Ritmo de concessão de crédito ao consumidor deve cair, diz Serasa

As concessões de crédito com recursos livres para o consumidor devem evoluir em ritmo menos nos próximos seis meses, aponta a Serasa Experian. O Indicador de Perspectiva do Crédito ao Consumidor caiu 1,9% em agosto de 2010, a sexta queda mensal consecutiva, atingindo o valor de 101,5.

A entidade ressalta, porém, que as operações de crédito com recursos livres são, em sua maioria, voltadas ao consumo, e que a disposição das pessoas físicas em aumentar seus níveis de endividamento permanece elevada, indicada por fatores como confiança dos consumidores em alta e mercado de trabalho em momento favorável. Além disso, de acordo com análise de economistas da Serasa, esses dois fatores sinalizam também que as operações de crédito imobiliário (feitas, basicamente, com recursos direcionados), deverão continuar se destacando nos próximos meses.

No caso das empresas, o Indicador de Perspectiva de Crédito subiu 0,3% em agosto ante julho, chegando a 101,9. Segundo a Serasa, a seqüência de elevações mensais deste indicador sinaliza que o ritmo de crescimento das concessões às empresas deve se acelerar, especialmente a partir do último trimestre de 2010, evoluindo também favoravelmente durante os meses iniciais de 2011.”

Para os economistas da entidade, os empréstimos às empresas serão beneficiados pela retomada de um ritmo de crescimento um pouco mais acelerado, após o enfraquecimento no segundo trimestre, e pela interrupção, em setembro, do ciclo de elevações da taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano.

Brasileiro reduz pela metade tempo gasto em compra no supermercado

O consumidor brasileiro prefere ir a mercados mais próximos de casa para fazer compras menores e mais frequentes. O tempo médio de permanência não passa de 30 minutos, enquanto em 1998 superava uma hora. Os dados fazem parte do estudo “Comportamento do Consumidor em Super e Hipermercados”, que será divulgado hoje pela Popai Brasil, associação para o desenvolvimento do marketing nos pontos de venda.

Fatores como comodidade, falta de tempo e trânsito engarrafado explicam essa mudança de comportamento, afirma a pesquisadora do Provar (Programa de Administração do Varejo) Ana Caroline Fernandes. E a inflação controlada desobriga o brasileiro de comprar em grande quantidade para se proteger da disparada dos preços, como era comum até o início dos anos 90. A média de itens comprados a cada visita ao mercado caiu de 44, em 1998, para 23, em 2004, e 8, em 2010. Isso leva as empresas a investir em unidades mais enxutas, onde a menor dispersão dos produtos permite economizar tempo, diz Fernandes.

Ela ressalta que os hipermercados não estão perdendo mercado. “O consumidor privilegia os mercados próximos para comprar produtos perecíveis. Os demais, ele adquire mensalmente em lojas mais distantes e baratas.”

Entre os 1.860 entrevistados pela Popai em 62 lojas de sete Estados (SP, RJ, RS, PR, PE, BA e MG), 24% disseram que compram no local mais próximo de casa. Esse percentual era de 22% em 2004. Os que consomem em locais não muito distantes ainda são maioria (51%), mas a proporção diminuiu em relação a seis anos antes (55%). O percentual daqueles que se deslocam para longe ou muito longe subiu de 23% em 2004 para 25% em 2010.

Fernandes observa que, entre os mercados maiores, as redes de “atacarejo” (que vendem para comércios menores, mas também atendem o pequeno consumidor) atraem as classes C e D, em busca de preços melhores. Já os hipermercados têm investido cada vez mais em serviços, como farmácia, lavanderia e restaurante, visando as classes A e B. “Estão virando minishoppings”, resume ela.

Segundo o presidente da Popai, Chan Wook Min, o objetivo é reter o cliente pelo máximo de tempo na loja, potencializando os ganhos com compras por impulso. A pesquisa mostra que o brasileiro compra em média um quarto a mais do que planeja.

A pesquisa mostra ainda que a alta da renda das classes C e D provocou o aumento do grupo que paga em dinheiro (58% em 2010, ante 45% em 2004). Para Chan, o aumento dos divórcios e as mudanças na divisão de tarefas domésticas explicam a maior frequência de homens nos mercados (32% ante 23%).

Satisfação com o e-commerce volta a atingir pico em julho e agosto

O grau de satisfação do consumidor brasileiro com as compras na internet chegou a 87,29% nos meses de julho e agosto, mesmo patamar registrado em agosto de 2009, quando o indicador marcou um recorde na série histórica iniciada em fevereiro do mesmo ano.

De acordo com o levantamento realizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net) em parceria com a e-bit com mais de 1,4 milhão de e-consumidores, 4,34% ficaram insatisfeitos com o processo de compra online e 8,37% se mostraram indiferentes. A pesquisa online foi realizada entre agosto de 2009 e agosto de 2010 após compras em mais de 2,5 mil lojas cadastradas na rede.

“O mercado está começando a responder melhor aos picos de demanda em datas comemorativas, investindo especialmente em logística”, afirma o coordenador de comitês da Camara-e.net, Gersom Rolim referindo-se ao Dia dos Pais, que motivou a elevação do índice entre julho e agosto. Ainda segundo Rolim, o nível de satisfação reflete o aprendizado crscente com as compras via web. “O consumidor está está aprendendo a interagir da forma correta com o canal”, observa.

O e-commerce brasileiro faturou R$ 7,8 bilhões no primeiro semestre deste ano superando as vendas dos shoppings da Grande São Paulo (R$ 7,2 bilhões) informou a Federação Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), com base em um estudo da e-bit. A consultoria prevê que o comércio eletrônico alcance um faturamento de R$ 14,3 bilhões em 2010, o que representa uma expansão de 25% em relação ao resultado obtido no anterior. O número de e-consumidores deve crescer de 17,2 milhões em 2009 para 23 milhões ao final deste ano.

Fnac imprime sua marca

Aos 45 anos de idade, Marco Aurélio Moschella se emociona ao lembrar do avô libanês, que ensinou o que ele sabe sobre varejo. Emoção não é figura de linguagem neste caso. Moschella fica realmente com os olhos marejados ao revelar que, ainda hoje, o avô de 92 anos gosta de sair pelas ruas da periferia para vender bugigangas.

Agora, o neto de seu Emílio vai mostrar se aprendeu bem as lições. Moschella acaba de assumir a direção geral da Fnac Brasil e já anuncia novidades. Ele vai lançar, ainda neste ano, a divisão de marca própria. A ideia é vender acessórios para eletroeletrônicos, como suporte para tevê, cabos USB, CDs e DVDs, com a marca Fnac.

E a escolha do segmento não é por acaso. Os chamados produtos técnicos, entre os quais estão os eletroeletrônicos e acessórios, respondem por 55% da receita do grupo. Além disso, demandam investimento muito menor na construção de marca do que produtos de linhas mais charmosas, como aparelhos de som e tevê.

Moschella também vai ampliar a área de serviços. “Vamos vender desde instalação de equipamentos e assistência técnica até seguro contra roubo e quebra de eletrônicos”, diz Moschella à DINHEIRO, em sua primeira entrevista depois de assumir a empresa. Além dos novos projetos Moschella tem pela frente o desafio de implantar um agressivo plano de expansão. Com investimentos de R$ 300 milhões, a meta é abrir 15 novas lojas até 2015, hoje são dez.

A rede francesa, que sempre esteve mais próxima das classes A e B, também pretende surfar na onda da classe média emergente e vai fincar bandeira em territórios menos nobres e mais distantes como a Zona Leste de São Paulo, a região do ABC e o litoral paulista, a começar pela cidade de Santos.

O grande desafio do executivo, entretanto, é tocar uma empresa que acabou de ser posta à venda pelo dono. Há pouco mais de dois meses, quando visitou o Brasil, François-Henri Pinault, dono do grupo PPR, que tem Gucci e Yves Saint Laurent entre outras marcas, disse que vai vender a Fnac exatamente para se concentrar no mercado de luxo. “Sim, ele disse.

E realmente a empresa pode ser vendida”, diz Moschella. “Mas há algumas premissas. Primeiro, Pinault não vai fatiar a companhia. Quem quiser comprar vai ter que levar a empresa inteira e não uma ou outra unidade. Segundo, ele não falou em preço e, pelos resultados da empresa, posso garantir que ela não custa pouco.”

No primeiro semestre deste ano, a Fnac faturou 1,9 bilhão de euros, crescimento de 3% sobre o mesmo período de 2009. Moschella lembra que, além da expansão no Brasil, a varejista vai entrar em outros mercados latino-americanos, inclusive no México. Enquanto os franceses não batem o martelo, o executivo trata de tocar o dia a dia da companhia, que ele conhece muito bem. Moschella estava na divisão de varejo da Editora Ática que foi comprada pelos franceses, em 1996.

A Fnac trabalha com um mix tão amplo quanto variado de produtos. Nada menos que 180 mil. “Vendemos cultura e entretenimento. Não somos apenas uma livraria nem uma loja de eletroeletrônicos.” Aí é que mora um dos desafios de Moschella, a falta de identidade da rede. “Eles vendem de tudo, mas não são reconhecidos pelo consumidor como a solução para a compra de determinados produtos. E no varejo você tem que se destacar em alguma coisa”, afirma Maurício Morgado, professor da Fundação Getulio Vargas.

Moschella afirma que a empresa paga o preço da inovação. “Fomos nós que acabamos com as vitrines fechadas e colocamos os produtos ao alcance do consumidor. Isso é experiência de compra e hoje somos muito copiados”, diz. “Não estou dizendo que o modelo esteja errado. A gente não sabia o que era fast-food até o McDonalds chegar. Só acho que, no caso da Fnac, o conceito não está muito claro para o consumidor”, completa o professor da FGV.

Natal Shopping e Hemonorte se unem em campanha para doação de medula óssea

Pelo segundo ano consecutivo, o Natal Shopping (RN) se une ao Hemonorte e promove hoje (06/10), Dia Nacional do Doador de Medula Óssea, a campanha Doe Vida em Vida. A campanha tem por objetivo conscientizar a população e realizar o cadastro de candidatos para doação de medula óssea.

O processo de cadastramento que será realizado no shopping é simples e não requer preparos especiais: qualquer pessoa na faixa etária de 18 a 55 anos incompletos, em bom estado de saúde e que não apresente doença infecciosa transmissível pelo sangue, poderá se cadastrar. Para o cadastro, o candidato à doação de medula óssea fornecerá nome, identidade e CPF e na ocasião, serão coletados cinco mililitros de sangue para realização de testes de compatibilidade, chamado de HLA.

Em 2009, primeiro ano da campanha Doe Vida em Vida, foram feitos 300 cadastros no Natal Shopping. “A campanha visa sensibilizar a comunidade norte-rio-grandense para a doação de medula”, explica a assistente social Miriam Mafra, chefe da Divisão de Serviço Social do Hemonorte. “Nossa intenção é fazer com que mais pessoas se cadastrem e através desse ato, que vidas sejam salvas. Acreditamos na solidariedade e chamamos os potiguares para se unir ao shopping nessa bela campanha”, diz Cláudia Durães, gerente de marketing do Natal Shopping.

No dia em que ocorre a campanha Doe Vida em Vida, os colaboradores do Natal Shopping participarão de palestra de conscientização para o tema. A palestra será ministrada por profissionais do Hemonorte e acontecerá na Sala de Treinamento 1, às 14h30.

No dia 6 de outubro de 1995, há 15 anos, foi realizado o primeiro transplante não-aparentado de medula óssea no Brasil. A data atualmente é lembrada como o Dia Nacional do Doador de Medula Óssea. Hoje existem mais de 12 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o REDOME – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – tem mais de 1 milhão e 600 mil doadores cadastrados. As chances do encontro de um doador em bancos de medula, estima-se que seja de um em 100 mil no Brasil.

Inauguração da Marisa do Shopping Jaraguá Indaiatuba acontecerá dia 8 de outubro

No dia 8 de outubro, será inaugurada a loja da Marisa no Shopping Jaraguá Indaiatuba, no interior paulista, a primeira na cidade. O público poderá contar com uma loja moderna e “antenada” com as melhores tendências de moda no mercado. Com 1.080m² de área de vendas, essa unidade segue padrões arquitetônicos internacionais, com fachada diferenciada e iluminação especial para oferecer mais comodidade e conforto às clientes.

Considerada a maior rede de lojas de moda feminina do Brasil, em um só lugar será possível encontrar um mix completo de produtos: moda feminina, íntima, infantil e masculina e, inúmeras opções para renovar o guarda-roupa, sempre com boa relação custo-benefício. O diferencial da Marisa é oferecer aos seus clientes produtos de qualidade com preços justos e muitas facilidades.

No dia da inauguração, as clientes que possuem o cartão Marisa e cartão Marisa Itaucard contarão com desconto de 20% e até o dia 10 de outubro, terão desconto de 15%. A loja ainda estreará sua mais nova coleção de jeans, recheada de modelos e lavagens para a próxima estação. Quem ainda não possui o cartão Marisa, poderá adquirí-lo na própria loja.

Na ocasião, para recepcionar as clientes, a Marisa preparou uma série de novidades e atrações. Um veículo BMW conversível cor-de-rosa vai circular pelas ruas da cidade com modelos trajando looks da coleção Marisa. Na entrada do shopping, promotores vão anunciar a inauguração aos visitantes. Serão distribuídos balões e o sistema de som ficará a cargo da DJ Nilda Machado durante todo o dia.

Na opinião de Marcelo Nabih Sallum, presidente da Lumine Soluções em Shoppings Centers, a administradora da rede Jaraguá, a chegada da Marisa representa uma nova fase do empreendimento e um incentivo para a cidade. “Uma operação de varejo como a Marisa, marca que está presente nos principais shoppings do Brasil, é importante para alavancar a movimentação de consumidores no Jaraguá e, também, para estimular a geração de empregos e o desenvolvimento econômico em Indaiatuba”, afirmou.

A vinda da Marisa faz parte do projeto de expansão do Shopping Jaraguá, que também inclui 38 lojas satélites e mais uma âncora. Em breve mais novidades!!

Livro Avance com Estratégia será lançado no Shopping Iguatemi Caxias

O Shopping Iguatemi Caxias, em Caxias do Sul (RS), se transforma em palco para o lançamento do livro Avance com Estratégia, de Patrick Augusto Piccoli, nesta quinta-feira (07/10), às 19h00, na Saraiva Mega Store.

Esta é a segunda obra do autor caxiense, que percorre um caminho da história de Caxias do Sul, dando conceitos de empreendedorismo e gestão, além de oferecer uma lição de respeito e relacionamento. Desde a capa, com a imagem de um semáforo com cores invertidas, tudo no livro foi pensado para estimular o leitor a refletir de forma diferente e se destacar em um universo tão competitivo e dinâmico.

Planejado de forma a homenagear sua cidade, Caxias do Sul, que neste ano completa aniversários significativos e tendo como base o enorme crescimento populacional que presenciou desde sua infância, Picolli destaca que homenagear Caxias do Sul é uma grande honra. “Estou muito feliz por ter feito um projeto que dedico a todos caxienses. Tudo foi muito bem planejado e executado pensando nos mínimos detalhes para dar um diferencial ainda maior a nossa população”, declara ele.

A obra narra história de duas caxienses, Anaka e Inosis, que possuem personalidades opostas e tornaram-se melhores amigas. Para realizarem um sonho, precisam chegar a um acordo, somando suas advervisidades. Porém, fatos não planejados acontecem. Ao final da história o leitor irá se surpreender com o que o futuro reservou para ambas, que descobrem algo que transformará suas vidas para sempre.

Inúmeras estratégias são descritas para ajudar os caxienses a manter a posição que ocupam, visto o enorme número de pessoas que chegam em busca de novos horizontes na cidade. Quem ler sairá na frente de seus concorrentes e estará mais preparado para lidar com as adversidades do mundo de hoje.

Patrick Augusto Piccoli é empresário, escritor e palestrante. É formado em Administração, com ênfase em Comércio Exterior, pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), tem MBA em Gestão Empresarial, pela Fundação Getulio Vargas, e é franqueado da rede O Boticário. Os livros do autor podem ser adquiridos através do site www.vidaegolfe.com.br.

Dia das Crianças no Shopping Pátio Paulista

O Shopping Pátio Paulista, em São Paulo, preparou uma programação especial para o mês das crianças. Até 12 de outubro, no piso Maestro Cardim, a criançada vai se divertir com a Oficina Paulista de Cupcakes, um evento de culinária infantil, que vai proporcionar muita diversão e aprendizado para as crianças, que poderão não só colocar a mão na massa, como também saborear as gostosuras feitas por elas: os cupcakes.

O Pátio da Criança, localizado no piso Jardins, também preparou atividades exclusivas para a data. Durante todo o mês de outubro, o espaço vai estimular a criatividade dos pequenos com a Oficina de Bonecos, na qual cada criança receberá um kit com partes do corpo humano em madeira para montagem dos bonecos e ainda poderá confeccionar as roupinhas em material atóxico, o EVA. No fim, ela levará sua criação para casa.

Além disso, aos sábados e domingos, sempre às 16h00, haverá apresentação do Teatro de Bonecos.

Número de falências é o menor desde 2005, diz Serasa

Um levantamento da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira (06/10) aponta que em setembro houve 57 falências de empresas decretadas no Brasil, o menor número para o mês desde 2005, quando foi editada a nova lei de falências. A taxa para as micro e pequenas empresas apresentou queda de 41,9% ante o mesmo mês do ano passado. Já as companhias médias tiveram seis decretos em setembro acimda dos dois registros do mesmo mês de 2009. As grandes empresas ficaram estáveis, com apenas uma falência decretada.

A contagem de pedidos de falência ficou em 192 no mês passado, o menor número para o mês desde 2008. De acordo com economistas da Sersas Experian, o bom momento econômico favoreceu os resultados das empresas, principalmente das micro e pequenas. “No entanto, há alguns casos pontuais de crescimento tanto nas falências requeridas e nas decretadas, em decorrência do encarecimento do capital de giro. A política monetária restritiva impactou as empresas em termos de custos. Além disso, as empresas exportadoras ainda encontram dificuldades diante da valorização do real. A perspectiva é de que esses indicadores regridam em decorrência da maior atividade no final do ano”, afirma a entidade em nota.