Nem PMDB, nem PSB. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pode dar uma nova cartada para tentar se manter no cargo e deixar o DEM sem maiores incidentes a partir da criação de um novo partido para cuja sigla cogita-se PDB (Partido da Democracia Brasileira). Isso permitiria ao mandatário manter-se à frente da prefeitura sob o argumento, já reconhecido no Supremo Tribunal Federal (STF), de que os mandatos pertencem ao partido, não a seus ocupantes.
Por essa lógica, se migrasse para o campo peemedebista ou socialista, o DEM teria poderes para reivindicar o posto municipal. Quem admitiu a terceira via foi o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM-SP), aliado do prefeito. “Ele [Kassab] está analisando as variáveis jurídicas e a criação de um partido como uma alternativa entre tantas. Um novo partido, só se for uma saída jurídica”, afirmou, admitindo que também marchará para fora do DEM.
O prefeito deve anunciar sua saída do DEM na convenção nacional da sigla, marcada para 15 de março. Segundo Garcia, só em São Paulo ele pode levar consigo cerca de 80 nomes do DEM, entre prefeitos e deputados estaduais e federais. Kassab busca espaço para concorrer ao governo de São Paulo em 2014 por um partido que participe da base de sustentação do governo da presidente Dilma Rousseff, seja PMDB, PSB ou um novo partido. “Ele vai para onde não houver restrições de atuação”, disse o advogado do prefeito, Alberto Rollo.
Para criar um partido que tenha abrangência nacional, o prefeito precisará da assinatura de pelo menos 0,5% do total de votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço dos estados.

