Custo de vida da classe média sobe 0,17% em junho

O Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), divulgado nesta segunda-feira (02/08), teve uma pequena alta neste mês. Elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), o ICVM terminou junho com incremento de 0,17% em relação a maio. No primeiro semestre de 2010, o índice registra impulso de 2,79% e, no acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 4,93%.

Segundo Gilson Garófalo, assessor econômico da Fecomercio, abastecer o carro está mais barato, mas ter um veículo está mais difícil. Isso porque o grupo Transportes voltou a apresentar elevação de seus preços médios, finalizando o primeiro semestre do ano com alta acumulada de 2,80%. Em relação a maio, a variação foi de 0,35%. “Apesar do preço dos combustíveis ter caído, o impulso no preço dos carros e motos alavancou o indicador”, pondera.

Em junho, o etanol, a gasolina e o diesel ficaram, 6,59%, 0,54% e 0,51% mais baratos e, no ano, acumulam queda de 19,49%, 0,95% e 0,59%, respectivamente. Já a aquisição de veículos ficou 1,68% mais cara, sendo o valor dos carros novos o que mais subiu, 2,04%. “Usar estacionamentos também ficou mais caro. Em média estes estabelecimentos estão cobrando 1,15% a mais do que em maio”, aponta Garófalo. Nos últimos 12 meses, o valor cobrado pelos estacionamentos subiu 16,45%.

Outro setor que motivou o salto no ICVM de junho foi o de Saúde, que teve elevação de 0,85%. No ano, a variação acumulada é de 3,98%, e de 6,64% nos últimos 12 meses. Garófalo explica que em abril e maio, a elevação dos preços nesse segmento foi motivada pela decisão da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (órgão do governo federal que controla o reajuste de preços no setor) que autorizou o aumento de até 4,6% nos preços dos remédios e produtos farmacêuticos.

Os contratos com vencimento em junho já começaram a sentir este reajuste e forçaram a elevação do preço médio dos planos em 1,44%. Além disso, os tratamentos dentários e os serviços médicos e laboratoriais ficaram, em média, 0,95% e 0,80% mais caros, respectivamente.

Único setor a apresentar variação negativa em junho, o grupo Alimentação registrou queda de 0,94% em relação a maio. Contudo, há uma alta acumulada de 4,13% nos primeiros seis meses de 2010, e de 5,17% nos últimos 12 meses.

O alimento cuja variação do preço mais contribuiu para o resultado do setor foi o leite longa vida, que ficou 4,77% mais barato. Os preços de tubérculos, verduras, legumes e frutas também apresentaram retração em junho, encolhendo 7,02%, 5,65%, 5,24% e 1,29%, respectivamente.

Já o grupo Habitação registrou variação de 0,27% no mês, acumulando alta de 4,85% nos últimos 12 meses. Garófalo afirma que os gastos com reparo no domicílio, em média 0,98% mais caros, foram o principal motivo para o impulso no setor.