Índice que mede clima econômico na América Latina avança entre abril e julho

A percepção em relação à atual situação econômica na América Latina melhorou no trimestre de abril a junho, embora o sentimento relacionado ao futuro econômico da região tenha mostrado leve piora. Os dados foram revelados pelo Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, que elevou-se no segundo trimestre deste ano. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (18/08) em uma parceria entre a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de Munique (IFO).

Nos últimos três meses, o índice saltou de 5,6 pontos para seis pontos, patamar que, segundo a FGV e o IFO, deve ser interpretado como “muito favorável”, considerando-se que a média do ICE observada nos últimos seis anos foi de 5,1 pontos. A evolução registrada entre abril e junho “decorre de uma avaliação mais favorável em relação à situação presente e de expectativas menos otimistas para os seis meses seguintes”, afirmaram as instituições.

O Índice da Situação Atual (ISA) passou de 4,7 pontos para 5,8 pontos, elevação que denota satisfação com o atual momento vivido pela economia latina. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou ao passar de 6,4 para 6,2 pontos, queda que evidencia um menor otimismo em relação às perspectivas para a economia latino-americana nos próximos meses. Os níveis atingidos tanto pela ISA quanto pelo IE entre os meses de abril a julho “coloca a região na fase de “boom” do ciclo econômico pela primeira vez de julho de 2007, embora a queda do IE sugira um “boom cauteloso”.

De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira, na sondagem de julho, Argentina, Chile, México e Paraguai apresentaram índices que são interpretados de forma positiva, sendo a maior alta no México. Já Venezuela, Bolívia e Equador mostraram índices que ficam na zona de avaliação desfavorável. O Brasil manteve o mesmo ICE, de 7,3 pontos, com melhora na percepção da situação atual e piora nas expectativas. Por fim, a avaliação da FGV e do IFO, considerando os dados coletados, é de que ainda não há um sentimento de segurança quanto à solidez da recuperação da economia.