos, que passarão de 2 mil postos para 3,3 mil.

O diretor de participações da Funcef, com 72% do capital da atual estrutura e que bancará 100% da ampliação, Luiz Philippe Peres Torelly, ressaltou que a aposta do fundo de pensão no potencial do empreendimento reforça o interesse em mais investimentos no Estado. “Temos 15 shoppings no País e estamos atentos a mais negócios”, adiantou, lembrando que a instituição está finalizando a aquisição com a Engevix do Estaleiro de Rio Grande, erguido pela WTorre, por R$ 410 milhões.

Cielo agrega bandeira Sorocred com 3,5 milhões de cartões

A Cielo anunciou nesta quinta-feira (15/07) parceria com a Sorocred, passando a agregar a bandeira que tem 3,5 milhões de cartões emitidos, a partir de outubro, de acordo com comunicado ao mercado divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O acordo prevê a captura das transações de 150 mil estabelecimentos, que hoje estão filiados à Sorocred. Desta forma, na prática, os usuários de cartões Sorocred poderão realizar compras em estabelecimentos afiliados à rede Cielo, que, hoje, é composta por mais de 1,7 milhão de lojas. Além dos cartões de crédito, o portfólio da Sorocred também se destaca com os cartões Refeição e Alimentação.

Os estabelecimentos credenciados da Cielo poderão receber as bandeiras Visa, Mastercard e Amex e importantes bandeiras nacionais, como Aura e Sorocred.

China deve manter políticas macroecronômicas no segundo semestre

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que vai manter as políticas macroeconômicas do país estáveis no segundo semestre e ressaltou que a Europa continua sendo um dos principais mercados para os investimentos chineses. As declarações de Jiabao foram veiculadas pela agência estatal chinesa Xinhua e foram dadas após o premiê ter se reunido com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Pequim, nesta sexta-feira (16/07).

Jiabao comentou a desaceleração econômica no segundo trimestre e creditou-a a uma postura de “controle e regulação de ativos” pelo governo chinês, além de reiterar as metas de equilibrar a inflação, o crescimento e a reestruturação da economia chinesa. Ele confirmou também o compromisso com uma política de alívio monetário.

Merkel, por sua vez, elogiou a decisão do governo chinês no mês passado de aumentar a flexibilização do yuan, também de acordo com a agência. O premiê chinês mostrou confiança na recuperação econômica europeia e assinou 10 acordos bilaterais com a chanceler alemã, envolvendo assuntos de preservação ambiental e cooperação industrial.

Entre as decisões acertadas, destaca-se o acordo de investimento de US$ 3,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de turbinas, assinado pela Siemens e o Shanghai Electric Group, informou a Xinhua. Além disso, foi definido um pacto de € 124 milhões (US$ 160 milhões) para estimular a redução de emissões e a economia de energia pelas empresas, além de uma joint venture entre a Daimler e a Beiqi Foton Motor, que, segundo a companhia alemã, já teria sido aprovada pelo governo chinês.

Câmara aprova exigência de estudo de impacto para implantação de comércio

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a exigência de Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança (EIV) como requisito para a implantação de estabelecimentos comerciais de grande porte em áreas urbanas. Segundo o relator do projeto de lei, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a proposta visa preservar a pequena empresa comercial, que em geral não suporta a concorrência das grandes empresas.

O EIV foi criado com a aprovação do Estatuto da Cidade e a competência sobre o estudo foi estabelecida como municipal. Por isso, os deputados decidiram que as exigências da proposta serão válidas até que cada município aprove lei própria.

O projeto cria faixas por tamanho de município para a definição de estabelecimento de grande porte, seja atacadista ou varejista. Em municípios de até 200 mil habitantes, o estudo será obrigatório, caso a área de venda seja superior a 1 mil m². Nos municípios que tenham entre 200 mil e 500 mil habitantes o limite passa a 2 mil m². Nos municípios maiores ou que componham regiões metropolitanas com mais de 500 mil habitantes, o limite é de 5 mil m².

A proposta amplia a atuação do EVI, que passará a avaliar os impactos de aspectos econômicos como a concorrência, a defesa do consumidor e a geração de empregos. Atualmente, o EVI se restringe a analisar o impacto sobre os aspectos urbanos, como população, tráfego e valorização imobiliária. “É fundamental a edição de uma lei federal que venha a proteger o pequeno comércio, não apenas nas cidades de pequeno porte, mas também o instalado nas grandes cidades”, disse o autor do projeto, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

O estudo estabelece ainda que poderão ser propostos medidas compensatórias e limites para a implantação do novo empreendimento. Por outro lado, o poder público terá prazo de 60 dias para conclusão da análise do EIV, e um prazo igual será dado para que o interessado apresente recurso contra essa decisão.