Brasileiros aderem às compras e transações via celular

O comércio eletrônico feito por meio de telefonia móvel ganha cada vez mais espaço entre os usuários brasileiros. Em 2009, foram feitas 100 milhões de transações via celular, um crescimento de 250% em relação ao número de 2008, de acordo com dados do Sistema de Pagamentos de Varejo do Brasil, divulgado pelo Banco Central.

Apesar da ascensão, o número ainda representa apenas 5% do total de transações feitas no país. Mas, considerando-se o número crescente de smartphones no mercado brasileiro, não há como negar: utilizar aplicativos de celular para pagar contas, fazer transferências e investimentos se tornará tão simples e corriqueiro como acessar o internet banking no computador. O banco do futuro pode estar, sim, em um pequeno aparelho guardado no seu bolso.

De acordo com a consultoria sueca Berg Insight, em 2009 havia 55 milhões de usuários de banco móvel no mundo. Até 2015, o número deve chegar a 894 milhões. “O usuário de internet banking via celular é muito objetivo”, afirma Marcelo Marzola, sócio da consultoria Predicta. “Ele acessa para efetuar as mesmas transações que faz em um computador convencional.”

As perspectivas apontam para a migração do usuário para o celular, mas ainda há barreiras tecnológicas. Um obstáculo para os bancos e as empresas de comércio eletrônico é fazer com que os usuários confiem na segurança das transações feitas por meio de aplicativos.

Segundo Marzola, o principal cuidado para garantir a segurança deve ser tomado por usuários. “O nível de segurança que temos nos aplicativos é suficientemente elevado para garantir o uso. As maiores falhas de segurança ainda estão no usuário em si, quando acessa sites suspeitos e sujeitos a ação de hackers”, diz o especialista.

Para se proteger de eventuais furtos de aparelhos e, consequentemente, de informações bancárias, é preciso utilizar todas as ferramentas de segurança proporcionadas pelo fabricante, como travar o celular com chaves de segurança e limpar os arquivos de dados constantemente. “Os aplicativos continuam sujeitos às verificações de segurança do banco a cada acesso. Então fica difícil, apenas com o furto do aparelho, um estranho conseguir acessar a conta corrente”, afirma o especialista.