EXPERIÊNCIA DIGITAL

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No comando da Livraria Cultura, Sergio Herz revê processos e metodologias para conquistar o “tempo” e a preferência do consumidor

No comando da Livraria Cultura – empresa criada pela sua avó – desde 2011, Sergio Herz entrou para o seleto grupo de "Melhores CEOs do Brasil" da Revista Forbes. Um dos únicos nomes ligados ao varejo a aparecer no ranking, Sergio diz que o 'título' aumenta a sua responsabilidade – como gestor e como pessoa.

Pragmático e reservado, o executivo trabalha cerca de 15 horas por dia e emprega na “Cultura” diversas tecnologias e soluções que substituem o “achismo” por ações baseadas em estatística. Nesse momento, Herz considera a expansão no número de lojas apenas se houver "uma grande oportunidade", questiona a quantidade de shoppings existentes em grandes centros e afirma: "o varejo físico, hoje, concorre pelo tempo livre do consumidor".

Em uma entrevista, o senhor comentou sobre a "solidão" do cargo de presidente e sobre o preconceito que sofreu ao entrar na Livraria Cultura. Como esses sentimentos se relacionam?

SERGIO HERZ: O cargo de presidente, o “poder”, tem um aspecto coisa solitário, porque te leva à posição de influenciar e tomar decisão sobre os outros. A relação de proximidade com as pessoas muda. Elas estão, continuamente, sendo avaliadas pelo presidente da empresa então mudam a maneira como falam. Essas são características inerentes ao cargo, não são um problema.

Quando eu comecei a trabalhar não foi em um cargo de chefia e todo mundo sabia que eu era filho do dono, pois eram 36 colaboradores – hoje são 1800. O filho do dono não é uma pessoa que entrou na empresa porque passou por uma entrevista, pelo processo seletivo, apenas porque é filho do dono. Me chamaram de filhinho de papai e tudo mais. Isso foi bom porque me motivou a provar que eu era realmente bom e, não apenas, um filhinho de papai.

Como recebeu o título da Forbes?

SERGIO HERZ: Minha competição é comigo mesmo. Nunca busquei qualquer reconhecimento e nem sei como é que eu entrei nessa lista da Forbes [a revista entrevista uma quantidade de empresários e presidentes que dizem, espontaneamente, aqueles que consideram os melhores no cargo em todo o Brasil, em diversos segmentos], não é uma lista na qual você se inscreve.

É gostoso? É. É legal? É. Mas não é o que eu busco, sinceramente. É uma exposição à qual eu não estou acostumado. Eu não sou um cara de me expor, não sou muito aberto. O reconhecimento é muito legal mas também gera mais peso sobre você.

Te dá motivação para continuar fazendo mas, também, gera mais responsabilidade devido à exposição.

Responsabilidade em relação aos colaboradores ou ao mercado?

SERGIO HERZ: Em relação a todo mundo. É um prêmio que me deram pelo fiz, pelo que já ficou no passado. E como vou continuar? E o futuro? O reconhecimento do tamanho desse, como é que fica o futuro? O que eu quero depois disso?

Como foi sua trajetória?

SERGIO HERZ: Sempre procurei trabalhar muito, amo o que eu faço. Não é uma trajetória comum, não posso dizer que sempre procurei isso. De certa forma, eu sempre fui sócio dessa empresa. Sempre me dediquei muito, errei muito – até já declarei que acho que eu erro em 90% das coisas que eu faço. Se o trabalho não for complexo, não te exigir muita coisa, é porque tem alguma coisa errada no dia a dia. Ás vezes vejo as pessoas comentando que as coisas são complicadas e penso “tenho que manda-la trabalhar na concorrência”. Porque é complicado mesmo, tem que ser! E se qualquer um puder fazer, não é um bom trabalho.

A palavra workaholic está em desuso. Eu trabalho bastante, mas para mim não é uma coisa que incomoda. Sábado e domingo eu tento me dedicar mais à família mas, às vezes, preciso passar no trabalho e levo a família junto.

Uma vantagem de trabalhar em uma livraria é que as minhas filhas adoram visitar nossas lojas. Então, enquanto elas estão lá brincando eu estou trabalhando também. Eu consigo ter uma vida equilibrada, tenho os meus hobbies, eles me equilibram muito. Eu tiro férias todos os anos – uma semana no início e outra no meio do ano, viajo um feriado ou outro, vou esquiar. De qualquer lugar do mundo eu consigo participar de tudo, acompanhar tudo, consigo ver todas as coisas.

É tão simples, hoje, a presença virtual. O fato de estar presente, hoje, não é mais essencial. E eu não me recuso a fazer um conference call quando estou de férias, por exemplo. Eu trabalho nas férias: vou me divertir mas, no final do dia, dou uma olhadinha se tem alguma coisa, se alguém precisa falar comigo.

Você é um gestor que delega tarefas para os seus colaboradores?

SERGIO HERZ: Sim e não. Para mim, liberdade é uma coisa que se adquire. Se você tem um colaborador, um diretor, um gerente – qualquer pessoa que seja – que está fazendo um ótimo trabalho e mostra isso, ele tem toda a liberdade do mundo. Se tem um funcionário que está deixando de performar, que está fazendo alguma coisa que não está de acordo, então preciso acompanhar de perto. E, quando você acompanha de perto, de certa forma está controlando mais no dia dele.

Liberdade é uma conquista, ela não vem de graça para nenhuma pessoa na terra. Se você quer ter autonomia em qualquer cargo, quer ter que não prestar contas, conquiste isso.

A Livraria Cultura vende produtos, cultura ou experiência?

SERGIO HERZ: Nós vendemos serviços. Não vendemos cultura nem experiência e, sim, informação. A experiência, é claro, faz parte do serviço. Vendemos produto também porém esse produto não tem diferencial em relação ao produto do meu concorrente. Então o que faz o cliente comprar na Livraria Cultura e não no concorrente? Os serviços, pois eles vem com o valor agregado da comodidade, da conveniência, do atendimento, da experiência, da confiança na sua marca.

Não é mais o produto. As pessoas se identificam com a empresa.

Como a inteligência artificial está sendo utilizada na empresa?

SERGIO HERZ: Eu preciso hoje muito mais de gente que saiba lidar muito bem com números, que saiba fazer algoritmos e projetar análises do que de gente que faça ações criativas. Porque as peças criativas são resultado de pesquisas que utilizaram o critério de adequação a determinado público. Existe uma análise científica que justifica as ações, só depois de determinada essa ação é que o criativo recebe o briefing para desenvolvê-la.

O marketing, por exemplo, deixou de ser baseado em uma hipótese. Quando alguém sugere uma ideia, perguntamos: ela pode ser comprovada com números? Se sim, colocam em prática. Não acredito mais nesse marketing sem profundidade, sem dados, sem metodologia.

E o processo de permitir aos fornecedores reporem os estoques?

SERGIO HERZ: Esse é o meu sonho. A Livraria Cultura funciona como uma unidade de negócios. Assim, esse estoque vai tanto para as vendas digitais quanto para as físicas. Estamos começando o processo com alguns fornecedores. Mas, para que isso aconteça de maneira ampla é necessário fornecer informações internas da Livraria Cultura para os nossos fornecedores. Nesse momento, eles estão aprendendo sobre os nossos consumidores e nos ajudando a formatar esse processo.

Em algum tempo, não precisaremos mais olhar para isso, não teremos a necessidade de manter um departamento de compras pois os próprios fornecedores farão a gestão do estoque – e de maneira mais eficiente do que conseguimos fazer internamente.

Por isso, passamos as informações dos nossos clientes – perfil social e de consumo, previsão de demanda, precificação, promoção, o que esses consumidores estão falando nas redes sociais, avaliações de produtos da internet – e todo o tipo de informação que possa contribuir para a reposição eficiente do estoque.

Relacionamento com o cliente é fundamental ou poderá ser substituído pela tecnologia?

SERGIO HERZ: O contato pessoal é sempre importante e nunca deixará de ser, porém a maneira como as pessoas interagem vai mudar. Se um vendedor, por exemplo, estiver mal humorado, não for simpático, essa postura irá influenciar na maneira como o consumidor percebe a marca.

A questão do interpessoal continuará existindo.

Quais são os seus projetos para os próximos anos?

SERGIO HERZ: Nosso principal objetivo, agora, é passar essa crise e sair fortalecido. Mas a crise não vai passar em “meses” não.

É difícil falar o que estaremos fazendo daqui três anos, porque o varejo tem passado por muitas mudanças. Estamos desenhando uma estratégia para os próximos três ou cinco anos muito aderente ao que acreditamos sobre mudança do consumidor.

O papel da loja física vai se transformar muito, muito mais do que estão falando. Eu não acredito que a quantidade de lojas físicas existentes nos grandes centros está adequado – é um número muito maior do que o necessário, isso falando do Brasil todo, de grandes cidades onde a Livraria Cultura está localizada. Não faz sentido nenhum para mim.

Num exemplo local, em São Paulo: do Shopping Morumbi ao Shopping Vila Lobos são 10 km onde estão instalados oito shoppings, todos eles voltados para o mesmo público (Classe A/B e C+). E essa é a classe que mais compra online, a que mais viaja. Ou seja: ela está pegando parte da renda e gastando em outro lugar, que não nos shoppings ou no varejo físico.

Não existe espaço, mais, para tantas lojas porque parte do consumo vem do online. E, não tenho dúvidas, a tendência é que o consumo online cresça ainda mais. Por isso a nossa estratégia é o fortalecimento do canal online; ter critério rigoroso quanto à abertura de novas lojas e melhorar o que já fazemos na loja, melhorar a experiência.

Estamos modelando nossa estratégia tendo no varejo digital o catalizador de crescimento, partindo do princípio que o varejo físico está disputando o tempo livre da pessoa. Talvez, o “tempo livre” seja o ativo mais importante da pessoa e onde ela decide passar esse tempo é uma decisão muito importe. Se ela decide ir até uma loja da Livraria Cultura a compra passa a ser uma consequência. Porque, se o objetivo fosse, apenas, comprar um produto, o cliente poderia fazê-lo online e receber em casa.

(Entrevista publicada, originalmente, na Revista Alshop 247)

Vending Machines: para todos os segmentos do varejo

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Além dos refrigerantes e snacks, vending machines têm potencial de movimentar mais de R$ 1 bilhão

Acessórios para celular e outros gadgets, cosméticos, livros, flores e guloseimas: as possibilidades são quase infinitas quando falamos de vending machines. São mais de 80 mil máquinas instaladas em todo o Brasil – com potencial para movimentar cerca de R$ 1 bilhão em 2016. E esse número não chega nem perto do observado no Oriente, onde existe uma vending machine para cada 23 habitantes (aqui a proporção e 1/2500). Porém, o mercado cresce rapidamente, conquistando diversas marcas.

Um exemplo é a startup i2GO, startup especializada em acessórios para celulares – que começa sua expansão por máquinas e já possui 5% dos seus mais de 5.000 pontos de venda nesse modelo. “Nossas 12 máquinas estão estrategicamente instaladas em aeroportos e estações de metrô. Nossos produtos têm o apelo da necessidade também. Escolhemos esses pontos para facilitar a vida do consumidor que precisa de um carregador de emergência, de uma bateria extra, de um fone que quebrou no meio do dia”, conta Marcelo Castro, um dos fundadores da empresa.

A previsão da marca é instalar mais sete maquinas ainda esse ano e chegar a 30 em 2017. “Quando falamos de vending machines, estamos falando de uma tendência natural do consumidor, mas que ainda carrega algumas barreiras no Brasil. Aqui, as pessoas ainda se sentem desconfortáveis em comprar sem conversar com o vendedor, sem poder tirar dúvidas. Por isso, em todas as nossas máquinas, disponibilizamos um serviço de pós venda, através de nosso SAC, email e Whatsapp para atender a dúvidas dos clientes em tempo real”, explica Castro. A empresa teve faturamento de R$ 12 milhões em 2015.

Variando os canais de vendas

A Nutty Bavarian é outro exemplo de empresa que investiu nas vending machines. Com duas máquinas instaladas em shoppings e estações do metrô, a marca optou por equipamentos customizados – e que aceitam pagamento com cartão de débito ou crédito. Caso tenha alguma dúvida ou problema, o cliente pode acionar o suporte da Nutty por meio de um telefone conectado ao equipamento.

“Nossa ideia com essa solução é possibilitar a venda de nossos produtos em locais onde não conseguimos operar com quiosques tradicionais. Para chegar no atual modelo, o desenvolvimento do robô e testes da Nutty Machine levaram dois anos. Nosso objetivo foi deixá-la bem próxima ao layout de nossos quiosques, com os barris decorativos do lado de fora, cores que remetem à marca, visual atrativo e humanizado”, diz Adriana Auriemo, diretora da Nutty Bavarian.

Depois de disponibilizar a linha “Sou” por meio de catálogos, lojas próprias, comércio eletrônico, farmácias e assinatura, a Natura instalou seis máquinas temporárias com produtos da linha em shoppings, estações do metrô, na Universidade Mackenzie e no Aeroporto de Congonhas.

Essa distribuição em diversas localidades comprova o potencial das máquinas, que tem custo baixo – cerca de R$ 25 mil, ou contrato de aluguel por 24 meses, a R$ 1400 mensais. Quem compra ou aluga uma máquina tem ainda de definir o ponto onde ela vai ser colocada. O Metrô, por exemplo, cobra aluguel mensal de R$ 1.500 de cada máquina em suas estações.

Para as crianças

A Mr. Kids está no segmento de vending machines desde 2009. E, mesmo com a concorrência dos pagamentos digitais, a marca opta pelo uso de equipamentos mecânicos, acionados por moedas. A rede teve faturamento de R$ 4 milhões no ano passado, conta com mais de 130 franqueados – e 3500 máquinas espalhadas por todo o país – oferecendo brinquedos e doces para o público infantil e adolescente.

“Eles não resistem. Como nós estamos antenados no que é moda e faz sucesso entre o público infantil, como bolinhas, adesivos, chaveiros e outros, com personagens de novelas infantis, desenhos animados, super heróis e diversos produtos colecionáveis, as crianças se sentem à vontade para realizar a compra sozinhas, sem a ajuda dos adultos”, explica Antonio Chiarizzi Jr, fundador do Mr Kids.

Mercado em ascenção

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Petland é exemplo de franquia que cresce alavancada por fatores como conteúdo e experiência

A Petland é uma empresa americana que está presente em 19 países. A marca chegou ao Brasil em maio de 2014 e já é líder na categoria de franquias, com presença em sete estados. Um dos diferenciais é a oferta de formato de lojas: é possível ter uma "Petland" de 80 até 1000 metros quadrados, instalada em ruas ou em shoppings, com público do perfil A, B, C, D, periferia e qualquer outro. O segredo?

"Nossa operação tem dois pilares principais: transmitir informações de qualidade aos visitantes e a experiência de compra", afirma Rodrigo Albuquerque, master franqueado da Petland no Brasil.

Ele explica que os consumidores não querem só comprar um produto: querem aprender mais sobre o animal de estimação. Por isso, a operação se torna um ponto de destino dentro do shopping e aumenta o tempo de permanência dos consmidores nas lojas. Sobre o ponto "experiência", Albuquerque lembra que Petland vem de Disneyland.

"A Disney cresceu provocando experiências nas pessoas que visitavam os parques. Aqui fazemos igualzinha, nossa inspiração é essa". Assim, cada loja tem um espaço reservado para os visitante interagirem com os pets – nenhum dos animais é exposto na vitrine. "Essa área de convivência vai muito de encontro com o futuro do shopping, que é ser um centro de entretenimento e diversão", completa o empresário.

No México, as operações em shopping da Petland são as de maior rentabilidade por metro quadrado da rede no mundo. E é esse resultado que Albuquerque quer atingir no Brasil. "Estamos inaugurando nossa segunda operação em shoppings. Acredito que ela combina muito bem com o empreendimento e com esse conceito de entretenimento, porque a pessoa não vai a uma loja da Petland para comprar, ela vai para brincar", comenta.

"O shopping precisa de um petshop no mix, até porque o animal de estimação já virou filho e é isso que vem impulsionando o setor pet a crescer, inclusive num Brasil onde o varejo fecha lojas", completa animado.

Vale lembrar que a rede é líder em comercialização de animais no mundo mas também atuam fortemente em adoções. "Trabalhamos com venda, com adoção, com cachorros de raça e sem. O intuito é diversão", finaliza Albuquerque.

Quer saber mais sobre o modelo de negócios e os resultados da Petland? Conhecer cases de empreendedores que apostaram nessa franquia? Confira o webinar exclusivo do Rodrigo Albuquerque para a Alshop. Para se inscrever, envie um email para imprensa@localhost

Expectativas para a inflação e o PIB foram novamente revisadas para baixo

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Mantendo a tendência das últimas semanas, as projeções para a inflação e o crescimento do PIB deste e do próximo ano foram mais uma vez revistas para baixo na última semana, segundo as estimativas coletadas até o dia 23 de junho e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. As expectativas para o IPCA recuaram de uma alta de 3,64% para outra de 3,48% para 2017 e passaram de 4,33% para 4,30% para 2018. A mediana das projeções para o crescimento do PIB, por sua vez, também foi calibrada de 0,40% para 0,39% para este ano e de 2,20% para 2,10% para ano que vem. Sem alterações em relação às últimas semanas, a mediana da taxa Selic permaneceu em 8,50% para o final de 2017 e de 2018. Por fim, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio foi ajustada de US$/R$ 3,30 para US$/R$ 3,32 para o final deste ano e seguiu inalterada em R$/US$ 3,40 para o final do próximo ano.

Expanda as fronteiras

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Internacionalizar a franquia é um caminho para fugir de instabilidades econômicas – e conquistar novo(s) mercado(s)

Os dados de crescimento do setor de franquias ratificam o profissionalismo e dedicação com que as marcas e franqueados enfrentaram o desafiador cenário econômico brasileiro no ano que passou. Essa situação complicada, inclusive, levou algumas marcas a repensarem a sua estratégia e, ao invés de continuarem a expansão em solo brasileiro, atravessar as fronteiras e ganhar o mundo!

Números “globais”

A Federação Dom Cabral, importante escola de negócios brasileira, acompanha de perto a atuação dessas empresas. Anualmente, a entidade prepara o Ranking de Internacionalização de Franquias Brasileiras, a partir da consulta a 64 organização – 14 delas atuam no exterior por meio de franquias, o restante são multinacionais brasileiras.

O Ranking revela que há empresas brasileiras em todos os continentes, em 99 países – sendo os EUA aquele com a maior concentração dessas empresas. Em seguida, estão os países da América do Sul (Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai e Paraguai). A China, distante física e culturalmente do Brasil, aparece como o 5º país que mais recebe empresas brasileiras.

De acordo com a pesquisa da ABF, atualmente 138 marcas nacionais operam fora do Brasil, em 61 países. Deste total, 130 possuem unidades e 12 são exportadoras (8 apenas exportam e 4 também possuem unidades lá fora), enviando seus produtos para 80 destinos em todo o mundo. Em 2015, eram 134 redes presentes em 60 nações.

No ano passado, 14 novos países passaram a contar com operações de redes brasileiras: Antígua e Barbuda, Congo, Dominica, Granada, Ilhas Virgens Britânicas, Índia, Israel, Jamaica, Jordânia, Marrocos, São Cristóvão e Neves, Suriname, Tailândia e Turquia. Além disso, 11 marcas brasileiras se internacionalizaram: Acaí Concept, Arquivar – Gestão de Documentos, Colchão Inteligente – Postural, Fast Acaí, Guia-se Negócios pela Internet, Limpidus, Nutty Bavarian, Ronaldo Academy, Sergios, Socila e UPTIME – Comunicação em Inglês.

O estudo da Fundação Dom Cabral elenca, com base nos dados sobre unidades franqueadas, receita de royalties e taxas e receita de vendas de produtos franqueados no exterior as seguintes marcas: Localiza, iGUi Piscinas, Dudalina, Fábrica de Chocolate, Giraffas, Carmen Steffens, Magrass, Puket, Hering e Vivenda do Camarão.

De todas as marcas entrevistadas, 78% acreditam que o ato de internacionalizar ajuda a “diminuir a dependência do mercado brasileiro e a reduzir os riscos do negócio”, declara o pesquisador do Núcleo de Estratégia e Negócios Internacionais a Dom Cabral, Sherban Leonardo Cretoiu.

Ele reitera que o “dinamismo do mundo globalizado, a velocidade na realização de negócios e a crescente interdependência entre os países têm imposto às empresas o desafio de tomar decisões que contemplem vários cenários e culturas, considerando variáveis que possam afetar o desempenho de seus negócios”, diz.

Estudando o terreno

Em comum, ambos os relatórios destacam que segmentos mais internacionalizados do franchising brasileiro são Moda, com 27,5% de participação, seguido de Alimentação (15,9%) e Saúde, Beleza e Bem-Estar (14,5%). E que os EUA ainda são o destino mais procurado pelas marcas.

Esse aumento das marcas brasileiras nos Estados unidos tem, por parte das franqueadoras, objetivo inicial de testar a operação num mercado atraente e altamente competitivo. Mas é necessário estudar esse, e qualquer outro mercado, efetivamente antes de iniciar a internacionalização.

A Vivenda do Camarão, empresa criada há 33 anos e presença constante nas praças de alimentação do país, tentou seguir o mesmo caminho e "fazer a América". Seu fundador, Fernando Perri, conta que imaginava que os seus produtos fariam bastante sucesso nos EUA, pela qualidade e pelo sabor.

"Não fizemos uma pesquisa de mercado adequada sobre os hábitos de alimentação e consumo dos americanos", lamenta Perri. Ele conta que, depois de montar as operações "internacionais", perceberam que as Praças de alimentação norte americanas não têm a mesma variedade de opções – e que o público leva de 5 a 10 minutos para fazer a refeição. Logo, a Vivenda não entrou no radar do consumidor. "No jantar, eles gostam de ir a restaurantes tradicionais, de rua. Ficamos sem nicho de mercado", explica o empreendedor.

Mesmo depois dessa decepção, Perri persistiu na internacionalização da marca. Atualmente, a Vivenda do Camarão tem operações em Portugal, por meio de um master franqueado. "Os Europeus têm hábitos de alimentação mais parecidos com o nosso, são mais lentos", assegura.

Nova tentativa

A nova frente de expansão da marca é bem mais ousada. Em processo de negociação com um master franqueado chinês, Perri se anima com a expectativa da nova empreitada. Isso porque, devido ao tamanho continental do país e a densidade da sua população, a Vivenda chegará à China com algo em torno de 400 operações – número 60% maior do que as operações que mantêm hoje no Brasil.

"Quando iniciamos essa negociação com o mercado chinês fizemos uma grande pesquisa, tivemos muitas conversas e verificamos hábitos e costumes", enumera Perri, até para evitar o mesmo equívoco cometido nos EUA. "Apesar das diferenças, o tipo de refeição que eles consomem são mais semelhantes às nossas. E eles são alucinados com marcas estrangeiras", reitera o porta-voz da marca.

E há outros fatores favoráveis: a população, de 1.357 bilhões de pessoas, tem uma classe média-alta 40 vezes maior do que a anotada no Brasil. No mínimo, 800 milhões de chineses têm poder aquisitivo para fazer as refeições fora de casa, contra 20 milhões de brasileiros.

Perri lista outros benefícios em internacionalizar a sua franquia. Uma delas é fugir do protecionismo encontrado no próprio Brasil – e na Europa também – quanto aos ingredientes e insumos preparados na cozinha central. A legislação também não é problema: menos burocrática, permite a concretização do negócio sem sobressaltos.

Para o diretor de internacionalização e franquias da Alshop, Ricardo Camargo, “a maior profissionalização, o aumento da competitividade entre as empresas, com a vinda de redes estrangeiras para o Brasil, também têm contribuído para a expansão internacional das marcas brasileiras. E o que podemos observar também é que há certa mudança na cultura exportadora do Brasil, um país que por ter um mercado interno muito grande somente há poucas décadas começou a mirar o exterior”.

América do Sul

A expansão das marcas pela América Latina e países de língua portuguesa é outra vertente em alta – e está relacionada tanto à localização geográfica quanto à similaridade do idioma. E um dos países de maior destaque é o Paraguai, que já abriga diversas redes brasileiras.

Camargo, aposta nesse caminho. “A decisão empresarial de expandir as atividades a outros países e continentes tem se revelado particularmente importante em períodos adversos da economia brasileira, oferecendo às empresas a possiblidade de garantir resultados, lucratividade e competitividade a partir das operações no exterior”, avalia.

Para ele, Colômbia, Peru, Paraguai, Chile, Argentina e Bolívia, nessa ordem, são os que oferecem as melhores oportunidades para as franquias brasileiras expandirem as suas fronteiras. Camargo reitera que marcas como Hering, Vivenda dos Camarões e iGUi como exemplos a serem seguidos e indica os segmentos que melhor recebem as marcas brasileiras: têxteis, calçados, alimentação e beleza & saúde.

Se analisado “em bloco”, pode ser interessante considerar a América Central.

Camargo ressalta: “antes de iniciar o plano de internacionalização da franquia, certifique-se de que a sua marca pode ser registrada naquele país”. Tomado esse cuidado, é simples levá-la aos outros países. O franchising só é regulamentado em poucos países – Brasil, EUA, Argentina e França possuem leis específicas. “Nos outros mercados, os cuidados necessários, além do estudo de comportamento e consumo, são os contratos. Fora isso, o importante é vender”, pontua.

Fim de semana no shopping

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Frio e tempo seco convidam para programas mais "internos"

Com a chegada do inverno, as frentes frias ficam mais constantes. Vento, ar seco, temperaturas baixas são um convite para ficar "em casa", debaixo do cobertor. Mas por que não trocar o conforto do seu lar pelo conforto de um shopping?

Os malls oferecem diversos programas para toda a família, em um ambiente seguro, com temperatura agrável e a oportunidade de se divertir sem as intempéries da estação mais fria do ano.

Quer algumas sugestões?

Animais

O Super Shopping Osasco recebe, nesse sábado, a ex-BBB Vanessa Mesquita. Vencedora da edição 2014 do programa, Vanessa participará Feira Vegana Solidária, que o empreendimento promove quinzenalmente.

O evento defende causas voltadas à sustentabilidade, aos direitos humanos e dos animais e é realizado em parceria com o Instituto Surya Solidária e apoio da ONG Bendita Adoção, o evento traz opções de cosméticos veganos, produtos artesanais, souvenires e pratos doces e salgados com ingredientes de origem vegetal sem glúten. A ONG Pet Van participa durante todo o final de semana com a venda de camisetas e bijuterias para arrecadação de valores que serão revertidos em doações.

“Reforçamos sempre nossa atenção e cuidado com os animais, então trouxemos opções culinárias e artesanais para quem pratica o veganismo e para aqueles que tem curiosidade em aprender mais sobre o estilo de vida”, explica Janice Mendes, gerente de Marketing do SuperShopping Osasco, primeiro shopping center do país a inaugurar um pet lounge.

Música e atividades kids

Já no Shopping Metrô Tucuruvi é possível curtir a programação cultural, gastronômica e o espaço recreativo para crianças até o dia 30 de junho. O evento tem entrada gratuita e acontece no Piso Plataforma.

As opções gastronômicas são: República do Hot Dog, com cardápio assinado pelo chef Henrique Fogaça; Carrito Mexicano; Empório Gaúcho; Confeittos; Los Mendozitos; Saj, renomado restaurante árabe de São Paulo; Sonheria Dulca; Fish Bone, com sushi e temaki em potes; Bike Cervejeiro; e TapiocaFest.

Nessa sexta, a programação musical conta com o Grupo Choro de Mesa às 19h. No sábado (24), haverá contação de histórias, oficinas de super-herois e princesas, escultura com balões, teatro e bonecos e show com o grupo The Original Wallies Band. No domingo (25), mais contação de história e apresentaçãodo Soul Trio.

Escolha a sua programação preferida e curta o final de semana no shopping!

Habib´s amplia cardápio “de negócios”

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Grupo oferece novos formatos de investimento com completa estrutura de apoio ao franqueado

Sempre apostando em inovação, qualidade, variedade e preços acessíveis, o Habib´s amplia o cardápio: além das bib´sfihas, quibes, coxinhas e massas oferecidas nas lojas Habib´s e Ragazzo o grupo traz novidades para quem quer fazer negócios.

Para a marca Habib´s o franqueado tem quatro opções de lojas: Rua, Select, Shopping Praça de Alimentação e Shopping Restaurante) e, para Ragazzo, três tipos de restaurantes (Rua, Shopping Praça de Alimentação e Shopping Restaurante).

Todas eles se adaptam a diferentes perfis de investimento e, também, de pontos comerciais, e são oportunas para cidades grandes ou pequenas, shopping centers e ruas comerciais. Sim, todos podem ter uma unidade do Habib´s e Ragazzo da mesma maneira que todos podem consumir sua ampla gama de produtos.

Outra vantagem para o investidor é que todos os formatos de loja atendem aos clientes que querem fazer a refeição no salão, no balcão ou levar os produtos para viagem, seja via Drive-Thru ou Delivery, que tem um avançado sistema em operação em todo o país.

As novidades foram apresentadas na ABF Franchising Expo e podem ser conferidas no Portal de Negócios da Alshop. Vale lembrar que o Grupo Habib’s conta, que com as marcas Habib’s, Ragazzo, Ragazzo Express e Tendall Grill (rede de churrascarias), soma mais de 480 unidades em 18 estados brasileiros. Por ano, são vendidas, no Habib’s, mais de 680 milhões de Bib’sfihas e, no Ragazzo, 79,3 milhões de coxinhas.

Aos restaurantes, somam-se empresas de serviços, centros de distribuição e unidades industriais que compõem uma megaestrutura, exclusivamente, dedicada ao apoio, desenvolvimento e expansão do negócio.

Sem brincadeira

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CEO da RiHappy fala sobre o mercado de brinquedos

Em março de 2012, a Ri Happy teve 85% das suas ações adquiridas pelo The Carlyle Group, gestor global de investimentos alternativos. Três meses depois, anunciou a compra da PBKids, então concorrente direta. À frente das negociações estava Hector Núñez, executivo que tornou-se CEO da companhia.

Formado em Administração de Empresas pela Florida International University, com MBA pela mesma Instituição, Desenvolvimento Executivo pela Wharton Business School e pela Tuck School of Business, o executivo já foi presidente do Walmart Brasil e ocupou cargos de liderança na Coca-Cola, Del Valle e Hertz, tanto no Brasil quanto no exterior.

O senhor tem vasta experiência no varejo, à frente de grandes companhias. Como vê o mercado atual? Quais são os principais desafios que se apresentam aos varejistas?

Hector Núñez: Eu diria que o Brasil vive um ano diferente no movimento do varejo, com questões setoriais e mais desafios do que os apresentados em anos anteriores, numa economia que vem desacelerada desde abril e maio. É necessário aumentar a confiança do consumidor, trazer mais gente para dentro da loja, criar novos valores – como grandes mercadorias, que despertem o desejo – e tornar a compra mais frequente. A frequência é o ponto mais importante nesse momento de desaceleração.

O segmento de brinquedos é altamente sazonal, com grande parte das vendas concentradas entre o dia das crianças e o natal. Essa sazonalidade chega a ser um problema?

Hector Núñez: Essa sazonalidade gera vendas concentradas, mas nos preparamos com pessoal adicional e com programas de marketing constante para maximizar as vendas nesse período. Entretanto, todo dia tem aniversários, festinhas e outras atividades que requerem brinquedos. Os brinquedos têm aspecto funcional no desenvolvimento das habilidades motoras e educacionais das crianças. Assim, vendemos muito bem durante todo o ano.

A Ri Happy cresce cerca de 12% ao ano, há 10 anos. Ainda notamos uma baixa penetração de brinquedos nessa classe emergente e percebemos que podemos crescer 10% a mais nesse público. Acabamos de vivenciar um momento muito especial, o Dia das Crianças, e podemos afirmar que os pais podem até “se apertar” mas que não deixam de presentear os filhos.

Antes de assumir o comando da RiHappy, o senhor participou das negociações para a aquisição da companhia. Como foi esse período?

Hector Núñez: Liderei o processo junto com o fundo Carlyle, na parte de inteligência. Tive atuação ativa nesse processo. Nossa sorte é que adquirimos uma empresa boa, com uma marca consolidada, que foi bem administrada. Ela continuará em constante crescimento – nossa intenção é acelerar o crescimento da Ri Happy e levá-la a outro patamar.

A Carlyle adquiriu a Ri Happy, e a Ri Happy comprou a PBKids. A ação foi tomada porque percebemos que o segmento de brinquedos estava bastante fragmentado. Agora, temos que consolidar a operação das marcas para nos tornarmos o maior varejista especializado em brinquedos do Brasil.

(Entrevista Publicada originalmente na edição 218 da Revista Alshop)

Revista premia as melhores franquias do Brasil

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Afiliadas da Alshop estão entre as vencedoras

Billy the Gril, Chilli Beans, Depyl Action, Imaginarium, McDonalds, Puket e

Rei do Mate foram algumas das 30 vencedoras do prêmio “Melhores Franquias do Brasil 2017”, realizado pela revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, na noite de 20 de junho. A premiação elencou as empresas que atingiram a cotação cinco estrelas – aquelas que conquistaram excelência nos quesitos qualidade, desempenho da rede e satisfação do franqueado.

A Depyl Action, rede de franquias pioneira em depilação no Brasil, recebeu a homenagem no segmento de saúde e bem-estar, conquistando a classificação cinco estrelas, mais uma vez. É a oitava vez que a marca está presente entre as dez melhores franquias do segmento e a quarta vez consecutiva que recebe a classificação 5 estrelas no ranking (2014-2017).

Danyelle Van Straten, Diretora Executiva da Depyl Action, acredita que estar entre as vencedoras e ser destaque do segemtno são motivos de orgulho, e serve como um reconheicmento ao trabalho desenvolvido nos últimos 20 anos.

Nascida em 1996, a rede conta com 100 lojas no Brasil e duas na Venezuela e recebe cerca de 6 mil clientes por dia. E é por entender que a depilação é um ato de autoestima e de cuidado, que a empresa oferece os melhores métodos e serviços para homens e mulheres.

Sobre o Prêmio

A cerimônia de nomeação dos vencedores aconteceu no espaço de eventos Villa Vérico, em São Paulo, e contou com a participação de 60 marcas franqueadoras que chegaram à excelência.

“O prêmio é um reconhecimento ao setor e principalmente aos empreendedores de um mercado tão concorrido. Os vencedores fazem o franchising brasileiro ser destaque no mundo inteiro”, diz Sandra Boccia, diretora de redação de Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

A Megamatte foi eleita a "Franquia do Ano" e a Ensina Mais conquistou o título de "Microfranquia".

Danyelle Van Straten – Diretora Executiva da Depyl Action