Um dia antes de assumir oficialmente a seleção brasileira, Mano Menezes havia prometido que faria uma renovação gradual para ter a equipe no ápice na Copa do Mundo de 2014. Mas logo na primeira lista com 24 jogadores que divulgou na segunda-feira, o comandante gaúcho chamou nada menos do que dez estreantes para o amistoso contra os Estados Unidos, em 10 de agosto, em Nova Jersey (EUA). O número de “novatos” supera a primeira convocação do antecessor Dunga.
Entre as novidades de Mano estão os goleiros Jefferson (Botafogo) e Renan (Avaí), o lateral-direito Rafael (Manchester United-ING), os zagueiros David Luiz (Benfica-POR) e Réver (Atlético-MG), o volante Jucilei (Corinthians), os meias Éderson (Lyon-FRA) e Paulo Henrique Ganso (Santos) e os atacantes André e Neymar (ambos do Santos).
Quando assumiu o selecionado nacional após a saída de Carlos Alberto Parreira, ocasionada pela eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo da Alemanha-2006, Dunga iniciou o processo de reformulação com cinco “caras novas” no grupo: Daniel Carvalho, Jônatas, Marcelo, Morais e Wagner. A estreia do ex-volante no cargo aconteceu no empate por 1 a 1 com a Noruega, em 16 de agosto de 2006. O gol brasileiro foi marcado por Daniel Carvalho, atualmente no Atlético-MG.
Em relação ao número de jogadores que estiveram nas Copas de cada ciclo, Mano também foi mais inovador do que o colega gaúcho. O ex-comandante do Corinthians chamou apenas quatro atletas que estiveram no Mundial da África do Sul: Robinho, Daniel Alves, Thiago Silva e Ramires. Enquanto Dunga manteve oito remanescentes do grupo que fracassou na Alemanha. Os zagueiros Juan, Lúcio e Luisão, os laterais Cicinho e Gilberto, o volante Gilberto Silva e os atacantes Fred e Robinho foram lembrados na época.
Além da renovação, Mano Menezes disse que pretende equilibrar a balança de convocados de jogadores que atuam no Brasil e no exterior. Para o jogo com os Estados Unidos, ele chamou 12 atletas que disputam o Campeonato Brasileiro. Para o jogo com os noruegueses, Dunga levou cinco “brasileiros”.
“Não vamos chamar jogadores da Europa apenas pelo fato de estarem atuando lá e por terem mais repercussão. Quando jogador que estiver jogando no Brasil e estiver bem, vai fazer parte da seleção. Mas sabemos que quando o atleta que está no país é chamado, ele não fica por muito mais tempo no clube e vai para a Europa para ser mais um europeu”, comentou o novo treinador do Brasil.

