Focus: mercado eleva previsões de juros e inflação em 2011

O mercado reduziu a previsão para a inflação brasileira neste ano, mas elevou os prognósticos para os preços e os juros em 2011, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (13/09). A estimativa para inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano caiu de 5,07% na semana anterior para 4,97%. Sobre 2011, a previsão subiu de 4,85% para 4,90%.

A meta de inflação dos dois anos tem centro em 4,50% e tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A expectativa para a inflação nos próximos 12 meses aumentou para 5,06%, contra 5,03% antes. O prognóstico para a Selic neste ano permaneceu em 10,75%, enquanto para o próximo foi elevado de 11,50% para 11,75%.

A previsão para o crescimento econômico deste ano aumentou para 7,42%, contra 7,34% na semana passada. A expectativa para o ano que vem seguiu em expansão de 4,5%. O prognóstico para o câmbio do dólar foi revista para R$ 1,77, ante R$ 1,79 neste ano, e para o próximo passou para R$ 1,81, comparado a R$ 1,83 na semana anterior.

A projeção para o superávit da balança comercial em 2010 foi mantida em US$ 15 bilhões, enquanto para 2011 subiu para US$ 9,56 bilhões, ante US$ 8,68 bilhões antes.

Mercado de trabalho está em situação catastrófica, diz diretor do FMI

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta segunda-feira (13/09) que o mercado de trabalho está em uma “situação catastrófica” e destacou que ela não se reverterá com as “receitas de sempre”. “Esta crise, a mais grave de todas, deixou um deserto de parados sem comparação”, lembrou Strauss-Kahn ao inaugurar a conferência sobre emprego que reúne nesta segunda em Oslo especialistas e líderes europeus. Segundo o relatório preparado para esta jornada pelo FMI e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a crise gerou, em apenas três anos, 30 milhões de parados adicionais, o que elevou o número mundial de desempregados para 210 milhões.

Strauss-Kahn lembrou que a crise, que “ainda não se deteve”, mudou a estrutura econômica dos países e colocou desafios complicados aos modelos econômicos. Citou como exemplo o comportamento do mercado de trabalho da Alemanha, Japão e Noruega, onde o desemprego quase não se modificou, contra o daqueles países que viram ressurgir de forma dramática o desemprego porque “suas exportações caíram ou se viram arrastadas pelo colapso do setor da construção”. Strauss-Kahn se referia implicitamente à Espanha, que junto com os Estados Unidos figura no relatório do FMI e da OIT como o país onde o desemprego cresceu mais notoriamente durante a crise por causa de sua excessiva dependência – e abusos – do setor da habitação.

O diretor-gerente do FMI reiterou que a crise não vai parar e com ela o desemprego, daí, insistiu “na necessidade de mudar nossa forma de pensar e nossas políticas”. “Temos que pensar de forma diferente. Esta crise não é como as demais. As regras de jogo mudaram. Esta prova de fogo não se resolve com as velhas receitas”, disse Strauss-Kahn, defendendo uma maior cooperação e coordenação de políticas entre os governos e instituições.

Secretário: maioria das empresas fecha por má gestão familiar

A maioria dos problemas que levam ao fechamento de empresas se refere à má gestão, embora esse quesito tenha melhorado significativamente na última década, em razão do aumento de investimentos em governança e do ambiente mais favorável a negócios no mercado doméstico. A afirmação é do secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini. Segundo ele, pelo menos 80% dos processos de encerramento que chegam ao Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC) dizem respeito a questões familiares.

Como 99% das empresas nacionais são pequeno porte, muitas são criadas apenas com interesse de sobrevivência familiar, sem os cuidados necessários de planejamento. Por esse razão, a maioria fecha as portas nos dois primeiros anos de vida, acrescenta Lupatini. “Quando se abre uma empresa, tem que estar tudo combinado, inclusive quanto à sucessão. Também não se deve contratar ninguém com base em grau de parentesco, pois o primeiro critério tem que ser a qualificação profissional”, orienta.

O secretário lembrou pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) segundo a qual a taxa de mortalidade empresarial caiu muito entre 2002 e 2007, mas ainda era de 22%. Uma taxa muito alta, segundo ele, em relação à média de 15% a 20% registrada nos países com economia estável há mais tempo.

Lupatini está otimista, porém, quanto à evolução do quadro de melhora das empresas nacionais de 2007 para cá. Isso deve ser mostrado em nova pesquisa que o Sebrae já realizou e está tabulando os dados. Ele disse que, embora o mundo tenha convivido com uma crise financeira que dificultou o acesso a crédito para todos (entre outubro de 2008 e meados de 2009), as pequenas empresas foram as que sentiram menos.

Segundo o secretário, as micro e pequenas empresas se sustentaram fortemente com a expansão da massa salarial e se beneficiaram de medidas do governo como a redução do Imposto sobre Propriedade Industrial (IPI) em alguns segmentos do comércio. “Isso permitiu que as pequenas empresas continuassem vendendo”, disse Lupatini. Das micro e pequenas empresas do país, 87% são das áreas de comércio e serviços e só 13% são voltadas para atividades industriais.

Novo shopping investirá R$ 250 milhões em Sorocaba

Foi lançado oficialmente nesta sexta-feira (10/09) à tarde, o Shopping Cidade, um empreendimento que contará com o investimento de R$ 250 milhões e será construído na zona norte de Sorocaba, no interior paulista.

O empreendimentos faz parte de um pool de empresas: Falcon Administração e Participações Ltda, de Paulo Water Leme dos Santos; FW2 Administração e Participações Ltda, de Fábio Leme dos Santos; Factual Empreendimentos e Participações Ltda, de Odir Migliorini; Armando Guerra, empreendedor de shoppings em Brasília e Minas Gerais; Grupo Tacla, de Anibal e Ricardo Tacla, empreendedores em shoppings no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso; além da AD Shoppingh.

Criado pelo arquiteto Carlos Dominguez, da DFA Arquitetos, o empreendimento tem 60 mil metros quadrados, contará com mais de 300 lojas, cinco salas de cinemas e estacionamento para 2 mil veículos.

Classe média brasileira já é maioria, diz estudo da FGV

Uma pesquisa da FGV divulgada na sexta-feira (10/09) apontou que mais da metade da população passou a integrar a classe média a partir de 2009. De 2003 a 2009, 29 milhões de pessoas entraram na classe C. Assim, foi elevado para 94,9 milhões o número de brasileiros que compõem esta camada da população.

Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo foi o primeiro a apontar o movimento em âmbito nacional. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), também conduzida pelo IBGE, já indicava que a classe C superava 50% da população, mas seus dados são restritos às seis principais regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre).

A pesquisa considerou como classe C os brasileiros com renda domiciliar total entre R$ 1.126 e R$ 4.854 e mostrou ainda que o crescimento dessa classe econômica não foi interrompido nem pela crise global. Entre 2008 e 2009, quando foram sentidos os maiores efeitos das turbulências na economia, cerca de 3,1 milhões de pessoas passaram a integrar a classe C. Para o coordenador do estudo, o economista Marcelo Neri, as empresas precisarão se preparar para atender a essa nova classe média, criando produtos e serviços diferenciados.

Pequenos comerciantes já conseguem ter suas marcas próprias

A presença de itens de marca própria nos supermercados brasileiros cresceu 27% em 2009 em comparação com o ano anterior. O 15º Estudo Anual sobre o tema, realizado pelo instituto Nielsen, identificou 47.819 produtos dessa natureza nas gôndolas, contra os 37.717 do levantamento anterior.

O principal objetivo por trás dessa tendência é conhecido: a fidelização. “O cliente que aprova o produto, seja em função do preço ou da qualidade, volta ao estabelecimento para comprá-lo novamente, porque nunca vai encontrá-lo no vizinho concorrente”, diz Neide Montesano, presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro).

O efeito se reproduz em outros segmentos do comércio varejista, inclusive em empresas de pequeno porte e redes de franquias do ramo de alimentação, como lanchonetes e cafeterias. Neste caso, há uma vantagem extra: a oportunidade de permanecer mais tempo ao lado do cliente.

Orientação gratuita sobre doença de Alzheimer no Shopping Barra

Nessa terça (14/09), “Dia Nacional de Conscientização do Alzheimer”, a Fundação de Neurologia e Neurocirurgia e a Academia Brasileira de Neurologia, em parceria com o Shopping Barra, de Salvador, promovem ação para esclarecer e conscientizar a comunidade sobre a doença que atinge, principalmente, os idosos.

A equipe liderada pelo neurologista Dr. Antônio Andrade permanecerá durante todo o horário de funcionamento do shopping, das 09h00 às 22h00, num estande na ala leste do piso térreo, distribuindo panfletos e orientando o público, além de exibir vídeos sobre o tema. A idéia é proporcionar um dia em prol da solidariedade para com os portadores do Alzheimer, bem como a troca de experiências e conhecimentos por parte daqueles que convivem com a doença.

Descrito pela primeira vez em 1906, pelo alemão Alois Alzheimer, o Mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que desenvolve-se de forma lenta e implacável. No entanto, pesquisas recentes apontam para tratamentos com perspectivas de um possível controle. Por isso, informações sobre a doença são de suma importância para uma melhor qualidade de vida dos portadores, além de suscitar o debate para as questões sociais e econômicas dado ao envelhecimento progressivo da população mundial.

Cartão corporativo é o meio mais usado para pagar viagens

O cartão de viagens corporativas é o meio preferido das empresas para pagar passagens aéreas em viagens corporativas. Segundo pesquisa realizada com 200 empresas no Brasil, 43% optam pelo sistema. O número aumentou de 29% em 2009.

A pesquisa também mostrou que a segunda forma de pagamento mais usada – Management Fee (custos da viagem + porcentagem de lucro), caiu de 22% em 2009 para 15% este ano. A Flat Fee, que é a taxa mensal fixa, também caiu, de 12% no ano passado para 6% em 2010. Os números fazem parte da pesquisa “Agência de Viagens ideal”, feito pela empresa Fran6. O estudo completo será divulgado durante o 3º Fórum Alatur, evento para o mercado de viagens corporativas, próximo dia 13, em São Paulo.

Shopping Ponta Negra terá R$150 milhões em investimentos

Na última semana de setembro desse ano, a empresa JHSF, uma das maiores do ramo imobiliário do Brasil, lança o ousado empreendimento, Shopping Ponta Negra na cidade de Manaus. A partir daí, os manauaras esperarão 12 meses para conferir se o resultado de R$ 150 milhões em investimentos na construção do shopping refletirá em um empreendimento comprometido com a preservação ambiental e o fortalecimento de ações sociais na comunidade na qual está se inserindo.

A ideia é que ele seja um complexo de uso misto diferenciado pelo acesso à natureza e a serviços, num mesmo ambiente.