A economia dos Estados Unidos continua seu avanço no segundo trimestre, embora em um ritmo menor que o esperado no começo do ano, ao mesmo tempo que se percebem sinais de uma melhoria no emprego, segundo uma pesquisa divulgada ontem (19/07) pela Associação Nacional de Economistas Empresariais (Nabe, na sigla em inglês). “O mercado de trabalho seguiu melhorando, com incrementos na contratação e um aumento na percentagem de empresas que tem planos de contratar trabalhadores nos próximos seis meses”, disse o economista do Banco do Federal Reserve em Chicago, William Strauss.
Acrescentou que a demanda industrial aumentou pelo quarto trimestre consecutivo, embora em um ritmo menor, e que se conteve a pressão dos preços e dos custos, o que permitiu que os lucros aumentassem. Ressaltou, além disso, que o investimento de capital se manteve estável durante um ano e que os problemas de dívida e de crédito na Europa “terão provavelmente um efeito negativo” nos próximos três meses em ao redor de um terço das empresas que participaram da pesquisa.
O Federal Reserve dos EUA rebaixou na semana passada suas perspectivas de crescimento da economia americana neste ano e agora prevê que ela se situará entre 3% e 3,5%, dois décimos a menos do calculado em abril. A demanda das empresas aumentou nos últimos meses pelo quarto trimestre consecutivo, embora se percebam sinais de um arrefecimento e o índice que mede essa variável se situou no segundo trimestre deste ano em 42 pontos, comparado com os 51 nos três meses anteriores. Strauss ressaltou que a pesquisa “confirma que a recuperação nos EUA continuou no segundo trimestre, embora a um ritmo mais lento que no início do ano”.

