Shoppings populares “pipocam” na região de Londrina

As classes emergentes movimentam cerca de R$ 760 bilhões no país, segundo pesquisa do Instituto Data Popular. Na medida em que aumenta o poder de compra das classe C e D, cresce também o número de estabelecimentos comerciais destinados a atender esse público. Entre os locais mais procurados pelos novos potenciais consumidores estão os shoppings populares.

Londrina, no estado do Paraná, já reflete o que ocorre nas grandes cidades do país, onde é crescente a expansão de pontos de galerias populares. E a tendência vem se espelhando até em cidades de pequeno porte. Dentro de algumas semanas, Ibiporã vai ganhar a seu primeiro shopping popular.

O Shopping Popular Sou + Ibiporã dispõe de 22 lojas e tem previsão de inauguração para final de setembro. Mas o sucesso do novo espaço já é comemorado pelos donos do empreendimento, os empresários Lázaro de Morais Pinto e Fernando Moya. “Tivemos 75% das lojas vendidas em apenas um mês”, ressalta Moya.

Segundo ele, a procura dos comerciantes por um ponto no shopping popular se deve à localização e ao baixo custo. “Estamos na principal avenida de Ibiporã, onde não existem mais pontos comerciais disponíveis. Aqui, todos os dias há uma movimentação grande de pessoas não só da cidade, mas também de Primeiro de Maio, Sertanópolis, Jataizinho e outros municípios”, enfatiza.

Moya destaca ainda que o valor do investimento em um shopping popular é bem menor em relação a um ponto individual ou em um grande shopping. “Temos pontos sendo vendidos a partir de R$ 17 mil. Teremos como âncoras uma agência dos Correios e uma filial da Farmácia Vale Verde. E existe ainda outro fator que deve ser levado em consideração. Muitas pessoas das classes C e D não se sentem à vontade em locais muito requintados”, afirma. Outro ponto positivo na avaliação de Moya é a segurança. “Teremos 32 câmeras internas e externas de segurança com alcance de até 25 metros”.

O casal Ana Karoline e Fernando César Almeida estão apostando na nova empreitada. Donos de uma loja no Camelódromo em Londrina, eles vão montar uma loja de bolsas no Shopping Popular Sou + Ibiporã. “Gostamos muito da localização e acreditamos que o shopping será um sucesso”, diz Ana Karoline.

O Camelódromo foi o primeiro shopping popular de Londrina. Criado em 2003 com o objetivo de tirar os vendedores de rua que tinham barracas nas calçadas da avenida São Paulo, o local abriga 350 lojas. Os administradores afirmam que com o passar dos anos viram o nível dos produtos ofertados melhorar assim como o perfil dos clientes.

“Hoje em dia os clientes encontram quase tudo o que procuram no Camelódromo e cerca de 85% dos produtos vendidos são nacionais, adquiridos em São Paulo e vendido com nota fiscal”, destaca o presidente da Ong Canaã que administra o Camelódromo, Vilson Alves da Silva. Ele afirma que o grande diferencial do espaço está no preço. Como o aluguel e o condomínios das lojas são bem mais baixos do que em grandes shoppings, temos condições de vender mais barato”, diz.

Inaugurado há três anos, o Camelô Cincão, localizado na avenida Saul Elkind, conta com 54 lojas. Os proprietários do empreendimento creditam o sucesso do espaço à localização e conforto das instalações. “A construção foi toda planejada e fizemos tudo conforme manda a legislação. O resultado é mais segurança e corredores amplos e arejados entre as lojas”, afirma Ulisses Sabino Nogueira, sócio-proprietário ao lado de Lucas Fernandes Rocha.

Fabricantes de TV 3D veem futuro brilhante

Quase dois terços dos consumidores norte-americanos já abandonaram os velhos televisores com tubo de imagem pelos aparelhos de tela plana e de alta definição. Agora, porém, os fabricantes procuram atrair a população para as lojas com TVs em três dimensões. Entre as ferramentas de atração deste “namoro” estão os óculos 3D e discos Blu-ray de nova geração.

As redes de varejo oferecem também descontos e transmissões especiais de eventos esportivos. Algumas redes de lojas, como a Best Buy, vão usar a programação da rede ESPN para demonstrar a tecnologia à clientela ainda indecisa. Com base nesses atrativos, analistas de mercado preveem que a estratégia tem boas chances de dar resultado, com as TVs em 3D devendo representar metade das vendas do produto no país nos próximos cinco anos. Atualmente, as TVs 3D constituem apenas um fragmento do mercado, respondendo por cerca de 2,5% das vendas de aparelhos novos nos Estados Unidos no último trimestre, segundo o instituto de pesquisa iSuppli.

Riddhi Patel, diretor de serviços de televisão da iSuppli, disse que 83% dos entrevistados que adquiriram TVs 3D tendem a comprar diferentes tipos de aparelhos de tecnologia mais recente – além disso, a metade deles tem renda familiar anual de pelo menos US$ 100 mil.

Uma sondagem da Frank N. Magid Associates, empresa de consultoria do setor de entretenimento, mostra que um quarto dos consumidores pretende comprar um aparelho habilitado para 3D nos próximos 12 meses. Entre os homens com idade entre 18 e 24 anos, a proporção é bem maior, de quase 40%. “Estamos vendo uma curva (ascendente) de adoção próxima da dos aparelhos de alta definição”, afirmou Chris Fawcett, vice-presidente do segmento de televisores da Sony.

Os consumidores norte-americanos já estão familiarizados com a nova tecnologia. Mais de dois terços já assistiram a um filme 3D no cinema, segundo pesquisa da Magid Associates. Além disso, as lojas de eletrônicos e grandes redes de varejo do país fazem demonstrações constantes dos aparelhos 3D, com o objetivo de alavancar as vendas.

Embora a tecnologia atraia a atenção do consumidor, o preço constitui ainda uma barreira para a maior parte da população. As TVs 3D custam US$ 1,2 mil a mais do que as de tela plana em 2D, quando se leva em conta a média dos diferentes tamanhos de aparelho. Até 2014, entretanto, a iSuppli prevê que a diferença de preço cairá para aproximadamente US$ 325.

Custos adicionais. Entretanto, há consideráveis custos ocultos na migração para a tecnologia 3D. Panasonic, Sony e Samsung cobram cerca de US$ 150 pelo par de óculos 3D. Os óculos de diferentes marcas de TV não são necessariamente compatíveis com os aparelhos das concorrentes. Os consumidores terão de cuidar para evitar a perda dos óculos, em mantê-los sempre limpos e protegê-los. Numa loja da Costco em San Francisco, onde clientes podiam fazer testes com as TV em 3D, as armações dos óculos estavam quebradas, o que evidencia que a durabilidade do produto não é garantida.

Assistir a filmes em 3D exige ainda um aparelho para discos Blu-ray adaptado à tecnologia, ao custo de pelo menos US$ 200 para um modelo básico. Se os fabricantes concordarem em uma tecnologia para os óculos comum a todos eles, o preço tende a cair graças à concorrência.

A Vizio, uma das maiores fabricantes do segmento, está desenvolvendo uma TV 3D que usa o tipo mais barato de óculos – os mesmos dos cinemas. Embora a tecnologia exija televisores mais caros, os óculos praticamente serão descartáveis, de acordo com Ross Rubin, diretor executivo de análise do setor no NPD Group, empresa de pesquisa. Rubin diz que a chegada das TVs 3D com óculos gratuitos ainda é uma possibilidade distante, embora o desenvolvimento da tecnologia, que funciona bem na tela grande, seja possível.

Cartões múltiplos prometem segurança e comodidade para o consumidor

Segurança e comodidade são os principais benefícios dos cartões múltiplos para os consumidores. Ao menos esta é a avaliação de Júlio de Melo, gerente de vendas e produtos da divisão Banking da NXP Semicondutores, empresa que trabalha com chips que permite a aplicação de várias funcionalidades e benefícios em um único cartão.

“Os cartões múltiplos permitem que o consumidor tenha no mesmo cartão serviços como crédito, débito e benefícios de seguro saúde, ou mesmo o transporte de ônibus, por exemplo, em um único cartão. Assim, a pessoa se livra da preocupação de ter que andar com vários cartões ao mesmo tempo”, diz. Além disso, na opinião de Melo, este tipo de cartão pode ajudar na inserção da classe C no segmento bancário.

A sócia diretora da Libercard, Júnia Moreira, concorda e acrescenta que, em muitos casos, este tipo de cartão também pode significar controle financeiro. “Nós, por exemplo, oferecemos um produto agregado na carteira de estudante. É um cartão que permite ao jovem efetuar compras nos locais credenciados, após fazer uma recarga de créditos por meio da internet ou nos postos de recarga. O cartão permite aos pais maior controle financeiro e o jovem aprende a ordenar suas finanças”, explica ela.

A Libercard oferece serviço semelhante no bilhete único de transportes de Fortaleza, permitindo que o bilhete, além de pagar a passagem de ônibus, funcione como cartão de crédito, débito e benefícios. Hoje, a Libercard está presente em 22 cidades cearenses e até 2015 pretende estar presente em boa parte do País.

Justiça proíbe que empresas de TV por assinatura cobrem ponto-extra

A Justiça Federal em Joinville (SC) concedeu liminar com efeitos nacionais determinando à NET Florianópolis, à SKY Brasil Serviços e à Embratel TVSAT Telecomunicações que não cobrem valores relativos a ponto extra e ponto de extensão no serviço de televisão por assinatura, além de taxas de aluguel dos aparelhos decodificadores.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou o regulamento de proteção e defesa dos direitos dos assinantes de TV por assinatura, conforme a ação ajuizada pelo procurador da República, Mário Sérgio Barbosa, que dispõe que a programação do ponto-principal, inclusive de programas pagos individualmente pelo assinante, deve ser disponibilizada sem cobrança adicional para pontos-extras, instalados no mesmo endereço residencial. Além disso, o regulamento dispõe que a prestadora pode cobrar apenas a instalação e os reparos da rede interna e dos decodificadores de sinal.

De acordo com Barbosa, o que vem sendo observado é que o ponto-extra é cobrado de forma disfarçada, sob a nomenclatura de “aluguel de decodificador”. As prestadoras estão exigindo uma nova instalação e cobrando pela manutenção de outro ponto de saída do sinal dentro da mesma residência. Como o custo de disponibilização do sinal em ponto-extra não representa uma despesa periódica e permanente, que justifique uma mensalidade, a cobrança do “aluguel” é ilegal.

Quando o consumidor adere ao serviço, adquire um pacote contendo diversos canais. Sendo assim, é direito dele usufruir mais de um canal ao mesmo tempo, utilizando o sinal de telecomunicações que adquiriu. Como essa é apenas uma forma de usufruir o serviço de transmissão contratado, os pontos-extras não constituem um serviço autônomo em relação ao ponto principal, não havendo razão para cobranças adicionais.

A Justiça também determinou que a NET, a Sky e a Embratel não poderão interromper o fornecimento dos aparelhos decodificadores nem cobrar pela disponibilização, a não ser quando realizarem o serviço de instalação ou de manutenção e reparos. Foi determinado ainda à Anatel que suspenda os efeitos da Súmula nº 9, de 19 de março de 2010, que admite a possibilidade de a prestadora e o assinante definirem a forma de contração do equipamento decodificar (compra, venda, comodato ou outra).

A Anatel deverá implementar todas as medidas necessárias ao cumprimento da decisão judicial, instaurando procedimentos administrativos e aplicando as penalidades previstas em lei para os atos das prestadoras que estiverem em desacordo com os artigos 29 e 30 do regulamento de proteção e defesa dos direitos dos assinantes dos serviços de TV por assinatura.

Blockbuster se prepara para falência, diz jornal

A Blockbuster está se preparando para abrir um pedido de falência, afirmou o Los Angeles Times nesta sexta-feira (27/08). Após dominar o mercado de locadoras por mais de uma década, a empresa não resistiu ao crescimento de empresas digitais, segundo o jornal. Executivos e acionistas majoritários da companhia se reuniram na última semana para discutirem a falência planejada, prevista para o meio de setembro.

A empresa perdeu um total de US$ 1,1 bilhão desde 2008, e estaria com sérios problemas para pagar os US$ 920 milhões que tem em débito. Segundo o Los Angeles Times, diretores da companhia foram à Hollywood se reunir com diversos estúdios para procurar auxílio. Uma porta-voz da companhia se recusou a comentar o caso, e ainda citou que “a recapitalização da empresa será em breve e teremos estrutura para crescimento a longo prazo”.

Loja do Pânico volta ao Shopping West Plaza

A Rádio Jovem Pan, detentora da marca “Pânico”, do programa de mesmo nome e da loja virtual, instalou no fim do ano passado, sua primeira loja piloto no Shopping West Plaza, em São Paulo. A Loja do Pânico ficou em operação por três meses. O sucesso foi tão grande que a equipe da Jovem Pan irá repetir a dose.

A partir de setembro os fãs do programa vão poder encontrar na loja do Shopping produtos licenciados com personagens e bordões de sucesso do programa, como as camisetas: “Ronaldo”, “Cadê o Chinelo”, “Fred Mercury” e “Ô Adriano tá me ouvindo”, além de acessórios, CDs, DVDs, chinelos e bonés com mensagens irreverentes. Desta vez, a previsão é de que a loja fique em operação até janeiro de 2011.

“Ano passado montamos a loja piloto no West Plaza e as vendas superaram muito nossas expectativas. Nos três meses em que a loja ficou no shopping foram mais de 10 mil camisetas vendidas. Pensando no resultado positivo desta parceria resolvemos abrir novamente a loja no West Plaza,” explicou a diretora da House Jovem Pan, Sylvia Castro.

Mega-Sena pode pagar terceiro maior prêmio da história na quarta

A Caixa Econômica Federal (CEF) pode pagar até R$ 70 milhões para o apostador que acertar as seis dezenas do concurso número 1.210 da Mega-Sena, que será sorteado na próxima quarta-feira. Segundo a CEF, o prêmio pode ser o terceiro maior já pago na história da loteria.

O maior valor já pago pela Mega-Sena foi de R$ 144,9 milhões, na Mega da Virada, sorteada em 31 de dezembro de 2009. A segunda colocação ficou com o prêmio sorteado para quatro apostas no concurso nº 1.157, que dividiram R$ 72,7 milhões em 27 de fevereiro.

Ninguém acertou as seis dezenas do concurso número 1.209, sorteado na noite do último sábado. Confira os números: 05 – 14 – 17 – 30 – 35 – 38.

De acordo com a CEF, 251 apostas acertaram cinco números e vão receber R$ 14.955,49 cada uma. Outras 16.146 fizeram a Quadra e ganharão R$ 332,13.

Focus: mercado volta a elevar previsão de inflação para 2011

O mercado reduziu a previsão para a inflação neste ano, mas elevou ligeiramente o cenário para 2011, de acordo com o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (30/08).

A estimativa para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano caiu pela segunda semana, para 5,07%, ante 5,10% antes. Para 2011, no entanto, ela aumentou para 4,87% ante 4,86%.

A meta de inflação dos dois anos tem centro em 4,50% e tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Além disso, o boletim mostrou alta na expectativa para a inflação nos próximos 12 meses, para 4,99% ante 4,97%.

O prognóstico para a Selic no fim deste ano seguiu em 10,75% – o patamar atual, significando que o mercado acredita que o ciclo de aperto monetário deste ano já acabou -, enquanto para 2011 permaneceu em 11,50%.

A previsão para o crescimento econômico deste ano caiu ligeiramente, para 7,09%, ante 7,10% na semana passada. A expectativa para o ano que vem seguiu em expansão de 4,5%. O prognóstico para o câmbio permaneceu em R$ 1,80 neste ano e em R$ 1,85 no próximo.

A projeção para o superávit da balança comercial em 2010 foi mantida em US$ 15 bilhões, enquanto para 2011 caiu para US$ 8,18 bilhões, ante US$ 9 bilhões antes.

Governo vai qualificar 150 mil para trabalhar na Copa de 2014

Com a previsão de capacitar 150 mil trabalhadores até 2014, o Plano Setorial de Qualificação (Planseq) para Copa do Mundo foi lançado nesta sexta-feira (27/08), no Rio de Janeiro, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Segundo ele, cerca de R$ 124 milhões devem ser investidos no Planseg por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O Planseg vai oferecer 25 cursos gratuitos. Entre eles, bilheteiro de metrô e de trem, cobrador de ônibus, cozinheiro, garçom, guia de turismo e vendedoras ambulantes de acarajé, entre outros.

Durante a solenidade de lançamento do Planseg, na Federação das Industrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Carlos Lupi destacou a importância de ter profissionais preparados para atuar nas áreas de serviços e atendimento direto ao público. “Mais de 1,5 bilhão de pessoas assistiram à última Copa do Mundo. Por isso, precisamos estar bem preparados não só em infraestrutura, que já vem sendo feita pelo governo federal, mas também em mão de obra qualificada (para atender os turistas)”, afirmou o ministro.

O Plano Setorial de Qualificação será executado nas 12 cidades da Copa do Mundo de 2014: Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manuas, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Os municípios próximos a essas capitais também devem ser beneficiados. Os Planseg fazem parte do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), criado em 2003. Desde o início do programa, mais de 800 mil trabalhadores foram qualificados. A meta é capacitar cerca de 1,5 milhão de pessoas até 2011. Desde 2003, o FAT já investiu R$ 600 milhões no PNQ.