Cada vez mais tem aumentado o número de pessoas que costumam adquirir produtos pela rede mundial de computadores. Contudo, também em grande proporção, tem crescido o número de reclamações sobre as empresas que comercializam na internet.
Só para ter uma ideia, segundo a Fundação Procon de São Paulo, entre 2010 e 2011, as queixas em relação às compras feitas pela internet cresceram 86%, sendo que as principais reclamações dizem respeito à falta de entrega e defeitos nos produtos adquiridos.
Neste contexto, fica a pergunta : como está o e-commerce no meio disso tudo?
Na opinião do coordenador do GVcia (Centro de Tecnologia e Informação Aplicada) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, Alberto Luiz Albertin, o aumento no número de pessoas que compram pela rede, no volume de compra, entre outros, em contraposição à estrutura dessas empresas, pode ser uma das explicações para o crescimento das reclamações contra esses sites. “O crescimento do e-commerce tem se dado de forma acelerada, com aumento acentuado no volume e na demanda. Além disso, o consumidor que chega à internet é mais exigente (…) Por outro lado, as empresas não se estruturaram para isso”, explica.
Albertin acredita, contudo, que a grande demanda no varejo virtual aumente a concorrência neste segmento, o que, na visão dele, por si só, será de grande valia para o consumidor, já que obrigará as empresas a aperfeiçoarem suas estruturas.
Ainda segundo o especialista, a melhora da relação entre e-commerce e consumidor passa por várias frentes, entre elas, pelo próprio comprador. O consumidor, argumenta ele, deve exercer o seu poder, verificar reclamações contra os sites antes de comprar e cobrar o respeito que lhe é de direito, sempre registrando as queixas, quando necessário. Além disso, completa, os mecanismos já existentes para averiguar esta relação devem melhorar sua efetividade.
Apesar das observações a respeito das melhorias que devem ser alcançadas pelo comércio eletrônico, Albertin ressalta que há o que se comemorar. Na visão dele, a própria existência do e-commerce e seu alcance maior entre os brasileiros já são ganhos, visto que mais gente pode aproveitar as conveniências e facilidades deste tipo de comércio.

