De olho na Costa Verde Fluminense

Presente em diversas regiões do Brasil, a Marko Sistemas Metálicos está investindo “pesado” no Município de Itaguaí, que integra os municípios da Costa Verde do Rio. Além da construção de sua nova fábrica na região, prevista para ser inaugurada ainda este ano, a empresa está engajada em outro projeto no qual fornecerá mais de 12 mil m² do seu sistema integrado de cobertura metálica Roll-On para o Shopping PátioMix Costa Verde.

Com previsão de inauguração para outubro desse ano, o empreendimento contará com duas megas lojas, duas salas de cinema, praça de alimentação, dentre outros. Segundo a gerente de marketing da Marko, Fernanda Borges, o Roll-on tem sido bastante demandado pelas construções de shoppings em todo país por integrar a estrutura e o telhado, tratando assim a cobertura como um conjunto e não partes distintas, além de ser de fácil montagem. O projeto é assinado pela Paulo Baruki Arquitetura Ltda.

Municípios carentes poderão receber incentivo para construir casas populares

O Senado estuda um Projeto de Lei que dispensa os municípios mais pobres de pagar à União a contrapartida financeira exigida nos programas habitacionais de interesse social, incentivando a construção de casas populares.

A proposta (PL 331/06), de autoria da então senadora Roseana Sarney, prevê que, para se candidatar à isenção, a cidade precisa ter menos de 25 mil habitantes, estar abaixo da média nacional nos indicadores de desenvolvimento econômico ou social e estar localizada nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste. Também poderão ser beneficiados, segundo a Agência Senado, os municípios nas mesmas condições que as regiões citadas, para efeito da concessão de incentivos de desenvolvimento regional e aqueles localizados no sul e no nordeste do Rio Grande do Sul.

De acordo com Roseana, os municípios mais carentes têm menor capacidade de arrecadação e, consequentemente, menos recursos para investimentos. “É mais que justificável que desfrutem de tratamento menos exigente quanto ao aporte de contrapartidas financeiras nos processos de transferências voluntárias de verbas da União destinadas a programas de saneamento e de construção ou regularização de habitações de interesse social”, afirmou a relatora da proposta, Serys Slhessarenko (PT-MT).

O projeto já foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos e tramita em decisão terminativa na forma do substitutivo apresentado pela relatora, na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo. Se for aprovado, será apreciado em turno suplementar antes de seguir para análise da Câmara dos Deputados.

Nova lei beneficiará ações trabalhistas contra pequenas e médias empresas

Desde a última sexta-feira (13/08), está em vigor a lei que pretende reduzir o excesso de recursos que retardam os processos trabalhistas. Segundo a legislação, a parte que entrar com um agravo de instrumento – ferramenta usada, geralmente, para retardar a sentença final – terá de depositar 50% do valor do recurso negado inicialmente pelo tribunal.

A advogada e sócia do escritório Fragata e Antunes Advogados, Gláucia Soares Massoni, explica que a medida beneficiará profissionais que movem processos contra pequenas e médias empresas. “Para as grandes empresas, que têm poder aquisitivo, o valor não será nenhum problema, mas para as pequenas empresas esse depósito é oneroso”, disse a especialista, sobre o fato que desmotiva essas companhias a recorrer. “Porém, tudo depende da postura da empresa e do profissional”, ressalta a advogada.

Já o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Luciano Athaide, afirmou que a medida agilizará o andamento das ações trabalhistas. “Para desafogar a Justiça desse tipo de recursos, é que se criou essa exigência do depósito, para que não se recorra de maneira a protelar o andamento das causas”, explicou Athaide, segundo a Agência Brasil.

Sobre a possibilidade de a nova lei em vigor facilitar acordos entre os profissionais e as empresas, Gláucia explica que não haverá mudanças. “O acordo não tem relação com o agravo de instrumento. O acordo pode ser feito a qualquer momento durante o processo. Muitas empresas preferem fazer acordo com o andamento da ação para evitar que, depois do acordo, a pessoa entre na Justiça. Isso é uma questão de segurança”, finalizou.

Brasil volta a ser quarto maior mercado de veículos

O Brasil recuperou, no acumulado dos sete meses do ano, a quarta posição mundial em vendas de veículos. O posto havia sido perdido para a Alemanha no fim do primeiro semestre, depois de três meses na posição. A disputa entre os dois países é acirrada. A diferença de consumo entre brasileiros e alemães até agora é de apenas 23 mil automóveis. Mesmo que as duas nações cheguem ao fim do ano perto de um empate técnico, analistas do setor automotivo apostam que, a partir de 2011, o Brasil começará a se distanciar da Alemanha. Até o fim da década, o Brasil deverá ser a terceira potência mundial em vendas, ultrapassando também o Japão.

De janeiro a julho foram vendidos no Brasil 1,882 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus. Na Alemanha foram 1,859 milhão. No ano passado, a diferença entre os dois mercados era de 908 mil unidades a mais para os alemães. O país europeu sentiu mais os efeitos do fim dos subsídios governamentais para a venda de carros neste ano. A medida foi adotada em diferentes proporções por vários governos, inclusive o brasileiro, para amenizar os efeitos da crise financeira mundial entre fins de 2008 e 2009.

Hoje, o ranking mundial de consumo tem a China disparada na frente, com 10,2 milhões de unidades. Em segundo aparece os EUA, com 6,6 milhões, e em terceiro o Japão, com 3,1 milhões. Estudo da consultoria internacional Roland Berger aponta que o Brasil chegará ao fim de 2010 como quarto principal mercado de veículos, com diferença aproximada de 400 mil unidades para a Alemanha. Nos sete meses do ano, o país europeu viu suas vendas caírem 27% em relação a igual período de 2009. O Brasil registrou crescimento de 8,5%.

Shoppings oferecem cupons mobile para clientes nos EUA

O Simon Property Group, maior operador de shoppings dos Estados Unidos, com 370 empreendimentos, fechou uma parceria com a empresa de tecnologia Shopkick para enviar cupons de descontos para os celulares dos clientes que entrarem nos centros de compras.

A iniciativa será lançada até o final do mês em 25 shoppings em Nova York, Los Angeles, San Francisco e Chicago. A meta da Simon é ampliar o programa para cem shoppings antes do final do ano. Em média, cada mall tem cerca de 140 lojas.

Varejo teme possível desabastecimento no futuro

O aquecimento do consumo e o aumento da demanda de material para a construção de imóveis ainda não afeta o abastecimento na cadeia de varejo. Os casos são pontuais. Mas há, sim, preocupação com possível desabastecimento.

De acordo com o diretor de marketing da Leroy Merlin Brasil, Marco Gala, não há, neste momento, dificuldade de abastecimento na rede, fornecedores estão cumprindo prazos de entrega e o índice de ruptura (que funciona como medida de itens que não foram encontrados) está em níveis normais. Mas a preocupação em relação a esse tema no futuro é real. “Pode haver, num futuro próximo, problemas de abastecimento”, admite. “Aquelas indústrias que esperaram um pouco mais para investir em capacidade poderão ter dificuldades de atender a demanda.”

Um dos fatores que alimenta a preocupação, diz Gala, é a expectativa de maior concorrência com construtoras por material básico e de acabamento, seja em razão da manutenção do ritmo de expansão do mercado imobiliário, seja por obras de infraestrutura que serão decorrentes de eventos como Copa e Olimpíada no país. “Já há notícias de importação de cimento. Essa é uma tendência que pode se fortalecer”, analisa. A Leroy, que inaugurou anteontem sua 20ª loja no Brasil, concentrou esforços na composição de estoques a fim de evitar alta nos índices de ruptura. “Estamos ajustando estoques e os fornecedores têm se esforçado muito nesse sentido”, conta.

Segundo Marcelo Roffe, diretor de compras e marketing da Telhanorte, do grupo Saint Gobain, as vendas estão melhores dos que que nos anos anteriores, mas o aquecimento não provoca falta de estoque e os prazos de entrega estão mantidos. “O cliente não sai da loja sem opção de compra”, afirma, sugerindo que, pontualmente, há a falta de uma ou outra marca dependendo do produto. “A competição com as construtoras exige mais da cadeia produtiva, mas não falta produto”, diz.

Houve um problema de abastecimento de produtos da Deca por conta da implantação do sistema SAP em algumas redes, como a Casa & Construção (C&C), que não teria feito estoque adicional de produtos e faltou material nas prateleiras. De acordo com a assessoria de imprensa da C&C, o problema que existia com a Deca já foi resolvido. Para Paulo Nascentes, vice-presidente da Abramat, que representa a indústria de material, recompor estoques é mais crítico entre os varejistas de pequeno porte.

Salad Creations tropicaliza arquitetura das lojas para melhor se adaptar ao mercado brasileiro

A Salad Creations, rede de franquias de alimentação que comercializa saladas, wraps e sopas, chegou ao mercado brasileiro em 2007, proveniente dos Estados Unidos. Mas para quem pensa que o modelo de franquia é exatamente idêntico ao americano, engana-se. A empresa adaptou produtos, atendimento e formato para tornar a marca mais simpática ao público do país.

“As lojas brasileiras não se parecem com as americanas, houve uma tropicalização do conceito. Modificamos e adaptamos o modelo, uma vez que as redes de fast food no país têm características extremamente diferenciadas”, conta Bruno Bueno, sócio-proprietário da Salad Creations. Além disso, os equipamentos das lojas foram produzidos no Brasil, a disposição da cozinha foi modificada e talheres e bowls para saladas também sofreram alterações.

Bruno Bueno explica que o processo de adaptação foi longo, iniciado com a chegada da marca ao país. “Vimos que a identidade americana não daria ao nosso produto o valor e a exposição que ele merece no conceito de praça de alimentação brasileiro”. A Salad Creations se adequou ao mercado e obteve diferenciais fortes perante os concorrentes, com uma identidade visual que atinge o frequentador da praça de alimentação.

No entanto, mesmo o modelo de loja inicial adotado no país não foi plenamente satisfatório, merecendo adaptações com o tempo, tanto operacionais, como visuais, para tornar a rede mais alegre, sem comprometer o visual clean já existente. Foi a partir desse momento que a Salad Creations notou também a necessidade de modificar o tipo de construção de loja, introduzindo a parte de mobiliários em substituição aos acabamentos de obra.

O que anteriormente era feito 100% em obra civil, passou a ser feito através de método modular pré-moldado. Esse formato permite adaptações de loja a loja, pois há uma base imutável, na qual as unidades são construídas, entretanto, pode haver detalhes alterados por motivos diversos, como tamanho de ponto comercial, lançamento de novos produtos ou implantação de métodos operacionais mais modernos. Os acabamentos são feitos como uma cenografia, ou seja, são parte integrante da obra, portanto, desde a avaria de uma parede até a mudança total do conceito de loja podem ser feitos facilmente através da substituição dos mobiliários.

“Recentemente a Salad Creations pôde alterar a identidade visual para o lançamento de sua campanha de inverno, uma adequação que foi feita com total facilidade, por conta do modelo que utilizamos atualmente”, conta Bruno Bueno. Essa conceituação foi elaborada tanto pelos sócios-proprietários da rede no Brasil quanto pelo escritório de arquitetura responsável que resultou na identidade visual atual das lojas Salad Creations.

As lojas Salad Creations são feitas através de empreiteiras locais ou indicadas pela franqueadora, de acordo com o custo e benefício apresentado. É padrão de a rede utilizar para a infraestrutura materiais como tubos, fios, cabos, estruturas metálicas, drywall, revestimentos de parede e piso próprios para cozinhas, gesso, entre outros objetos. Para os mobiliários, que constituem os acabamentos e o ponto de venda, utiliza-se marcenaria, vidro, resina e pastilhas. Do momento de demolição até a abertura da loja costuma levar entre 30 e 40 dias.

Shopping da Baixada Santista inaugura nova área na próxima semana

Depois de um investimento estimado em R$ 5 milhões, o Praiamar Shopping, de Santos, no litoral paulista, planeja inaugurar o Lounge Praiamar, nova área com mais dez novas operações, dia 26 de agosto. O Lounge é um projeto que ampliará o espaço com uma nova ala de compras. As lojas serão instaladas no segundo piso. Serão operações inéditas na região, bem-sucedidas em outras capitais, e que exploram os segmentos de vestuário masculino e feminino, beleza, calçados e eletroeletrônicos.

Em 14 de agosto, uma campanha publicitária foi lançada divulgando a ala. Manequins serão espalhados pelos corredores do Praiamar vestidos de roupas e acessórios das marcas que estarão no Lounge. No dia 25, às 20h30, será realizado um coquetel para convidados e imprensa para apresentar o novo espaço. Já no dia 26, o Lounge abre para o público no mesmo horário de funcionamento do shopping.

Às 19h00, do dia 26, o Praiamar está preparando uma surpresa para os clientes que estiverem nos corredores do mall. Um acontecimento inédito na região irá marcar a inauguração da nova área. O projeto de ampliação do shopping também inclui a remodelação do mobiliário da praça de alimentação assim como um estacionamento VIP com manobrista, que já estarão disponíveis a partir de 23 de agosto. A taxa de serviço e estacionamento será de R$ 10, o período de três horas, e R$ 2 por hora adicional, sendo R$ 6 pelo serviço e R$ 4 pela estadia no estacionamento.

As lojas que integrarão a nova ala de compras no segmento feminino são: Enjoy, Márcia Mello, Empório Naka e M. No masculino, a Brooksfield e Brooksfield Jr integram o Lounge. Para ambos os públicos, a M.Officer e a Luigi Bertolli apresentam as principais tendências da moda. Na área de cosméticos, a Body Store chega com uma proposta de preservação ambiental interessante. Já a Fast Shop defende o time com eletrodomésticos e eletrônicos.

Lucro do Banco do Brasil sobe 26,5% e atinge R$ 5,1 bi no semestre

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2010, crescimento de 26,5% em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com o balanço financeiro divulgado na manhã desta segunda-feira (16/08). A instituição aponta o aumento do crédito e a queda da inadimplência como os principais fatores que proporcionaram o resultado positivo do período. No segundo trimestre, o resultado líquido foi de R$ 2,7 bilhões, alta 15,9% sobre o primeiro trimestre, cujo resultado foi de R$ 2,35 bilhões. Em relação ao segundo trimestre de 2009, o crescimento foi de 16,1%.

O lucro do BB, maior instituição financeira do país, foi o segundo maior reportado pelos bancos no semestre, atrás apenas do Itaú Unibanco, cujo lucro líquido registrado foi de R$ 6,4 bilhões. Os ativos totais da instituição alcançaram R$ 755,7 bilhões ao final de junho, crescimento de 26,2% em relação a junho de 2009 e de 4,3% sobre o final do trimestre anterior, consolidando-se como o maior banco da América Latina em ativos totais.

No segmento de crédito para empresas, a carteira evoluiu 31,2% em 12 meses e 5,9% sobre o trimestre anterior, totalizando R$ 135,6 bilhões em junho de 2010. Destaque para o capital de giro que cresceu 41,8% em 12 meses e 11,1% no trimestre, registrando saldo de R$ 67,5 bilhões.

O crédito às pessoas físicas chegou a R$ 101,1 bilhões ao final do segundo trimestre de 2010, crescimento de 47,7% em um ano e de 6,3% no trimestre. Segundo o banco, este montante representa 31% da carteira total do BB contra os 27,1% observados no mesmo período do ano anterior.

Entre as linhas de crédito mais relevantes, destaque para o crescimento do crédito consignado que atingiu R$ 40,5 bilhões, expansão de 37,1% em 12 meses. Esse desempenho garantiu ao Banco do Brasil 32,8% de participação de mercado o que reforça a posição de liderança do BB no segmento.

As operações de financiamento a veículos cresceram 178,4% em relação ao segundo semestre de 2009, totalizando R$ 22,8 bilhões ao final de junho de 2010, resultado reforçado pela parceria com o Banco Votorantim, conferindo ao BB 13,6% de participação de mercado. O crédito imobiliário continua em alta, registrando R$ 2,1 bilhões no semestre, expansão de 84,9% em 12 meses.

A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e os títulos e valores mobiliários privados, registrou R$ 349,8 bilhões no final do primeiro semestre, crescimento de 6,8% no trimestre e de 41,1% em 12 meses.

No trimestre, os índices de inadimplência do BB observaram uma tendência de queda intensificada, aproximando-se dos patamares observados em 2008. As operações vencidas há mais de 90 dias atingiram 2,7% da carteira de crédito, melhora de 40 pontos base no trimestre e de 60 pontos base em relação a junho de 2009, enquanto o SFN registrou índice de inadimplência de 3,7%. “Trata-se do menor patamar desde dezembro de 2008”, ressalta o comunicado do banco.