Shopping Paralela promove exposição “Cotidianos por Pierre Verger”

Em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, comemorado em 19 de Agosto, o Shopping Paralela, de Salvador, promoverá, de 19 a 28 deste mês, a exposição “Cotidianos por Pierre Verger”, com exibição de parte do acervo da Fundação Pierre Verger (FPV), na praça de eventos, piso L1, no horário de funcionamento do shopping.

Com entrada gratuita, a exposição é inédita e torna-se um convite à apreciação de uma nova leitura da obra deste importante artista que dedicou parte de sua vida a registrar o cotidiano das pessoas, em especial a semelhança entre a cultura baiana e os ritos africanos, fotografando, sobretudo, gente.

E são essas pessoas que esta nova exposição vai mostrar. As trinta e quatro imagens que serão exibidas foram selecionadas por membros da Fundação Pierre Verger, que abriga obras de valor inestimável, como os 62 mil negativos fotográficos, gravações sonoras, filmes em película e vídeo, além de uma coleção preciosa de documentos, fichas, correspondências, manuscritos e objetos.

Alex Baradel, responsável pelo acervo fotográfico da FPV, explica que a rua foi a principal atração de Verger, seu lugar predileto para fotografar. “Apesar de, durante suas inúmeras viagens, ele ter chegado a viver na natureza, em ilhas perdidas da Polinésia, em montanhas poucas acessíveis das Filipinas ou em vilarejos africanos, eram os portos, as feiras e as ruas cheias que consistiam o seu prato favorito. Assim, nesta exposição, poderão ser vistas algumas atitudes que captaram a atenção de Verger durante suas viagens, sempre acompanhado de sua Roleifex”, revela.

O convívio com o povo e os lugares mais simples das cidades por onde passou, resultou em trabalhos que emocionam e encantam. Na mostra, as fotografias exibem pessoas em suas atividades cotidianas, seus costumes, a maneira de se vestir e de se comportar. Alguns desfilam elegância, outros simplicidade, mas em todas o que é possível ver é o olhar criterioso de quem sabia exatamente o que buscava: o registro da história de um povo, aqui na Bahia e em diversos lugares mundo a fora.

Entre as imagens, serão exibidos trabalhos feitos em lugares como Peru, EUA, República Democrática do Congo, Nigéria, México, Argentina, Bolívia, Japão, Benin e Espanha. No Brasil, fotos tiradas em Belém, no Pará; Recife, Pernambuco; Rio de Janeiro, capital; e na Bahia, Salvador e Bom Jesus da Lapa.

Maria Eduarda Baleeiro, gerente de marketing do Shopping Paralela, revela que é uma satisfação promover um evento que aproxima as pessoas da obra de um artista tão importante. “Buscamos promover eventos que proporcionem ao nosso público novas experiências, e o contato com a arte e a cultura é algo que sem dúvida alguma engrandece a todos nós”, completa Baleeiro.

Telefônica aposta em fibra óptica para alavancar receita

A Telefônica vai acelerar a implantação de redes com fibra óptica na capital paulista, a partir deste ano. Com isso, a operadora de telefonia e banda larga fixa quer fazer frente às investidas da paranaense GVT, adquirida pela francesa Vivendi, que chegou recentemente ao Estado de São Paulo. Outra concorrente de peso que a Telefônica quer combater é a Net Serviços que também pretende disponibilizar aos clientes velocidades que chegam a cem megabytes na oferta de banda larga na região.

A meta da Telefônica é chegar até dezembro, com o serviço em mais de 10 mil residências na capital paulista. Desta forma, a empresa poderá oferecer aos clientes dos bairros da cidade de São Paulo onde o serviço estiver implantado, a opção de assinar banda larga a velocidades que chegam a cem megabytes por segundo. Hoje a operadora atende a pouco mais de mil residências com o novo serviço, em 22 bairros da capital. “Agora que aprovamos o orçamento, vamos partir para levar o cabeamento de fibra óptica a mais de dez mil clientes”, disse o vice-presidente do segmento residencial da Telefônica, Fábio Bruggioni.

Para ele, a tendência nos próximos anos é que a implantação do novo serviço siga o ritmo de crescimento do Speedy, quando foi lançado, há pouco mais de dez anos. “Em um ano, acho que isso deve crescer mais de dez vezes. Exemplo é quando a gente começou o Speedy: No primeiro ano tínhamos 40 mil clientes, hoje temos mais de três milhões de residências usando o serviço.” Mês passado, a companhia de telefonia fixa viu seu serviço de internet banda larga chegar a marca de três milhões de assinantes no Estado de São Paulo. Apenas nos primeiros seis meses do ano foram 363 mil novos assinantes, segundo a empresa. Até dezembro a empresa estima investimento de R$ 930 milhões, ou seja: 40% dos aportes da operadora para 2010.

Segundo ele, a implantação de fibra óptica no Brasil crescerá rápido, porque no País há uma demanda reprimida pelo serviço. “Quando você chega em um cliente e fala, olha, chegou fibra óptica pra você ele aceita fazer ao menos um teste. O que vimos nos lugares onde já implantamos é que a demanda vem quase que naturalmente”, disse Bruggioni referindo-se às críticas de especialistas do setor sobre a qualidade da banda larga brasileira. “É muito pouca gente que tem a oportunidade de ter banda larga em cima de fibra, banda larga de verdade”. “Então, acho que vamos seguir neste caminho: fazer 10 mil no primeiro ano, no segundo ir para mais de cem, para pensar em fazer milhão de clientes”.

Se depender da América Móvil, controladora da Embratel, dona de 49% da Net Serviços, e da operadora de celular Claro, vice-líder do segmento, atrás da Vivo, a disputa pela liderança será ainda mais disputada. Ontem, a empresa anunciou que o executivo mexicano Carlos Zenteno será o novo presidente da Claro no Brasil, após o pedido de desligamento de João Cox.

A mudança no comando da operadora é uma nítida oportunidade para o magnata mexicano Carlos Slim apressar a consolidação de suas empresas no mercado brasileiro, operação que teve início com a fusão entre Claro e Embratel, disse a consultora de mercado Rosângela Ribeiro, da consultoria SLW. “Para mim não é estranho se isso for um rearranjo organizacional entre os executivos da empresa”. Zenteno comanda as operações da operadora Claro na Argentina, Uruguai e Paraguai, há seis anos. A mudança no comando está prevista para do dia 30.

Enquanto a Telefônica traça novas estratégias para brigar pelo mercado paulista pela banda larga fixa, a Vivo, operadora móvel do grupo, afirma que o plano de levar internet a mais de três mil municípios brasileiros está a todo vapor e já passou a concorrente Claro, com 55 novas cidades cobertas, num total de 655 em todo o País. A meta da empresa é chegar a 2.832 cidades em 18 meses.

Venda porta a porta de livros supera comércio via internet

A venda porta a porta chama a atenção do mercado editorial, ao superar as vendas do comércio eletrônico (e-commerce) e ficar abaixo apenas das vendas em livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que este nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta (venda direta) no Brasil, em 2009.

De acordo com a diretora de Marketing da Barsa Planeta Internacional Sandra Cabral, a demanda das classes C e D fez locais como Manaus, Belém e Rondônia hoje serem a grande aposta da empresa. “Acabamos de abrir uma filial em Rondônia devido a alta demanda de lá. Não compensava mais mandar vendedores daqui para a região”, explicou.

Para o presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Luís Antônio Torelli, a bola da vez deste segmento é a venda porta a porta por meio do cartão crédito. “Em março deste ano fizemos uma parceria com a Redecard em que vendedores de algumas distribuidoras credenciadas têm um chip instalado no celular e realizam as vendas com os dados do cartão do cliente, pelo aparelho móvel. A transação é chamada de foneshop”, disse Torelli. Segundo o porta-voz da ABDL, a nova opção de pagamento deve gerar um aumento entre 15% as vendas. “Antes dessa parceria perdíamos esta porcentagem em vendas devido aos populares hoje não utilizarem tanto cheque, e o carnê ter perdido a voz ativa”, alertou.

Quem concorda com ele é a diretora de marketing da Barsa. “As vendas de cartão de crédito hoje correspondem a mais de 50% das vendas da Barsa”, explicou. No Brasil há 70 anos, a empresa começa a pensar em abrir capital na Bolsa de Valores. “Estamos analisando a possibilidade de abrir capital. Nosso presidente inclusive viaja no próximo mês para a Espanha para ver isso de perto”, disse a executiva. A Barsa Planeta Internacional possui ao total 18 obras em seu portfólio e vendeu 350 mil obras no ano passado, sendo o carro-chefe da empresa a enciclopédia Barsa, com 72 mil obras vendidas em 2009. Atualmente a empresa tem dois mil vendedores e está presente em 14 estados no País. A pretensão é crescer 15%, por isso parcela em até 25 vezes, com parcelas a R$ 120 e acessível para a classe C e D.

Segundo a ABDL com a construção de tantos prédios nas capitais do Brasil, o segmento hoje mira para atingir o público-alvo as escolas, tanto públicas como particulares. “Hoje as instituições de ensino representam 60% das vendas diretas”, disse.

Apesar do segmento estar forte ainda no País, a expansão das lojas físicas no segmento de livrarias ainda é forte e o investimento para se manter no ranking também. A Livraria SBS, por exemplo, que hoje atua no Brasil, Argentina e Peru e envolve 60 livrarias, no primeiro semestre deste ano abriu uma loja na unidade da PUC de Brasília, e para o próximo deve inaugurar mais dois pontos de vendas na PUC de Recife e FGV em Brasília. “Queremos crescer organicamente e continuar com o foco em vendas de livros de idiomas”, comentou a diretora da SBS, Susana Fioressi. Para ela, com a nova Classe C este ano, a rede pretende passar o ticket médio de R$ 45 para R$ 50. A SBS atua com e-commerce, porém considera ainda as vendas insignificantes.

Já a distribuidora Disal, de livros didáticos e línguas, com 14 lojas próprias no do País, e ticket médio de R$ 80, deve abrir sua 15° loja em Belo Horizonte (MG) e também aposta na nova classe emergente, porém com uma estratégia diferente. “Vamos apostar em mais opções de compras neste semestre. Neste mês teremos mais de 15 lançamentos para este público”, explicou a supervisora da Disal, Juliana Camargo.

Entre as maiores do segmento, ainda há forte crescimento na área de vendas on-line. No recente balanço da Livraria Saraiva, a companhia, com 91 unidades instaladas, atingiu um faturamento 21,7% maior no primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período do ano a

Brasil está para se transformar no terceiro maior mercado da Nestlé

Até o fim deste ano, o País deve ultrapassar a Alemanha em vendas, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da França. O Brasil caminha para se tornar o terceiro maior mercado para a principal empresa de alimentos do mundo, a Nestlé, superando o tradicional mercado da Alemanha. A multinacional, que foi blindada da crise graças aos países emergentes, indica que está de olho num mercado extra de 1 bilhão de potenciais novos consumidores nos países emergentes em dez anos e alerta: vai continuar a comprar empresas pelo mundo.

O caso do Brasil é emblemático entre os emergentes. O País já é desde meados da década o quarto maior mercado para a multinacional, ultrapassando Itália, Reino Unido, Espanha ou Japão. Mas, agora, ameaça passar para a terceira posição. Em 2009, o mercado brasileiro representou vendas de 5,78 bilhões de francos suíços (US$ 5,44 bilhões), contra 5,8 bilhões (US$ 5,46 bilhões) na Alemanha. Se a taxa de crescimento for mantida como nos últimos cinco anos, a nova posição seria conquistada antes do fim de 2010. A liderança ainda é dos Estados Unidos, com mais de 30 bilhões de francos (US$ 28,25 bilhões) em vendas, seguidos pela França, com 8 bilhões de francos (US$ 7,536 bilhões).

No último dia 12 de agosto, a gigante do setor de alimentos anunciou lucros de 5,5 bilhões de francos suíços (US$ 5,18 bilhões) no primeiro semestre, montante 7,5% superior ao do mesmo período de 2009. A Nestlé admite, no entanto, que o segundo semestre será mais complicado e que a alta nos preços de commodities pode afetar os resultados. Ainda assim, diante dos resultados do primeiro semestre e da expansão nos emergentes, a empresa decidiu rever para cima as projeções de crescimento em 2010. A perspectiva é de uma expansão nas vendas de 5%. Antes, o grupo indicava apenas que as vendas deveriam superar a alta de 3,9% do ano passado.

Na Europa, as vendas da multinacional subiram apenas 2,2% no semestre, contra 11% nos mercados emergentes. Os países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) apresentaram no primeiro trimestre uma taxa de crescimento para suas vendas duas vezes superior à média mundial. Na prática, são exatamente os emergentes que estão blindando a empresa de problemas diante da expansão limitada nos países ricos e de consumidores na Europa e Estados Unidos que ainda hesitam em gastar.

Shopping Plaza Sul traz circuito de Arvorismo para crianças e adultos

A garotada pode se divertir na atração que o Shopping Plaza Sul, de São Paulo, está promovendo na praça de eventos. O empreendimento conta com um circuito de arvorismo indoor. São dois percursos disponíveis, o Infantil, para crianças de até 1,20 m, e o percurso Aventura, voltado para crianças maiores de sete anos e também para adultos, permitindo que toda a família brinque junto.

Os participantes sobem em uma torre que possui duas plataformas, de dois metros para crianças e quatro metros para os adultos. A partir deste ponto, após serem equipados com cadeiras, capacetes e todo o equipamento de segurança necessário, eles recebem as instruções e começam a aventura. Pontes de corda, rede, troncos, discos de madeira, cabos, escada horizontal e muitos outros obstáculos garantem o desafio no circuito.

Grand Plaza Shopping reforça mix com inauguração da Smart Fit

O Grand Plaza Shopping, em Santo André, no ABC paulista, continua fortalecendo e diversificando o seu mix de lojas. No último dia 9 de agosto, o empreendimento inaugurou a academia de ginástica Smart Fit. “O objetivo é que o empreendimento modernize-se de forma constante e homogênea, propiciando aos clientes novas opções de lazer e entretenimento, além de experiências de compra agradáveis e diferenciadas”, explica o superintendente do Grand Plaza Shopping, Henrique Carvalho.

Situada entre as principais marcas do segmento de fitness, a Smart Fit gerencia dez unidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. No Grand Plaza, a Smart Fit oferece um fitness Center completo, de alta qualidade, com 58 equipamentos de musculação, 72 equipamentos cardiovasculares, esteiras com TV LCD e um moderno sistema de ar-condicionado em toda a academia.

“Escolhemos investir no Grand Plaza porque ele oferece uma série de conveniências como amplo estacionamento, mix de lojas completo e localização estratégica. Esses são fatores fundamentais para divulgar a nossa marca e ampliar os nossos negócios no Grande ABC”, diz diretor geral da Smart Fit, Marco Lara.

Localizada no piso superior da loja C&C Casa&Construção, a Smart Fit do Grand Plaza também oferece matrículas via web e a possibilidade de agendamentos com instrutores para a montagem e revisão de treinos físicos. Outra vantagem são os planos de pagamento da academia.

O Plano Smart, que custa a partir de R$ 49 mensais, garante freqüência livre, sem multas de cancelamento. Já o Plano Black custa a partir de R$ 69 e dá direito a camisetas exclusivas, acesso a cadeiras de massagem e à possibilidade do cliente levar um acompanhante para treinar gratuitamente. “Nosso intuito é apresentar a melhor relação custo-benefício do mercado, oferecendo aos clientes uma infra-estrutura moderna a preços bastante acessíveis”, diz Lara.

Inadimplência com cheques é a menor para julho em seis anos

Foram devolvidos em todo o País por falta de fundos 1,74% dos cheques compensados em julho, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira (17/08). O índice é o menor verificado para o mês de 2004, quando registrou 1,56%.

De acordo com a Serasa Experian, o número de cheques compensado entre janeiro e julho caiu 9,8%, na relação com o mesmo período do ano passado. No entanto, a quantia de cheques devolvidos caiu 26,9% na mesma comparação. “O consistente recuo nos cheques devolvidos por falta de fundos se deve à preferência do consumidor por dívidas com prazos mais longos que o pré-datado, e que ofereçam a possibilidade de negociar a prestação devida”, afirmam economistas da Serasa Experian em nota.

No entanto, essa tendência pode ser abalada no último trimestre do ano, com Dia das Crianças e Natal, épocas em que o consumidor está disposto a procurar outras formas de parcelamento. No acumulado do ano, o Amapá foi o Estado com o maior percentual de cheques devolvidos (11,25%), enquanto o menor ficou com São Paulo .

País deve ter recorde no setor de turismo em 2011, diz ministro

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, previu nesta terça-feira (17/08) que a alta temporada do turismo brasileiro, nos meses de verão, será a melhor de todos os tempos. Segundo ele, a expectativa é de aumento de 25% em desembarques domésticos neste segundo semestre, em relação ao mesmo período do ano passado, e um aumento de 10% referente ao ano de 2008, considerado um dos melhores da história para o setor.

Barretto aposta na vitalidade do turismo interno, com um potencial ainda pouco explorado, para elevar o mercado a novos patamares. “Temos um mercado consumidor de quase 100 milhões de brasileiros, muitos ainda sem o hábito da viagem. O desafio é que o trade turístico, a hotelaria, as companhias aéreas, o setor de bares e restaurantes, tenha produtos para essa nova classe média.”

Segundo o ministro, o outro desafio é ultrapassar, até 2014, a barreira dos 5 milhões de turistas estrangeiros. Para isso, ele conta com o interesse dos vizinhos sul-americanos em visitar o Brasil, principalmente porque o país foi escolhido como sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. “Hoje você tem uma massa crítica na América do Sul que sustenta a possibilidade de aumentar o fluxo e a Copa é um grande ingrediente nisso. Nossa meta é chegar lá com 8 milhões de turistas estrangeiros”, afirmou o ministro.

Ele participou da cerimônia de aprovação de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor hoteleiro, durante o Congresso Nacional de Hotelaria, no Rio. Um dos financiamentos, de R$ 146,5 milhões, é destinado às obras de reforma do tradicional Hotel Glória, construído em 1922, na zona sul do Rio.

Outro, de R$ 11,6 milhões, será utilizado na construção de um hotel da rede Ibis, com 122 quartos, em Copacabana, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2011. Outro empreendimento da mesma rede terá aporte de R$ 19 milhões do BNDES para a construção de um prédio com 240 quartos, no bairro de Botafogo, com inauguração em 2013.

Os recursos são provenientes do programa BNDES Procopa Turismo, destinado a investimentos no setor turístico, principalmente para ampliação e modernização da rede hoteleira nas cidades brasileiras que serão sede dos jogos da Copa de 2014. O programa conta com uma carteira de R$ 709,4 milhões.

Unificação de cartões não diminuiu custos do comércio

A redução das taxas de administração e do aluguel das máquinas de cartões de crédito e débito ainda é residual para o comércio. A conclusão é da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), depois de avaliar o resultado de uma pesquisa feita entre os dias 1º e 14 de julho com 2.196 estabelecimentos do comércio de bens, serviços e turismo.

De acordo com a pesquisa, o fim da exclusividade de uso das máquinas de leitura de cartões por apenas uma operadora não foi sentida pelos comerciantes que, agora, podem usar alugar apenas uma máquina para operar cartões de todas as bandeiras. O custo mensal médio com aluguel de uma máquina de débito caiu de R$ 78,04 em 2009 para R$ 76,38 este ano. O percentual cobrado pelas administradoras sobre o valor das vendas caiu de 2,84% no ano passado para 2,77%.

No caso dos cartões de crédito, o empresário tem um custo médio mensal de R$ 75,39 com o aluguel de cada máquina e paga uma taxa média de 4%. No ano passado, o valor do aluguel era de R$ 75,62 e taxa de 4,16%. A pesquisa constatou que as empresas de menor porte pagam taxas mais elevadas às operadoras do que as empresas maiores.

As grandes empresas pagam, em média, 2,28% de taxa sobre o valor das vendas no cartão de débito, enquanto as pequenas empresas têm o custo de 2,89% na mesma transação. Nas compras com cartão de crédito, as empresas menores pagam taxa de média de 4,03% contra 3,82% descontados por operação nas empresas de grande porte.

Em relação ao aluguel das máquinas, o cenário muda. Para pequenas empresas, o valor médio do aluguel de um leitor de cartões de débito é de R$ 74,50, enquanto para grandes empresas é de R$ 94,85. Já a locação de máquinas de cartão de crédito, para micro e pequenas empresas, custa R$ 74,38. Para as grandes, R$ 80,39.