A maior parte da renda familiar dos brasileiros está comprometida com alimentação, educação e crediário. Para o segundo trimestre deste ano, 59,5% da renda será dividida entre tais categorias.
Só alimentação consome 20,4% da renda, enquanto educação e crediário absorvem 21,8% e 17,6%, respectivamente. Os dados fazem parte da Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo, divulgada ontem (11/04), e realizada pelo Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a Felisoni Consultores Associados.
O que chama a atenção entre as categorias citadas é o crediários, pois, se no segundo trimestre deste ano, vai consumir 17,6% da renda, no mesmo período do ano passado consumia 11,4%, ou seja, houve alta de 6,2 pontos percentuais. O grupo alimentação revelou queda de 0,9 p.p. e educação ficou praticamente estável.
Das demais categorias pesquisadas, habitação consome 12,8% da renda, frente aos 14,5% do mesmo período do ano passado. De toda a renda familiar, os consumidores afirmam que sobra, em média, apenas 11,4%.
Em números absolutos, para o segundo trimestre deste ano, quem tem uma renda média de R$ 2.354 vai destinar R$ 514 para educação, R$ 481 para alimentação e R$ 415 para crediário. No mesmo período do ano passado, quem ganhava, em média, R$ 2.213, destinava R$ 252 com crediário e R$ 485 e R$ 472, com educação e alimentação respectivamente.
O estudo também pontuou os níveis de inadimplência no País. Desde fevereiro de 2011, a inadimplência segue em ritmo de alta, passando de 5,8% no segundo mês do ano passado para 8,1% em maio deste ano. A expectativa, porém, é que a inadimplência dará sinais de melhora a partir do segundo semestre deste ano. Para junho de 2012, a inadimplência deve atingir 7,9%.

