Crédito habitacional da Caixa quase dobra no primeiro semestre

O financiamento habitacional da Caixa Econômica Federal somou R$ 34,1 bilhões no primeiro semestre deste ano, quase o dobro (95,1%) registrado no mesmo período em 2009, com assinatura mais de 575 mil contratos, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelo banco.

O resultado foi impulsionado pelos negócios realizados em todo o país, em maio e junho, na sexta edição do Feirão da Casa Própria, que totalizaram R$ 8,4 bilhões. A projeção da instituição financeira é chegar a R$ 60 bilhões em empréstimos neste ano. Para imóveis novos ou na planta, os empréstimos atingiram o valor de R$ 20,8 bilhões, 173,7% a mais que no mesmo de período de 2009. Para unidades usadas o crescimento foi de 39%, alcançando R$ 13,3 bilhões.

O programa federal Minha Casa, Minha Vida também contribuiu para o resultado, com 542 mil contratos assinados desde o lançamento em abril de 2009. Só no primeiro semestre deste ano foram emprestados R$ 16,48 bilhões. A meta do programa federal é construir um milhão de moradias até o final do ano para famílias com renda de até R$ 4.650, o equivalente a dez salários mínimos na época do lançamento, sendo 400 mil para a faixa que recebe até R$ 1.395, que concentra a maior parte do deficit habitacional do país.

Demanda das empresas por crédito recua 0,7% em junho, diz Serasa

A demanda das empresas brasileiras por crédito recuou 0,7% em junho na comparação com o mês anterior, informou hoje (19/07) a Serasa Experian. Na avaliação dos economistas responsáveis pela pesquisa, a Copa do Mundo e o processo de desaquecimento econômico constatado nos últimos meses foram responsáveis pela terceira queda consecutiva da procura por financiamento.

Na análise por setor, as companhias do ramo comercial lideraram a queda da demanda por crédito em junho, registrando recuo de 1,5%. Já as empresas do segmento industrial e de serviços procuraram instituições financeiras em junho, e apresentaram elevação no indicador de 0,7% e 0,2%, respectivamente. No acumulado do primeiro semestre do ano, a demanda das empresas por crédito avançou 9,4% em relação ao período de janeiro a junho do ano passado. Em sua pesquisa mensal, a Serasa leva em conta uma amostra de 1,2 milhão de CNPJ.

De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito, a quantidade de empresas que procurou crédito recuou 0,7% em junho na comparação com o mês anterior (maio de 2010), a terceira queda mensal consecutiva. Em relação a junho de 2009, a demanda das empresas por crédito avançou 3,0%, o menor crescimento anual dos últimos cinco meses. No acumulado do primeiro semestre de 2010, a demanda das empresas por crédito avançou 9,4% sobre o período acumulado de janeiro a junho de 2009.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a Copa do Mundo e o próprio processo de desaquecimento, que vem caracterizando o ritmo da atividade econômica nestes últimos meses, contribuíram para a diminuição da procura por crédito por parte das empresas no mês passado.

Na classificação por porte, as micro e pequenas empresas foram responsáveis pela queda na procura das empresas por crédito no mês de junho, recuando 0,7% em relação a maio/2010. A procura por crédito das médias empresas caiu 0,5% no mês passado e, das grandes empresas, o recuo foi de 0,2%.

No acumulado do primeiro semestre, as grandes empresas lideraram a procura por crédito, avançando 13,3% na comparação com o primeiro semestre de 2009. As micro e pequenas empresas também exibiram crescimento bastante razoável em relação ao período acumulado de janeiro a junho de 2009 (alta de 10,5%). Já as médias empresas registraram recuo de 8,3%, já que muitas delas são empresas exportadoras e que, por isto, ainda encontram um mercado externo ainda bastante fragilizado.

As empresas do setor comercial lideraram queda da demanda por crédito em junho, registrando recuo de 1,5% frente a maio de 2010. As empresas industriais e de serviços seguiram em direção oposta, avançando 0,7% e 0,2% as suas demandas por crédito, respectivamente.

No acumulado do primeiro semestre de 2010, as empresas do setor comercial, com alta de 10,3%, encerraram na liderança da procura por crédito. Logo em seguida figuraram as empresas de serviços com variação acumulada de 9,2%. Por fim, a maior exposição do setor industrial ao cenário externo fez com que este setor terminasse na lanterna da procura por crédito no primeiro semestre de 2010 (6,2% de crescimento).

As regiões Nordeste (-1,9%) e Sudeste (-1,9%) concentraram a queda da procura das empresas por crédito no mês de junho. No Norte (+0,7%) e no Sul (+0,6%), o crescimento da demanda empresarial por crédito foi praticamente o mesmo. O destaque ficou por conta da região Centro-Oeste que expandiu a sua demanda empresarial por crédito em 5,1% no mês passado.

No acumulado do primeiro semestre de 2010, as regiões Nordeste e o Centro-Oeste (altas de 13,7% e 13,1%, respectivamente) terminaram na liderança da procura por avançando 13,3% na comparação com o primeiro semestre de 2009. As micro e pequenas empresas também exibiram crescimento bastante razoável em relação ao período acumulado de janeiro a junho de 2009 (alta de 10,5%).

Cielo fecha parceria com a Ticket e Redecard vai capturar Coopercred

As empresas de cartões de pagamento Redecard e Cielo (ex-Visanet) anunciaram novas parcerias, na esteira do fim do ciclo de exclusividade entre as bandeiras e as companhias responsáveis pelo processamento das compras a partir deste mês.

A Cielo, que tinha até o último dia de junho um contrato de exclusividade com a Visa, informou que vai capturar a partir de agosto a bandeira Ticket, que atua no segmento de refeição. Inicialmente, o acordo prevê a captura dos produtos Ticket Restaurante e Ticket Alimentação, informa a empresa, acrescentando que a intenção é ampliar a parceria para todo o portfólio da nova bandeira. Por sua vez, a Redecard fechou parceria para capturar “a partir deste semestre” os cartões de crédito e de benefícios da Coopercred, que está presente em mais de 400 cidades brasileiras, sobretudo nos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

O número de estabelecimentos credenciados pela Redecard no Mato Grosso do Sul e no Paraná durante o primeiro trimestre superou em 27,8% e 20,1%, respectivamente, o volume de igual período do ano passado.

Shopping Taboão transforma praça de alimentação em pista de dança

A praça de alimentação do Shopping Taboão, em Taboão da Serra (SP), será transformada em um baile dançante no dia de hoje (19/07), a partir das 18h00, com direito a muita música e aulas de dança. É a edição de julho do projeto Dança na Praça, iniciativa que abre espaço para o público poder praticar gratuitamente a arte da dança. Nessa edição, a Escola de Dança Ricardo da Hora estará no local para ensinar tanto os que já têm experiência como aqueles que ainda não são familiarizados com a dança.

Destinada a pessoas de todas as idades, a dança envolve flexibilidade, ritmo, equilíbrio e coordenação motora, além de ser uma ótima forma de conhecer pessoas diferentes e fazer amigos.

Maioria dos candidatos não tem ensino superior; mulheres somam 20% das candidaturas

A maioria dos políticos brasileiros é homem, casado, não tem ensino superior, passou dos 45 anos e disputa uma vaga nas assembleias estaduais. Os dados são do último levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que contabilizou 20.335 candidatos em todo o país. O cargo mais disputado é o de deputado estadual, em que a concorrência envolve 63% dos candidatos. O levantamento mostra que a política brasileira ainda está longe da juventude. Apenas 12% dos políticos têm entre 18 e 34 anos, enquanto 61% passaram dos 45 anos.

A lei eleitoral ainda não é respeitada à risca pelos partidos. Apenas 20% dos candidatos são mulheres, enquanto a lei prevê um quarto das candidaturas. O desempenho, contudo, é melhor que em 2006: elas representavam 14%. O TSE, contudo, ainda não discriminou os dados por partido.

Nas profissões, a principal é “outros”, que é quando o candidato prefere não categorizar sua ocupação, e representa 16% das 20 mil candidaturas. Em segundo lugar, aparece empresário, com 8%. Em quinto lugar, consta “deputado”. Ou seja, 1.027 políticos adotaram o cargo temporário como profissão e disputam a reeleição.

Embalado pela candidatura de Marina Silva à Presidência, o PV divide com o PT e PMDB o topo da quantidade de candidaturas. O PV tem 6,25%, enquanto PMDB e PT têm 6,11% e 6,02%, respectivamente. Os tucanos aparecem logo em seguida, com 5% dos candidatos. Abalado pelo mensalão e ausência de governos estaduais, o DEM representa 3,8% dos políticos.

A depender do número de candidaturas, a coligação da presidenciável Dilma Rousseff (PT) tem o apoio de 48% dos políticos. A chapa de José Serra (PSDB) representa 20% dos candidatos e Marina Silva (PV), 6,25%. Os apoios partidários, entretanto, obedecem a lógicas estaduais e nem sempre representam apoio aos presidenciáveis.

Os números do TSE foram atualizados nesta quinta-feira (15/07) e serão consolidados até o dia 20. A expectativa é adicionar até 2 mil candidaturas às estatísticas.

ParkShopping Barigui entrega expansão aos lojistas

Os 88 lojistas que vão se instalar na nova área do ParkShopping Barigui, em Curitiba, começam nos próximos dias as obras em seus espaços. Eles receberam ontem as chaves das suas lojas, que serão abertas ao público em outubro. O superintendente do Multiplan, Eduardo Novaes, participou do evento e disse que o grupo já estuda novos projetos para o empreendimento, no sentido de torná-lo um espaço “multiuso”. No total, o shopping investiu R$ 56 mi­­lhões na ampliação.

“Essa é uma tendência no setor de shoppings. E todos os nossos novos projetos já nascem seguindo esse conceito”, diz Novaes. “Ainda é cedo para adiantar o que serão esses investimentos, mas ainda há espaço para um grande crescimento imobiliário na região do ParkShopping e estamos nos preparando para isso”, acrescenta. O superintendente cita como exemplo outros empreendimentos da Multiplan no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte que reúnem, ao seu redor, hotel, supermercado e prédios de escritórios e consultórios.

Novaes reconhece que há uma forte concorrência no setor em Curitiba, mas aposta no crescimento da região no entorno do shopping, concentrado principalmente em uma faixa da população com alto poder aquisitivo. “A concorrência estimula a criatividade e demanda um trabalho cada vez mais preocupado com os detalhes. Pode até haver um número elevado de concorrentes, mas nosso foco não está neles, e sim no cliente”, completa.

Para o superintendente, o varejo de shopping centers no Brasil vive um excelente momento, graças à estabilidade econômica do país e ao aumento do poder aquisitivo e do acesso ao crédito, e pouco sentiu da crise econômica que assolou o mundo todo no ano passado. “O setor é o último a entrar e o primeiro a sair das crises. Não paramos de investir em nenhum momento e continuamos a crescer em índices acima de dois dígitos”, comemora. O ParkShopping, em especial, registrou em 2009 vendas 8% superiores ao ano anterior; no primeiro trimestre de 2010, segundo Novaes, teve uma expansão de 12%.

Além do ParkShopping Barigui, a Multiplan inaugura ainda este ano a expansão de outro empreendimento em Belo Horizonte, tem outras cinco nos planos e quatro novos empreendimentos sendo desenvolvidos.

Seis empresas apresentam proposta para reformar o Maracanã

Foi dado nessa quinta-feira (15/07) o primeiro passo para a reforma do Maracanã visando a Copa 2014. Seis concorrentes, cinco consórcios e uma empresa, apresentaram proposta para adequar o estádio às condições exigidas pela Fifa.

Os documentos serão avaliados pela secretaria de Obras do Estado, que espera anunciar o vencedor da licitação até o próximo dia 28, caso não haja contestações por parte das empresas que pleiteiam fazer a reforma. A obra está orçada em R$ 720 milhões. Caso esse cronograma seja cumprido, as obras deverão começar em agosto. Será analisada a necessidade de fechamento total do estádio já no início das intervenções. Existe a possibilidade de o Maracanã seguir funcionando de forma parcial. “Vamos discutir se podemos começar as obras sem fechar o Maracanã”, afirmou o secretário de Obras, Hudson Braga.

Ele garantiu que o processo não tem atrasos, e que a reforma estará concluída em dezembro de 2012, a fim de que o estádio possa sediar jogos da Copa das Confederações, na metade de 2013. Braga informou ainda que técnicos da secretaria estiveram na África do Sul e na Europa, para avaliar o processo de reforma e construções de estádios nessas regiões. O objetivo, segundo ele, era obter informações sobre essas obras e os problemas enfrentados. O secretário, porém, não negou a possibilidade de haver aumento dos custos ao longo da reforma. “Obra é obra. Problemas podem surgir a qualquer momento. Quando a gente reforma nossa casa, é assim”, observou.

Abaixo, os consórcios que se habilitaram a fazer a reforma do Maracanã:

– Consórcio Brasil 2014 (SaneRio Engenharia, BA Engenharia, Hexagonal Construções)

– Consórcio Construcap – Cetenco – Convap, formado pelas três empresas.

– Consórcio Novo Maracanã (Paulitec Construções, Estacon Engenharia e Recoma Construções)

– Consórcio Maracanã Rio 2014 (Odebrecht Engenharia, Delta Construções e Construtora Andrade Gutierrez)

– Consórcio Novo Maracanã (Construtora Queiroz Galvão e Carioca Christiani-Nielsen Engenharia)

– Construtora OAS

Shopping Cidade Jardim doa mais de 20 mil notas fiscais para Liga Solidária

Desde fevereiro, o Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, reuniu mais de 20 mil notas fiscais que serão encaminhadas à Liga Solidária, instituição que atende a população de regiões de vulnerabilidade social.

Os clientes do Shopping Cidade Jardim podem optar por abrir mão de incluir seus CPFs nas notas fiscais dos produtos comprados, cedendo à organização o percentual de devolução do ICMS ao qual teriam direito. As notas são depositadas numa urna instalada no concierge. “Os lojistas aderiram à causa com entusiasmo e tivemos um feedback muito bom dos nossos clientes. Todos se conscientizaram da importância da causa e ficaram felizes em ajudar, por isso tivemos um retorno tão positivo”, afirma Sandrine Nass, gerente de marketing do shopping.

Maria Luiza d Orey Espírito Santo, presidente da Liga Solidária, credita o resultado da ação ao prazer que um ato de solidariedade proporciona a quem contribui. “As pessoas fazem isso porque colaborando com o próximo elas se sentem bem, por esta razão tivemos esse grande número de notas ficais doadas”, avalia. Ela ainda lembra que o shopping foi o primeiro parceiro em ações desse tipo. “O acordo com o Cidade Jardim abriu o caminho para que outras empresas aderissem ao projeto, o que tem nos ajudado bastante”, revela.

A ação foi criada com base no Programa de Estímulo à Cidadania Fiscal, do governo do Estado de São Paulo, que tem como objetivo estimular os consumidores a exigir do fornecedor a Nota ou o Cupom Fiscal. Desde maio de 2009, as entidades de assistência social sem fins lucrativos podem ser beneficiadas com os créditos da Nota Fiscal Paulista. Para isso, devem estar cadastradas na Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SEADS).

A Liga Solidária usará os recursos obtidos em seus oito centros de educação infantil, cinco abrigos solidários, e oito programas socioeducativos.

Expansões e aquisições movimentam varejo nacional

– A indústria calçadista Ramarim pretende abrir uma nova fábrica em Jequié (BA).

– A Wap, fabricante de lavadoras de alta pressão, anunciou investimento nas fábricas de ventiladores.

– A fabricante de eletroeletrônicos Mallory abrirá uma ter