Apesar do convite da CBF, Fluminense não libera Muricy para a seleção

O Fluminense anunciou na tarde desta sexta-feira (23/07) a decisão de não liberar Muricy Ramalho para assumir o comando da seleção brasileira. Nesta manhã, o técnico foi convidado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e deixou o encontro afirmando que precisava apenas negociar com o Fluminense a sua liberação. De acordo com a direção do clube carioca, que lidera o Campeonato Brasileiro, Muricy tem uma prorrogação do contrato atual “apalavrada” e continuará no clube até o fim de 2012.

“É com muito orgulho e respeito que estou aqui para informar a todos que o técnico Muricy Ramalho irá continuar a frente do Fluminense para cumprir o seu compromisso conosco. Pessoas do nível do Muricy são muito bem vindas no mundo do futebol”, afirmou o presidente Roberto Horcades.

“A conversa com Muricy Ramalho foi em torno do contrato dele. Ele é uma pessoa que disse antes que cumpre seus acordos, e o Fluminense não tem a intenção de liberá-lo. Não tivemos de convencê-lo. Foi uma conversa simples, pois ele sempre foi cumpridor da palavra”, explicou Alcides Antunes, vice-presidente de futebol do clube carioca.

“Ele falou que estava apalavrado conosco até dezembro de 2012 e, por ser uma pessoa que cumpre seus contratos, decidiu ficar. Ele está satisfeito com o Fluminense, mas se queixa da estrutura. Nós estamos muito satisfeitos com o trabalho dele, principalmente agora que conseguimos a liderança”, completou Celso Barros, presidente da Unimed, patrocinadora do Fluminense.

Os dirigentes do Fluminense negaram ainda a possibilidade de dividir Muricy Ramalho com a seleção brasileira, opção essa também descartada anteriormente pela cúpula da CBF. “Se o Fluminense pudesse liberá-lo, faria isso, mas não temos interesse nisso. Ele abraçou o nosso projeto e está muito feliz. Não faltarão oportunidades ao Muricy na seleção”, afirmou o vice-presidente do clube carioca, que ainda negou que exista algum tipo de cláusula que libere o treinador em caso de convite da CBF.

“O contrato dele não tem nenhuma cláusula relacionado à seleção brasileira. Conversamos com o representante diretamente, até porque, naquele momento, ele estava no café da manhã com o Ricardo Teixeira. O novo contrato com o Muricy é verbal e lógico que será assinado o mais rápido possível”.

A CBF ainda não se pronunciou sobre qual será sua decisão a partir da negativa por parte do Fluminense. Caso Muricy Ramalho realmente não vá para a seleção, os holofotes voltam a outros nomes cotados anteriormente, principalmente o de Mano Menezes, do Corinthians.

Empresários e sindicalistas criticam aumento dos juros

Entidades empresariais e sindicais criticaram a decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 10,25% para 10,75% ao ano. A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) “repudiaram” a decisão.

“O que é mais importante: as expectativas de mercado ou os números já bem claros de arrefecimento da inflação no Brasil? A quem interessa juros altos: aos poucos do mercado ou aos muitos da sociedade?”, questiona nota conjunta das duas entidades distribuída à imprensa. “Vamos seguir defendendo o setor produtivo brasileiro. O Brasil não pode continuar entre os campeões mundiais de maiores taxas de juros. Esse título é péssimo não somente para a nossa atividade econômica, mas para toda a população brasileira”, afirma João Guilherme Sabino Ometto, presidente em exercício da Fiesp.

“Quando a insistência da política de juros altos, na contramão da realidade econômica do país, prejudica o crescimento e tira da sociedade emprego e renda, quem trabalha e produz fica desmotivado. Isso não é bom para o Brasil”, diz Rafael Cervone, presidente em exercício do Ciesp.

Em nota assinada pelo presidente em exercício, Miguel Torres, a Força Sindical qualificou a decisão do Copom como “nefasta para o setor produtivo brasileiro”. “Essa insensata medida irá aumentar a trava para a produção e a geração de empregos, prejudicando as estimativas de um PIB vigoroso neste ano. A medida deixa uma dúvida: a quem interessa segurar o crescimento do Brasil?”, registra a nota. O documento avalia que o Brasil está “virando um paraíso para os especuladores do mundo inteiro”.

Para a central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT), o aumento dos juros é recessivo. “A UGT lamenta que o Copom tenha perdido a oportunidade de tirar do Brasil o título de recordista mundial de juros altos. O aumento da taxa Selic já foi adotado em outros governos, trazendo como consequência a recessão da nossa economia”, diz nota assinada por Ricardo Patah, presidente nacional da UGT.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) lamentou a medida, mas diz que o Banco Central vem acertando em sua política. “Temos que respeitar o que o Copom decidiu, porque tem acertado nas suas últimas avaliações”, afirma documento distribuído à imprensa. “Mas acho que o atual momento comportava a manutenção da yaxa Selic, no sentido esperar para avaliar melhor o comportamento da inflação mais à frente. Então, se preciso, seria convocada uma reunião extraordinária do Copom”, disse Alencar Burti, presidente da associação. Ele disse temer que a elevação da Selic possa gerar uma redução no consumo, com efeitos negativos no nível de emprego.

O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, disse ver “com algum alento” a decisão do Copom. Segundo ele, a manutenção do processo de elevação dos juros se mostra desnecessária, pelo cenário de arrefecimento da atividade econômica. Destacou que tal cenário já resulta em desaceleração da inflação.

Na sua visão, a inflação já reproduz o cenário de menor intensidade da atividade econômica. ” Após a estabilidade do IPCA de junho, o IPCA-15 de julho apontou queda de 0,1%, com redução no preço dos alimentos, principal componente de pressão inflacionária dos últimos meses. São sinais mais do que suficientes, portanto, para a flexibilização do ciclo de aperto monetário do Banco Central. A persistência desse processo poderá reduzir o ritmo de crescimento dos investimentos, aspecto fundamental para o crescimento sustentado da economia”, diz Robson Andrade.

Exposição “Somos” no Cascavel JL Shopping

Hoje (22/07) é o último dia para conferir a exposição Somos, da artista cascavelense Márcia Toscan, no piso L1 do Cascavel JL Shopping (PR). Através das sete telas acrílicas sobre telas, a artista traz uma reflexão sobre as crueldades praticadas pelos homens. “Os animais representados mostram a ingenuidade, pois se eles praticam o mal é por extinto, para a sua sobrevivência e não por prazer”, declara a artista.

“Se observarmos, os olhos dessas aves são olhos humanos, pensando na possibilidade do homem poder ver através deles, estar na posição deles. Por exemplo, na obra em que a águia está representada, está escrito somos predradores, no caso a águia, ela irá agir pelo simples fato de sua sobrevivênvia, alimentar-se, proteger-se; já o homem não, pois raciocina e tem vontades próprias, e ele age pensadamente, muitos na prática do mal”, explica Márcia.

Em suas telas, a artista gosta de usar cores puras, que apareçam e chamem a atenção para o observador. Segundo ela, o que falta nas pessoas é conhecimento, interesse em buscar, estar atento as modificações da nossa era, e para isso deve ser espiritualizado e sensível. “Que os observadores associem as palavras e aos animais representados, e se coloquem no lugar desse, não como uma mensagem ecodramática, mas sim sensível e espiritual, encontrar o seu “Eu” sensível e refletir sobre suas atitudes de um modo geral”, evidencia a artista.

Marcia Toscan é artista há 18 anos, formada em Educação Artística pela Universidade Estadual de Londrina, pós-graduação em Publicidade e propaganda, professora de artes da rede estadual pública e professora do curso de artes visuais – Unipan.

Vendaval atinge Gramado e Canela (RS) e fere ao menos 12

Um forte temporal com ventos de até 124 km/h atingiu as cidades de Canela e Gramado, região serrana do Rio Grande do Sul, na noite desta quarta-feira (21/07). Ao menos 12 pessoas ficaram feridas.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Gramado, o vendaval durou cerca de três minutos. Cinco bairros de Canela e um de Gramado foram os mais atingidos. Algumas empresas de móveis foram destruídas, sendo a região conhecida pela produção moveleira. Casas foram destelhadas e muitas árvores caíram.

Em Canela, o muro do Palácio das Hortênsias (residência de inverno do governo do RS) caiu. A sede da Prefeitura e outros prédios públicos também foram bastante afetados. Cerca de 3 mil ficaram sem energia elétrica. Ainda segundo os Bombeiros, as vítimas que foram atendidas no Hospital de Caridade de Canela sofreram escoriações leves e já foram liberadas. Outra dez pessoas estão desabrigadas.

A Defesa Civil já havia feito o alerta sobre a intensidade das chuvas na noite de ontem (21/07). Outras cidades da Serra Gaúcha também foram atingidas pelo temporal.

Baile do Caxias Shopping em ritmo de “Zuqui”

O já tradicional Baile do Caxias Shopping, em Duque de Caxias (RJ), volta a animar os clientes no dia 27 de julho. Nesta edição, o destaque do evento será o “Zuqui” dança africana tão sensual quando a lambada. O evento promete, ainda, movimentar os clientes com muita música, dança e alegria, além e aulas de dança de salão.

O evento reúne professores, amantes da dança e clientes em geral para um grande baile com música ao vivo. Tudo gratuito. Para que ninguém fique parado, o Baile conta com dançarinos profissionais que ficam a disposição de quem quer dançar e não tem par. No final, os organizadores distribuem brindes para os participantes. O Baile do Caxias Shopping é gratuito e acontece das 17h00 às 21h00, na praça de alimentação do empreendimento.

Juros na vida real do consumidor são dez vezes maiores

A Selic é a taxa básica de juros. Ela baliza os juros cobrados quando você parcela uma compra ou pede dinheiro emprestado no banco. “Ela é a base para todas as instituições financeiras, comércio e indústria. Ela atinge tanto pessoas físicas quanto as empresas”, diz o consultor financeiro Renato Roizenblit. “Em conseqüência, as ações de empresas que têm capital aberto caem porque elas passam a ter um aumento de custo que não estava previsto”, afirma Roizenblit.

Infelizmente, a Selic é básica. Isso significa que, quando ela chega até você, vem muito maior. É o chamado “spread”, a diferença entre a captação e o valor dos juros para o cliente final. Por isso enquanto a taxa básica está entre 10% e 11% ao ano, os juros cobrados no comércio, quando você compra uma televisão a prazo, por exemplo, são quase dez vezes superiores. Nas lojas, os juros de seu creditário chegam a 98,5%, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

“Nessa conta, os bancos incluem o compulsório [dinheiro que os bancos são obrigados a deixar no Banco Central], impostos, inadimplência e lucro”, diz Roizenblit.

Segundo o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA-USP), Luiz Jurandir Simões, a relação entre a Selic e os juros cobrados nos bancos e no varejo depende de alguns cálculos e levam em conta os prazos de pagamento.

Você tem a impressão de que quando a Selic sobe, os bancos aumentam os juros imediatamente, mas o inverso, ou seja, quando ela cai, a velocidade de queda é menor até chegar ao seu bolso? Pois não é impressão. “É assim mesmo que funciona. E só tem um jeito de acelerar a queda dos juros para os clientes: aumentando a concorrência”, afirma o consultor financeiro Roizenblit.

O impacto imediato do aumento da Selic está numa questão prática. “O investidor vai preferir deixar o dinheiro rendendo no banco a gastar e pagar mais juros em compras parceladas”, afirma Luiz Jurandir Simões, da FEA-USP.

Center Shopping Rio promove atividades gratuitas para os idosos

Cada vez mais os idosos estão em busca de atividades que possam proporcionar bem-estar, saúde ou apenas momentos de puro lazer. O Center Shopping Rio, na capital fluminense, em parceria com o Clube A, é um dos locais onde a população idosa pode praticar exercícios, fazer novos amigos e ainda melhorar sua condição física e mental.

Durante todos os dias da semana, o shopping de Jacarepaguá oferece aulas gratuitas de ginástica, dança, memorização e artesanato. Mais informações através do telefone (21) 3312-5000.

China investirá US$ 738 bilhões de dólares até 2020 em energias limpas

A China, o principal país poluente do planeta, prevê investir US$ 738 bilhões no desenvolvimento de energias limpas nos próximos dez anos, com o objetivo de reduzir sua dependência de carvão e suas emissões de gases de efeito estufa.

Esse dinheiro será destinado a desenvolver energias nuclear, eólica e de biomassa, explicou um dirigente chinês da administração nacional de energia, Jiang Bing, segundo um resumo publicado no site do governo. Os fundos também serão destinados às tecnologias de “carvão limpo” e a melhora das redes elétricas, acrescentou. “Em 2020, a dependência da China de carvão se verá muito reduzida”.

A China depende em 70% do carvão como fonte de energia. Em 2015, essa porcentagem deverá reduzir-se 63%, segundo Jiang. Segundo a ONU, a China gastou US$ 34,6 bilhões de dólares em energias limpas em 2009, em alta interanual de 50% em relação ao ano anterior.

Criação de empregos formais bate novo recorde

Mais de 1,47 milhão de vagas de trabalho com carteira assinada foram criadas no primeiro semestre deste ano, apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O valor representa novo recorde de criação de empregos desde 1992, quando começou a ser contabilizada.

No Distrito Federal (DF), os setores que mais contrataram foram Serviços, com 82.759 admissões, Comércio, 41.76, seguido da Construção Civil e Indústria de Transformação, com 23.771 e 8.826 vagas, respectivamente. Acompanhando o crescimento da economia brasileira, os centros comerciais do DF têm se mostrado como os principais geradores de vagas de trabalho, especialmente, para o primeiro emprego.

O Taguatinga Shopping registrou no primeiro semestre deste ano aproximadamente duzentas novas contratações com carteira assinada com o aumento do mix de lojas e restaurantes. A administração do shopping empregou sete novos funcionários, sendo dois que conseguiram o primeiro emprego. Esse crescimento no número de postos de trabalho é resultado da expansão do empreendimento que refletiu aumento do número de lojas. Haverá, ainda, a geração de cerca de oitocentos novos postos com a entrada em operação da torre de escritórios.

Já no Brasília Shopping, o aumento do mix de restaurantes abriu várias oportunidades de novas contratações. Ainda este ano, as operações de alimentação do Brasília Shopping criarão aproximadamente trezentos novos empregos, dos quais cento e sessenta serão no Coco Bambu, que será o maior restaurante instalado em shopping no DF.

Na pesquisa do governo, a região Centro-Oeste acumulou 136.008 postos formais de trabalho entre janeiro e junho deste ano. Somente em Brasília, foram criadas 25.388 vagas formais. Segundo o Ministério o Trabalho, restam apenas 1,02 milhão de empregos com carteira assinada a serem criados para atingir a marca prevista de 2,5 milhões de empregos formais em 2010.