Gasto dos brasileiros no Natal deverá ser recorde, diz consultoria

Os brasileiros devem gastar R$ 98 bilhões neste Natal. É a maior cifra registrada em dezembro e R$ 5,2 bilhões a mais do que foi desembolsado em 2009, segundo projeções da consultoria MB Associados. Para atender ao aumento de vendas, indústrias que usam insumos importados e redes varejistas que também se abastecem no exterior ampliaram em até 60% as encomendas desses itens em relação a 2009.

Aumento da renda, do emprego formal e do crédito sustentam o otimismo da indústria e do comércio em relação ao consumo de fim de ano. “Como a política monetária não será tão contracionista, teremos crescimento importante do varejo no fim do ano”, afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados. Ele fez os cálculos e considerou o crescimento real das vendas do varejo ampliado, que inclui, além de roupas, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, veículos, motos, partes e peças e materiais de construção. O crescimento é real e desconta a inflação projetada para o período. Vale ponderar que, como o Natal de 2009 foi muito bom e, portanto, a base de comparação é forte, a taxa de crescimento projetada para dezembro deste ano é menor (5,5%) que a registrada no ano passado (14%).

Em 2009 o quadro era exatamente o oposto, porque dezembro de 2008 foi o Natal da crise e a base de comparação era muito fraca. Segundo o economista, apesar da política monetária limitar o crescimento no curto prazo, a perspectiva positiva de longo prazo deve estimular as compras do consumidor que está com menos receio de perder o emprego e, portanto, mais propenso a comprar a prazo.

Grupo que administra o Maringá Park vai inaugurar shopping em Palmas

O Grupo Skipton, que administra o Maringá Park Shopping, vai inaugurar na próxima terça-feira (17/08) o Capim Dourado Shopping, em Palmas, no estado de Tocantins. Será o maior centro de compras do estado, com 98.340,95 m² de área total e 47.350 m² de área construída.

A inauguração está agendada para as 08h30, com a presença do diretor presidente do grupo Skipton, Carlos Franco Amastha, representantes do setor de shoppings, lojistas do empreendimento, autoridades locais, imprensa e convidados. Às 09h30, o shopping abrirá as portas ao público. Os investimentos somam R$ 200 milhões, sendo que R$ 80 milhões foram dos lojistas. Entre as 120 operações, estão Renner, Riachuelo, Marisa, Cinemark, Centauro, Zig-Zag, Mc Donald’s, Dumond e Cacau Show.

Localizado na Avenida JK, sentido Leste-Oeste, facilitando o acesso de consumidores de Palmas e cidades vizinhas, o shopping vai gerar 1,5 mil empregos diretos, na execução das obras foram gerados mais de 500 postos de trabalho. Além de opções de compra, lazer e entretenimento, o shopping vai ter potencial para ficar aberto 24 horas, onde o consumidor encontrará farmácia, café e outros serviços. O público terá acesso a esse espaço por uma das entradas do Capim Dourado, na Alameda Buritis.

O Capim Dourado Shopping funcionará das 10h00 às 22h00. O site é o www.capimdouradosc.com.br.

Lucro da incorporadora JHSF sobe 649% no segundo trimestre

A incorporadora e administradora de shoppings JHSF Participações divulgou um lucro líquido pro forma (com dados estimados) de R$ 19,5 milhões no segundo trimestre, desempenho 649% maior que o registrado em igual período do ano anterior. Com isso, a margem líquida da empresa saltou de 2,7% para 13,6%.

“Tínhamos propriedades, como o Shopping Santa Cruz e o Edifício Nações, que foram vendidas no fim de 2009. Para não distorcer os resultados, desconsideramos esses ativos na base comparativa do ano passado”, explica Eduardo Camara, vice-presidente e diretor de Relações com Investidores da companhia. No período, a margem bruta apresentou uma melhora de 3,2 pontos porcentuais, passando de 32,9% para 36,1%.

Na mesma base de comparação, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da JHSF cresceu 62%, para R$ 28,3 milhões, enquanto a receita líquida subiu 51,2%, para R$ 143 milhões. De acordo com a empresa, a melhora expressiva nos resultados reflete principalmente a aceleração do reconhecimento de receitas ocorrida no trimestre, que deverá se intensificar durante o resto do ano. “Como os nossos projetos são de vulto maior e em menor quantidade, o impacto disso na receita é amplificado”, explicou o executivo.

No primeiro semestre, a companhia obteve lucro líquido pro forma de R$ 25,9 milhões. Entre janeiro e junho, a receita líquida da JHSF cresceu 18% em relação a igual período do ano anterior, para R$ 253,7 milhões, enquanto o Ebitda somou R$ 46,8 milhões, com alta de 53%. A margem Ebitda avançou de 14,2% para 18,5%. No período, a margem bruta da companhia passou de 32,4% para 35,6%.

No segundo trimestre, as vendas contratadas da companhia recuaram 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 225,3 milhões. No primeiro semestre, as vendas somaram R$ 327,9 milhões, mostrando alta 12,4%. Entre abril e junho a empresa realizou dois lançamentos: a segunda fase do Horto Bela Vista, em Salvador, que já tem 72% das unidades comercializadas; e o edifício Benedito Lapin, em São Paulo, com 66% das unidades vendidas em apenas dois meses, o que representa um Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 247,5 milhões.

No momento, a empresa trabalha na construção de três shoppings: o Bela Vista, em Salvador, que deve inaugurado no primeiro semestre de 2012; o Ponta Negra, em Manaus, com inauguração prevista para o início de 2012; e o Metrô Tucuruvi, em São Paulo, com inauguração prevista para o fim de 2011. O Bela Vista já tem 65% de sua Área Bruta Locável (ABL) comercializada, enquanto o Ponta Negra tem 80% e o Metrô Tucuruvi, 85%. Ao comentar os resultados do período, a companhia reafirmou a estimativa de realizar em 2010 lançamentos com um VGV potencial de R$ 1 bilhão.

Aeroportos não estão preparados para receber as classes C e D

Cerca de 10 milhões de passagens aéreas por ano. Esse é o número que será incrementado em vendas de bilhetes aéreos no Brasil, com o ingresso das classes C e D do mercado de aviação do país, o que pode representar um novo gargalo no sistema aeroviário brasileiro. A estimativa é da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo (ANDEP). Companhias aéreas, como TAM e Azul, anunciaram, no início do mês, ações para atrair essas classes ao mercado da aviação, principalmente com a venda de bilhetes em redes varejistas. Oferecer condições adequadas para atender à demanda, porém, pode se tornar um desafio.

Segundo o vice presidente da ANDEP, Alcebíades Santini, a inclusão do novo público pode gerar um colapso nos aeroportos brasileiros, se algumas questões do setor não forem revistas. “Falta investimento em infraestrutura, tecnologia e treinamento de mão de obra no segmento da aviação brasileira. Além desse novo público, temos que lembrar principalmente a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, e dos pré-eventos relacionados a eles, que exigem do país uma infraestrutura adequada e cuidado com a imagem que será transmitida aos turistas estrangeiros”, ressalta.

Alcebíades Santini lembra que a inclusão dos novos consumidores é bem-vinda, mas deve haver uma preocupação com segurança, pontualidade e estrutura capaz de atender toda essa demanda. “Para que haja sucesso no ingresso das novas classes, é preciso que todos os atores do setor, como Infraero, Anac, Ministério da Defesa e companhias aéreas tenham consciência do novo cenário e identifiquem as novas demandas, com indicadores que permitam mensurar as ações que deverão ser implementadas.”

Pesquisa da consultoria Lafis já anunciava que a previsão é de que a procura por voos domésticos cresça 35,2% em 2010, devido à elevação de renda, com maior acesso das classes C e D aos serviços aéreos e à expansão dos destinos pelas companhias aéreas. No mercado de voos internacionais, a tendência de valorização do real e de crescimento da renda média devem gerar um incremento de 18,4%.

De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros transportados vem crescendo acima de 20% por ano, desde 2000. Somente até abril deste ano, o aumento já era superior a 23% em comparação ao mesmo período do ano passado. O consultor jurídico da ANDEP, Marcelo Santini, considera os números alarmantes. “Não existe ainda uma definição clara de estratégias para a infraestrutura aeroviária brasileira. Se continuar assim, um apagão aéreo é questão de meses”.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), informou que não vai se pronunciar sobre a possibilidade de exigir novas providências das companhias aéreas diante desse crescimento, e que há uma preocupação do órgão em rever a legislação para assessorar melhor os consumidores, com informações mais claras sobre seus direitos diante das companhias aéreas.

A Infraero informou, em nota, que “os 67 aeroportos administrados pela empresa têm condições de receber aumento de demanda. Vários desses aeroportos operam com intenso movimento de passageiros e aeronaves em horários-pico, mas nada impede esses aeroportos de receber novas operações em horários de menor movimento. A Infraero, inclusive, trabalha com uma política de aprovar novos voos em horários de menor volume de operações. Além desses procedimentos, a Infraero pode fazer ajustes em sua estrutura, como as mudanças de layout de salas de embarque e desembarque, que possibilitam ganho de espaço para receber um volume maior de passageiros”.

Grandes redes fincam os pés nas calçadas

Mesmo presentes nos principais shoppings, as grandes redes de eletrodomésticos e produtos para o lar voltam a apostar no comércio de rua. Além de novas lojas, pontos antigos vêm sendo reformulados. O setor é um dos mais concorridos do varejo e ter um visual atraente e conforto interno ajudam na conquista dos clientes.

Uma das redes que ampliaram o número de lojas de rua no Rio de Janeiro foi a Casa & Video, que só nos últimos meses realizou quatro inaugurações: Lapa, Catete, São Cristóvão e Engenho Novo. Apesar disso, segundo o diretor de Expansão, Alexandre Souza, as filiais de shoppings devem se manter em um terço. “Em alguns bairros, como Copacabana e Ipanema, poderíamos até ter uma segunda loja, mas nem sempre há espaços disponíveis apropriados. Uma loja nossa precisa de no mínimo 600 m²”, explica o diretor, que vê no novo ponto da Rua do Riachuelo, na Lapa, fator de visibilidade para a rede que destaca sua identificação com o Rio.

Também atento aos consumidores cariocas que gostam de caminhar pelas calçadas da cidade com um olho na rua e outro nas vitrines, o Ponto Frio resolveu reformar algumas lojas. Começou pela matriz, na Rua Uruguaiana, no Centro. A do Catete é outro exemplo. Segundo a rede, os investimentos já se refletiram na vendas.

A Casas Bahia visou também o grande fluxo de pessoas nas calçadas e reformulou seis lojas no Rio no mês passado: Bonsucesso, Rua Uruguaiana, Seropédica, Catete e duas de Campo Grande. O objetivo é dar mais conforto e diversificar a oferta de produtos. Das 518 filiais do País, mais de 400 estão em ruas. No Estado do Rio, são 93 unidades, sendo que 73 delas de portas abertas para calçadas.

O consumidor carioca que tira o tempo livre para frequentar os corredores comerciais ainda ganhou novas opções no setor eletro-eletrônico. A rede Ricardo Eletro resolveu investir pesado na Região Metropolitana. Desde julho, já foram realizadas cinco inaugurações: Campo Grande, São João de Meriti, Nilópolis e duas em Niterói. Com isso, o número de filiais da rede mineira no Estado do Rio chega a 69.

Aliansce apresenta os seus resultados e destaques financeiros e operacionais do 2T10

A Aliansce Shopping Centers S.A. (Bovespa: ALSC3), uma das maiores proprietárias e administradoras de Shopping Centers do país, anunciou ontem (16/08) seus resultados do segundo trimestre de 2010.

As vendas nos shopping centers da Companhia tiveram um crescimento de 24,2% no 2T10. As vendas nas mesmas áreas (SAS) e mesmas lojas (SSS) apresentaram crescimento de 9,3% e 10,0%, respectivamente. Lucro líquido apresentou um crescimento de 134,4% comparando ao mesmo período de 2009 alcançando R$ 16,3 milhões. Crescimento de 31,7% na receita bruta no 2T10, totalizando R$52,1 milhões. No 2T10, o NOI apresentou um crescimento de 32,7% totalizando R$40,2 milhões contra R$ 30,3 milhões do 2T09, enquanto a margem de NOI alcançou 90,4%. Ebitda ajustado apresentou crescimento no 2T10 de 23,3% em relação ao 2T09 atingindo R$31,1 milhões, enquanto a margem de Ebitda ajustado atingiu 64,0%. FFO ajustado apresentou crescimento de 65,8% no 2T10, evoluindo de R$20,3 milhões no 2T09 para R$33,8 milhões. A margem do FFO ajustado atingiu 69,6% no 2T10.

Taxa de ocupação dos empreendimentos de 98,1%, não incluindo o Shopping Santa Úrsula, de Ribeirão Preto, no interior paulista, que passa por obras de revitalização, e o Boulevard Shopping Brasília, na capital federal, que está em fase de comercialização.

De acordo com a empresa, 2T10 os investimentos da Companhia em greenfields e expansões em seus shoppings totalizaram R$48,2 milhões. O Boulevard Shopping Belo Horizonte, na capital mineira, que já conta com 87% da sua ABL comercializada, está dentro do cronograma com a inauguração prevista para outubro de 2010 e as chaves foram entregues aos lojistas no final de julho para que estes iniciem as obras. O Shopping Maceió (AL) deu sequência à fase de detalhamento de projetos e esperamos lançar o empreendimento no 4T10.

Em 13 de julho de 2010, a Companhia anunciou um acordo para desenvolvimento do Parque Shopping Belém, na capital paraense. O projeto conta com uma ABL de aproximadamente 23 mil m² e 170 lojas. A Aliansce terá uma participação de 50% no empreendimento e será responsável pelo planejamento, comercialização e administração do shopping. Estamos em negociações com as principais âncoras e mega lojas do empreendimento e o lançamento do shopping será realizado no dia 19 de agosto. Para maiores detalhes ver seção de Vetores de Crescimento.

Em 27 de julho de 2010, a Companhia adquiriu uma fração adicional de 2,06% do Super Shopping Osasco, na Grande São Paulo. Com esta nova aquisição, a Companhia passa a deter 33,58% do empreendimento e adicionou 363,4 m² de ABL própria ao portfólio.

Chilli Beans abre sua segunda loja em Los Angeles

A Chilli Beans, maior rede brasileira especializada em óculos escuros, hoje com 300 pontos de venda no mundo, inaugurou, no último dia 6 de agosto, sua segunda loja nos Estados Unidos. A nova loja está localizada no shopping Santa Monica Place, o mais novo centro de compras de Los Angeles, que abre suas portas com um mix de lojas modernas e exclusivas como Betsey Johnson, Juicy Culture e 7 For All Mankind. A nova loja assinala mais um passo importante na internacionalização da Chilli Beans, que ainda no segundo semestre de 2010 inaugura seu primeiro ponto de venda no continente africano, na cidade de Luanda, Angola.

O projeto da loja foi feito de acordo com o novo conceito de identidade visual, proposto pelo arquiteto Gustavo Menegazzo, colaborador da marca desde sua fundação. “Esta loja traz o que há de mais novo para o comércio de óculos”, revela Caito Maia, presidente e fundador da empresa.

A marca da pimenta está presente no cenário internacional desde 2005, quando inaugurou o primeiro de seus cinco pontos de venda em Lisboa (Portugal). Em junho de 2006, a Chilli Beans abriu a primeira loja em solo norte-americano, na Melrose Avenue,conhecida por ter as lojas e clientes mais modernos de Los Angeles.

Além de inaugurar o novo ponto de venda, a Chilli Beans lança também a coleção de óculos “L.A.”, que diversifica e explora novas formas, materiais, acabamentos e texturas, trazendo combinações de cores inusitadas e detalhes especiais. Esta coleção é puramente conceitual: desenvolvida para aqueles que amam moda e antecipam tendências. Inicialmente, os novos modelos serão comercializados somente nas lojas americanas. Os pontos de venda no resto do mundo receberão parte da coleção a partir da segunda quinzena de outubro.

Em Salvador, a Chilli Beans tem pontos espalhados nos Shoppings Salvador, Iguatemi, Barra, Center Lapa, Itaigara, além do Aeroporto. Em breve serão inauguradas lojas no Shopping Salvador Norte, e em Praia do Forte.

Últimos dias para conhecer a exposição da sustentabilidade no Porto Velho Shopping

Contagem regressiva para o final da exposição do desenvolvimento sustentável no Porto Velho Shopping, na capital de Rondônia. A concessionária Santo Antônio Energia expõe peças e fósseis encontradas em sítios arqueológicos de Rondônia até o dia 17, às 22h00, na praça de eventos do shopping. O espaço oferece um pequeno museu arqueológico com algumas das peças já encontradas por especialistas durante as escavações na área de implantação da usina de Santo Antônio, uma maquete da usina e uma dinâmica de teste para o público sobre o empreendimento.

Arqueólogos fizeram descobertas como os líticos (pedras pré-históricas). Os indígenas que inicialmente habitavam as margens do rio Madeira lascavam as rochas na região para produzirem instrumentos utilizados para perfurar, cortar e raspar. Os objetos de pedra lascada são chamados de material lítico. Os indígenas utilizavam esses instrumentos nas atividades de subsistência como caça, pesca e coleta. Existem vestígios que mostram que a margem esquerda do rio Madeira é habitada há pelo menos sete mil anos. Arqueólogos já identificaram sítios arqueológicos.

As descobertas contam quais eram os animais e plantas que vivam na região há milhares de anos e como era o meio ambiente. Os paleontólogos encontraram fósseis como um fêmur de preguiça gigante, um crânio de mastodonte e um crânio de jacaré fóssil.

Os estudiosos realizam este tipo de pesquisa para evitar que o empreendimento destrua sítios arqueológicos e para entender a história local. O trabalho é realizado pela Scientia Consultoria Científica junto com moradores contratados da área de construção da usina. Com a arqueologia é possível resgatar uma história que não foi contada ou escrita, como a das populações que desapareceram durante a colonização da América.

Todo o material encontrado é de responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e serão armazenados, estudados e ficarão expostos em local acessível para a população. O Porto Velho Shopping, mais uma vez, apóia iniciativas de desenvolvimento sustentável.

Segundo o mestre em história cultural, Rildo Braga, a exposição representa o resgate da memória histórica local e contribui para determinar um padrão cultural inexistente na região. “Ter acesso ao patrimônio da história de Rondônia também faz com que a população conheça e valorize as coisas da terra”, comentou o especialista.

Governo investe R$ 23 bi em 2010, maior valor em dez anos

Enquanto os principais candidatos à Presidência da República prometem mais investimentos públicos para o país, o governo federal segue aumentando as aplicações, apesar de ainda representarem pouco do Produto Interno Bruto (PIB). Nos primeiros sete meses deste ano, os órgãos federais (excluindo as estatais) desembolsaram R$ 23,5 bilhões em obras e equipamentos, valor 62% superior ao verificado no mesmo período de 2009 e recorde dos últimos dez anos, em valores atualizados.

Do montante investido entre janeiro e julho, que inclui os chamados “restos a pagar”, empenhos (reservas) rolados para exercícios seguintes, R$ 14,5 bilhões, ou 62% foram feitos via aplicações diretas, ou seja, a União liberando verba diretamente aos executores dos serviços. As transferências a municípios somaram R$ 4,4 bilhões (19%), enquanto os repasses a estados e ao Distrito Federal chegaram a R$ 4,3 bilhões (18%).

O Ministério dos Transportes, que tem em sua estrutura o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), foi o órgão da Esplanada que mais investiu neste ano, R$ 6,1 bilhões. Em seguida aparece o Ministério da Defesa, que desembolsou R$ 3,6 bilhões, e o Ministério da Educação, com R$ 3,1 bilhões em investimentos.

Para a consultora de orçamento da Câmara dos Deputados Márcia Mourão, o volume recorde de investimentos registrado em 2010 é excepcional e foge do padrão verificado nos últimos anos. Segundo ela, por coincidência ou sorte, o investimento máximo do atual governo será alcançado neste ano eleitoral. “Não é possível afirmar que há relação com o ano eleitoral, no qual as regras de investimentos mudam [empenhos não podem ser feitos três meses antes do pleito]. O fato é que os investimentos são excepcionais”, afirma.

Márcia acredita que a Secretaria do Tesouro Nacional está fazendo um esforço para aumentar os investimentos em detrimento dos gastos de custeio, que também crescem em ritmo acelerado desde 2004. “O governo tem conseguido aumentar os pagamentos. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no qual as aplicações podem ser abatidas do superávit, ajuda nisso. Há uma carteira de projetos maior. Antigamente, se cortava investimentos para ajustar o orçamento. Hoje, isso não acontece mais”, acredita.

Quanto ao volume significativo de empenhos – que acabam gerando um estoque de “restos a pagar excessivo” quando não pagos, a consultora considera positivo, mas faz uma ressalva. “Não é bom ter restos a pagar em excesso, pois concorrem com o orçamento do ano. O empenho é um potencial para se investir muito, mas impossível de ser plenamente realizado. O acúmulo de restos a pagar não é bom para o sistema de planejamento do governo”, avalia.

Ela lembra que isso é reflexo do atual modelo orçamentário brasileiro. “O investimento não obedece ao calendário anual. Investimentos em portos e aeroportos, por exemplo, não acabam em um ano. É natural, portanto, que uma obra comece em um ano e acabe no exercício seguinte. Uma ideia discutida no governo é tornar o orçamento de investimentos plurianual, ao invés de anual”, diz. O valor previsto no Orçamento Geral da União 2010 para investimentos é de R$ 69 bilhões.