O consumo total de energia elétrica no Brasil atingiu 34.570 gigawatts-hora (GWh) em junho, um crescimento de 11,1% em relação a igual mês de 2009, e avanço de 5,0% no acumulado de 12 meses, para 407.420 GWh, segundo dados divulgados ontem (22/07) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O consumo no primeiro semestre somou 207.589 GWh, o que representa um aumento de 9,9% frente ao primeiro semestre de 2009. As regiões Nordeste e Sudeste foram os destaques de demanda, com altas de 15,1% e 12,0% em junho, e de 11,6% e 10,7% no semestre, respectivamente.
O segmento industrial consumiu 15.658 GWh em junho, crescimento de 15,1% na comparação com junho de 2009. No semestre, o consumo atingiu 89.600 GWh, expansão de 13,8%.
As residências consumiram 8.663 GWh em junho, um crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. No semestre, a alta foi de 8,1%, para 53.831 GWh.
O comércio apresentou consumo de 5.422 GWh no mês passado, uma alta de 7,8%. No semestre, a expansão verificada foi de 7,7%, para 34.964 GWh.
Em sua resenha mensal, a EPE também faz uma avaliação da oferta de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) frente à expectativa de consumo dos próximos quatro anos. “A comparação entre a capacidade de produção do parque gerador (usinas existentes e expansão contratada através dos leilões de energia já realizados), de um lado, e a demanda de eletricidade projetada para os próximos cinco anos, de outro, revela uma folga considerável no balanço energético”, diz a EPE.
A oferta contratada seria capaz de sustentar um crescimento da economia superior àquele implícito nas projeções da demanda feita pela EPE, que é de 5% ao ano, em média. “Com base no conceito de elasticidade-renda da demanda, ou seja, considerando a relação entre crescimento da demanda de energia e crescimento da economia, que tende a ser tanto menor quanto maior for o índice de evolução do PIB, estima-se que a oferta de energia (garantia física) já contratada seja capaz de sustentar no período 2010-2014 um crescimento médio da economia brasileira de até 7,5% ao ano”, conclui a EPE.

