Varejo tecnológico

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Mais do que um revolução, a tecnologia passa a ser peça-chave no varejo e nos shoppings

Enquanto acompanhamos os debates sobre as reformas tributárias e trabalhista, talvez um dado específico tenha perdido nossa atenção: o das vendas no e-commerce. Embora o número, no Brasil, não chegue a 5% de tudo o que é comercializado, podemos usar outros filtros mais significativos – como da Magazine Luiza. A rede anunciou que as vendas online, em 2016, chegaram a 25% do total. Ou seja: um de cada quatro produtos foram vendidos digitalmente.

Mas não é só essa reforma tecnológica que precisa ser implementada: os shopping centers e grande parte das lojas mantem operações muito semelhantes há mais de 20 ou 30 anos. Softwares de gestão, aplicativos, tecnologias para o ponto de venda: há muitas opções para modernizar o setor e, ainda, aproximá-lo do consumidor, cada vez mais conectado e assertivo em suas compras.

Gestão e Educação

A Intranet Mall é uma plataforma que integra a administração de shoppings e seus lojistas. Utilizada por mais de 110 centros de compras em todo o Brasil e contemplando mais de 20 mil lojistas como usuários, permite um total controle das atividades e comunicações com cada loja, através de um sistema intuitivo, possibilitando uma interação com o lojista de forma automatizada e online. Todos os processos manuais, planilhas e formulários impressos são substituídos, garantindo redução de custos, economia de recursos e aumento da produtividade da equipe interna do empreendimento. “São mais de 3,5 milhões de folhas economizadas nos processos gerados através da ferramenta”, resume Cassiano Antequeira.

Ele explica que “a busca por agilidade e praticidade nos processos entre a administração e os lojistas de shopping é um dos principais objetivos no funcionamento do Intranet Mall que, em contínua evolução, reduz cada vez mais a burocracia, tempo de resposta e utilização de recursos, o que impacta na redução dos custos dos processos”, diz.

Também estão lançando o Mall Play, um canal com conteúdo exclusivo para lojistas e funcionários de lojas, que tem como objetivo impactar 100 mil colaboradores de lojas em shoppings de todo o Brasil. “Com conteúdo desenvolvido pela Alshop Educacional, o canal apresentará aos lojistas e colaboradores dicas e conceitos do varejo de shopping center, com o objetivo de qualificar e melhorar a mão de obra nos centros de compras”, explica. "Nós precisamos ter experiências para tentar inovar nesse mercado porque essa onda digital não vai parar", ressalta Antequeira, que prepara o lançamento de outras soluções – com opção de compra online diretamente do shopping mais próximo, emissão de cupons de desconto e vitrine virtual – ainda para 2017.

Modelo de vendas

Atenta às transformações no comportamento de compras, a TOTVS reuniu diversas soluções tecnológicas na “Loja do Futuro”. Instalada em sua sede, a loja coloca em prática a evolução e une o ambiente físico ao digital. “Somamos as experiências de importantes aquisições e criamos algo melhor e único. Estamos mostrando o resultado dessa consolidação e que somos, não só líder em tecnologia, mas também o parceiro na transformação digital dos nossos clientes”, explica Ronan Maia, vice-presidente de Distribuição e Varejo da TOTVS.

Por meio de diferentes tecnologias, é possível vivenciar uma nova forma de consumo, baseada em uma melhor experiência para o público. O objetivo é mostrar ao setor que há muitos recursos a serem explorados e que todos já estão disponíveis e ao seu alcance. As seis “experiências” formatadas nessa loja são:

  • Click & Collect – É uma experiência multicanal. Por ela, o cliente faz o pedido por meio da plataforma TOTVS e-commerce; escolhe a loja para a retirada inserindo um CEP, para encontrar o local mais próximo, e busca a mercadoria no ambiente físico.
  • Totem interativo – Totens de autoatendimento são usados de várias formas no varejo, desde catálogo de produtos até informações para serviços da loja e relacionamento. Nessa solução, o consumidor poderá se cadastrar no programa de fidelidade, inserindo dados básicos e preferências de consumo.
  • Sensor de presença – É uma experiência de boas-vindas. O consumidor, após instalar o aplicativo da loja no seu smartphone, é identificado assim que entra na loja. Os vendedores, então, recebem uma notificação com as informações do cliente e sugestões de produtos para apresentar. Desta forma, a equipe de vendas já sabe antecipadamente o perfil deste consumidor e a melhor forma de atendê-lo.
  • Mesa Interativa – É um monitor sensível ao toque que interage com o cliente. Nele, é possível reproduzir filmes, comerciais, elaborar algum tipo de jogo ou aplicativo de entretenimento, atuar como central de informação, entre outros. O objetivo desta experiência é o consumidor interagir com a loja, escolhendo os produtos de sua preferência de forma inovadora e com acesso a um conjunto de informações ricas.
  • Gestão de preço – Nessa experiência, a comparação entre os preços da loja, online e física, e da concorrência estão em um tablet, com acesso rápido aos indicadores de faturamento, venda e top ranking de produtos (mais e menos vendidos). Com base nessas informações, o gestor tem uma visão clara de quando seus preços estão mais caros que a concorrência e, a partir disso, pode decidir por diferentes ações comerciais, com atualização automática das etiquetas eletrônicas. É uma experiência de gestão para a tomada de decisões de forma simples e ágil.
  • Pick & Go – Nessa última etapa da jornada, a experiência oferecida é a mais disruptiva e ousada de todas. A ideia é permitir que o cliente escolha um produto na loja e, com leitura do código de barras pelo celular, obtenha diferentes informações sobre o produto, além do preço, nota de satisfação e avaliações de outros clientes que já compraram aquele produto. Ele coloca o produto na cesta de compras, faz o pagamento com um clique e pode sair da loja sem, obrigatoriamente, ser abordado por um vendedor.

É a evolução tecnológica mudando os paradigmas da conversão no varejo. “A tecnologia é o menor problema do varejo”, afirma Maia. Segundo ele, as soluções já existem e podem ser usadas imediatamente para atender à realidade dos novos consumidores, unindo digital e físico, sejam tecnologias para mudar o jeito que o vendedor aborda os consumidores ou a forma como os gestores lidam com o negócio – e isso leva à personalização que o cliente quer.

“Sabendo de tudo isso, o que exatamente você está fazendo no planejamento estratégico anual do seu negócio? O comportamento e o perfil de consumo estão mudando… como você está contemplando isso?”, questiona o vice-presidente da TOTVS. "Temos descoberto que os clientes veem, entendem, mas ainda falta o passo inicial para começar a utilizar essas ferramentas para aumentar a conversão", finaliza.

Avanço feminino no franchising

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O segmento de franquias observa o crescente avanço da presença feminina. Elas são responsáveis por 51,2% dos novos negócios brasileiros, conforme levantamento da Global Entrepreuneurship Monitor, ou seja, respondem pela maior parte do empreendedorismo brasileiro.

A situação se mantém nos últimos 14 anos, período em que o número de empresárias subiu 34%, de acordo com levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. O faturamento de 75% das empreendedoras chega a R$ 24 mil por ano. Contudo, apesar de representarem uma parcela significativa no segmento empresarial, o desafio é conquistarem postos de comando em micro e pequenas empresas.

No caso do franchising, o equilíbrio já está próximo, pois 48,6% são franqueadas. Ainda de acordo com dados do SEBRAE, elas ocupam 43,2% dos cargos de gerência nas micro e pequenas empresas e o faturamento de franquias lideradas por elas cresceu até 32% a mais que nas gerenciadas por homens.

Estatísticas femininas

Estatísticas apontam que, entre as franqueadoras de marcas com maiores investimentos, 43% têm equilíbrio entre masculino e feminino, sendo que 20% são comandadas, predominantemente, por elas e 37%, por eles. No caso das redes com opção de microfranquia, apenas 33% demonstram equilíbrio entre os gêneros, com 25% sendo lideradas por elas e 42%, por eles.

Em relação à propriedade das redes, 46% das franqueadoras não têm presença feminina em cargos executivos, ficando restrita somente a 12% das lideranças. O levantamento ainda identificou que apenas 33% delas estão em função executiva, sendo 52% em cargo gerencial, 54% em supervisão, 36% no conselho e a maioria, 60%, em outras funções.

Os percentuais excluem colaboradoras das unidades próprias e franqueadas.

Jovens

A participação delas em cargos executivos é maior nas empresas mais novas: em franqueadoras com até cinco anos de mercado, respondem por 40% das funções executivas. Já, entre as redes com seis a dez anos, o índice é de 34% e, com mais de dez anos, formam 31% do corpo diretivo.

Ainda cabe reconhecer que elas são mais exigentes no processo de seleção para investimento em uma franquia. A avaliação considera o suporte e as ferramentas para operação; apoio na localização para instalação do negócio; segurança e estabilidade para competir no mercado e trabalho mais próximo da família.

A grande estratégia é que mulheres e homens trabalhando juntos somam expertise, complementam pontos de vista e garantem maior equilíbrio para gestão. Contudo, para chegar ao nível ideal, é necessário muito mais que focar em faturamento. Enquanto a sociedade não enxergar que é possível uma mulher comandar uma empresa, independentemente do porte, o esforço individual de cada empresária não será recompensado. É crucial um esforço para mudar hábitos. Reiteramos que, no mês delas: lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive no franchising.

Expectativas para a taxa de juros deste e do próximo ano foram revisadas para baixo

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As projeções para a taxa de juros deste e do próximo ano foram revistas para baixo, mesmo movimento verificado para o IPCA nos dois períodos e para a expectativa do PIB de 2017, segundo as estimativas coletadas até o dia 07 de julho e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. A mediana da taxa Selic recuou de 8,50% para 8,25% para o final de 2017 e passou de 8,25% para 8,00% para 2018. As expectativas para o IPCA recuaram de uma alta de 3,46% para outra de 3,38% para 2017 e de 4,25% para 4,24% para 2018. Já a mediana das projeções para o crescimento do PIB passou de 0,39% para 0,34% para este ano e permaneceu em 2,00% para o ano que vem. Por fim, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio permaneceu em US$/R$ 3,35 para o final deste ano e foi ajustada de R$/US$ 3,40 para R$/US$ 3,45 para o final do próximo ano.

Asfalto Expresso

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Sem concorrentes no mercado brasileiro, Único Asfaltos expande atuação

Já pensou em comprar asfalto? Não? Pois a Único Asfaltos é a empresa pioneira na comercialização de asfalto para pequenas e médias empresas. O produto, comercializado em sacos a partir de 25 Kg, tem o diferencial de poder ser aplicado em qualquer época do ano, com qualquer característica meteorológica. Há 15 anos investindo em inovação, tecnologia, gestão, massa asfáltica e treinamento de pessoas, a Único Asfaltos vem surpreendendo o mercado ao tornar o asfalto cada dia mais popular e principalmente de fácil manuseio.

A empresa, fundada por Jorge Coelho, já está presente em quatro países (63 cidades diferentes) e conta com 69 franqueados. Eles atendem a 3600 clientes dos segmentos de shopping center, condomínios, indústria de saneamento, postos de combustível e estacionamento. Algumas pequenas cidades também são clientes fixos e ativos desse negócio.

Fórmula ideal para os trópicos

"O Jorge já trabalhava nessa área. Em 2001, quis popularizar o uso de asfaltos no Brasil e passou a licenciar uma fabricante norte-americana", conta o diretor de marketing Helbert Rony Oliveira. Em 208, Coelho decidiu desenvolver um produto 100% nacional, fabricado em larga escala.

"Foi nesse momento que tropicalizamos o produto. Assim, nossa fórmula exclusiva, utiliza um aditivo químico que deixa o asfalto menos sensível e proporciona a fixação do produto mesmo nas condições mais adversas, como chuva e temperaturas elevadas", completa Oliveira.

E essa adaptação do produto à realidade brasileira trouxe efeitos imediatos: 3000% de crescimento do faturamento, com demanda 30 vezes superior à registrada nos primeiros meses de atuação. A partir daí foi formulado o modelo de franquias, em prática desde 2014. A empresa já conta com 170 franqueados – e pretende atingir 1200 até 2021.

De vendedor de coxinhas a Fera das Franquias

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De origem humilde, José Carlos Semenzato mergulhou no empreendedorismo e hoje comanda uma holding de franquias – a que ele chama de “aceleradora de negócios”

O paulista José Carlos Semenzato poderia ter ficado satisfeito com o império que construiu antes dos 30 anos de idade: a Microlins, rede de escolas de computação, que chegou a 700 franquias. Só de atingir esse sucesso, o jovem de família humilde de Lins, interior de São Paulo, já demonstraria uma trajetória e superações e conquistas. Entretanto, o desejo de sonhar alto e alçar voos ainda maiores culminou na criação da SMZTO Holding de Franquias Multissetoriais, hoje considerada a maior aceleradora de franquias do Brasil. O Grupo, sob o comando de Semenzato, fechou 2016 com mais de 700 unidades em operação das nove marcas que detém, anotando faturamento acima dos R$ 600 milhões.

Apaixonado por vinhos e por uma boa roda de viola, José Carlos Semenzato mantém um “cantinho” em Lins, embora viva em São Paulo. Gosta de viajar, especialmente por roteiros gastronômicos. Sócio de duas celebridades – Xuxa Meneghel e Gustavo Kuerten – acredita que a credibilidade dos sócios ajude a alavancar os negócios (além de garantir um garoto-propaganda com grande aceitação do público).

Mas a trajetória de Semenzato começou bem antes disso. Aos 13 anos, vendia os salgados e as coxinhas preparados pela mãe, dona Alzira. Com 16 anos, já era gerente de operação da copiadora onde passou a trabalhar. No ano seguinte, usou os conhecimentos obtidos no curso de computação para dar aulas – primeiro, numa escola de ensino Médio; depois, aulas particulares ministradas no computador emprestado pelo sogro. Assim, aos 23 anos inaugurou a primeira unidade da Microlins – negócio vendido depois por R$ 110 milhões ao Grupo Multi.

“Em 2008, estava em busca de um plano de saída, em busca de novos voos. Levei quase 10 anos para colocar a Microlins em pé e, mesmo sendo a empresa a que dediquei minha vida, sentia que precisava fechar um tempo para balanço. Por isso, a venda da minha empresa não foi o fim do meu sonho, muito pelo contrário: aquele empreendedor com uma trajetória sofrida estava recebendo uma oportunidade – um cheque para iniciar uma nova fase”, acredita.

A primeira aquisição a SMZTO Holding de Franquias Multissetoriais foi a L’Entrecôte de Paris, rede de franquias com a proposta de oferecer um prato único: o famoso entrecôte banhado em um molho secreto com 21 ingredientes e que leva 36 horas para ficar pronto, acompanhado de fritas e salada.

“Nossa proposta é oferecer experiência em alta gastronomia em 25 operações em todo o Brasil”, aponta Semenzato. Hoje, a SMZTO é sócia da apresentadora Xuxa Meneghel nas marcas Casa X e Espaçolaser e de Gustavo Kuerten na LifeUSA, além de somar outras cinco marcas em seu portfólio – entre elas, o Instituto Embelleze.

“O grande diferencial da holding é que nos tornamos sócios das marcas que aceleramos. Isso significa que acreditamos e apostamos nas nossas redes. Por isso, a SMZTO é a maior aceleradoras de franquias do Brasil e tem como missão oferecer ao mercado marcas sólidas para investimento e aos consumidores produtos e serviços de excelência”, ressalta.

Como o senhor resume a sua trajetória?

Esse é o meu maior orgulho, contar essa história sempre. Com 13 anos eu vendia coxinhas na periferia de Lins e, só anos depois, eu fui me entender como o maior vendedor de salgadinhos que a cidade já teve. Aos 23 anos eu entendi, realmente, a arte de vender – quando se é pequeno é difícil perceber suas habilidades e talentos, às vezes passamos uma vida inteira sem desenvolvê-los. Sem dúvida, encontrei o meu propósito bem cedo. Aos 15 anos fui fazer um curso de computação que culminou numa carreira na área de informática. Eu poderia ter passado a vida dentro de uma sala, dentro de um CPD (Centro de Processamento de Dados).

Provavelmente seria uma vida muito boa e eu ganharia dinheiro, mas não estaria tão realizado como estou por ser um empreendedor. Infelizmente não é todos mundo que tem o prazer de se encontrar naquilo que o faz feliz.

Eu me redescobri como empreendedor, como vendedor e como empresário.

Essas coisas a gente não consegue explicar: qual é a sua maior aptidão? Para que você veio ao mundo? Quais são os seus melhores dons? E acredito que eu tive a sorte de me encontrar.

Quanto dessa veia "vendedora" mantém hoje?

Hoje eu estou com as habilidades mais desenvolvidas para o lado da gestão. Mas o grande empreendedor não perde nunca esse talento natural para as vendas, não perde a criatividade. Ainda mantenho a habilidade natural de surgir com boas ideias – seja nas reuniões do conselho ou na avaliação de algum projeto.

O empreendedor tem de fato a visão aguçada do futuro. Acredito que foi isso que aconteceu na minha vida: até 1991 eu era programador e analista de sistemas, era professor de computação no segundo grau; até que despertei para a vida empreendedora.

De onde veio o start para ser empreendedor?

O start veio muito da inspiração dos cursos de final de semana que eu fazia, dessa experiência na sala de aula, do desenvolvimento de sistemas, quando eu percebi que havia uma lacuna na área de computação.

E como uma escola de computação virou uma holding de franquias?

Passaram-se 18 anos. Nesse interim, montei uma escola de beleza também, o Instituto Embelleze. Em 2010 entendi que era o momento de “fechar para balanço”, porque recebi a proposta de vender aa Microlins. Resolvi levar a minha expertise e a experiência no setor de educação para outras áreas, como alimentação, saúde, estética.

Assim, nasceu a Holding SMZTO, hoje com nove marcas. Algumas delas já estão maduras enquanto outros estão em processo de lançamento ou expansão. Continuo bastante atento às novidades do mercado, buscando alternativas para acelerar o mercado de franquias.

Nesses anos de holding ficou claro que atuamos como uma aceleradora de negócios que já tenham sucesso, mesmo que a marca tenha apenas uma unidade.

O exemplo claro disso é o L’Entrecôte de Paris: começamos com uma unidade pequena em 2011; em 2012, iniciamos a expansão por franquias e, hoje, são 22 restaurantes em todo o Brasil. com muito sucesso. Outra experiência bastante interessante é com a OdontoCompany. Era uma clínica, uma única unidade, que funcionava em Ribeirão Preto há mais de 20 anos. Eu entrei na sociedade em 2011 e, hoje, são mais 320 franquias licenciadas com mais de 220 clínicas em operação em todo o país.

Então, esse tem se tornado para o modelo mais adequado de crescimento.

Com a Espaçolaser aconteceu um processo semelhante: entramos na sociedade em junho de 2015 e, em um ano e meio, já são 215 clínicas franqueadas – 135 delas em operação. Isso mostra que é preferível usarmos o nosso know how para acelerarmos um negócio já consagrado, mesmo que ele tenha apenas uma unidade/operação, e iniciarmos a expansão por meio de franquias, do que começarmos um negócio do zero.

Qual é o perfil ideal tanto para sócios quanto para franqueados?

Estamos muito atentos a alguns setores que têm o know how grande. O setor de beleza está bastante próspero. O setor de educação tem uma veia de crescimento muito forte. A área de bem estar e saúde é outra que estamos bastante atentos. Nós não desprezamos nenhum setor: analisamos todas as oportunidades do mercado.

O que vemos que tem espaço para expandir no Brasil nós tentamos trazer para a nossa holding de negócios. Sobre os franqueados, o importante é que tenham afinidade com o setor no qual vão investir; que tenham disponibilidade para operar o negócio (são poucos os segmentos do franchising que podem ser tocados pelo gerente, por exemplo), então damos preferência à quem pode estar à frente da operação.

E, por último, que ele tenha o capital necessário para implantar aquele projeto.

Por que optou em se associar a celebridades?

A sociedade com celebridades é muito importante, embora não seja nada novo. A novidade é que, enquanto o mercado costuma contratar uma celebridade como garoto-propaganda, a minha ideia foi a de trazê-las como sócios para agregar valor.

A marca já nasce muito forte porque essas celebridades despejam muita credibilidade. Quando essas pessoas realmente apostam com você em um setor, em um negócio, é porque elas acreditam naquilo e têm um DNA empreendedor.

Qual é a sua perspectiva para o setor de franquias em 2017 e nos próximos anos?

Acredito que continuará crescendo acima dos outros setores como foi nos últimos 10 anos – chegou a crescer 2 dígitos por muitos anos – e acima do PIB, com certeza. Porém, há que se considerar a consolidação de setores – sempre haverá a entrada de novas empresas mas não no mesmo ritmo observado nos últimos cinco anos.

A tendência é os grupos consolidados liderarem e criarem novas marcas – como nós criamos a Oralsystem ou o Grupo O Boticário que lançou novas marcas em busca de outros canais de vendas e de novos públicos.

Outra tendência natural é o amadurecimento e consolidação do setor, excluindo a atuação de improviso e de aventureiros. Só permanecerão as marcas que têm tradição e profissionalismo.

Quais são as suas principais características como gestor?

Considero-me descentralizador, um líder inspirador, bastante exigente no dia a dia, mas delego muito, dou muita autonomia e alçada para sócios e gerentes para que possam desenvolver suas habilidades. Estimulo a criatividade dou muitas oportunidades para que surjam talentos dentro da própria organização, acho que isso é fundamental. Fomentar e estimular a criação de novos talentos.

A criatividade é fundamental, assim como você praticar os insights, principalmente sob a ótica do consumidor. Colocar-se no lugar dele e entender se o produto ou serviço que você está oferecendo atende as necessidades.

Independentemente da área de atuação, o valor da sua companhia vem do impacto que você gera no consumidor. Se for positivo, o cliente fica feliz e indica a sua empresa para outros clientes. Isso gera um círculo virtuoso de muito sucesso para o seu negócio.

Quais foram os principais desafios e as maiores conquistas da sua trajetória empreendedora?

O maior legado é que, ao longo desses 25 anos, eu já ajudei a mudar a vida de dois mil franqueados. Pessoas que investiram em marcas do nosso grupo e foram impactadas de alguma forma. Esse legado de gerar esse impacto na vida das pessoas é um motivo de alegria.

Frustrações eu não tenho não. Costumo dizer que, como empreendedor no Brasil, faria tudo de novo.

Quer saber mais sobre a trajetória de Semenzato e sobre a Holding de Franquis SMZTO? Participe do Brasilshop – Congresso de Varejo, realizado em 03 de agosto, no WTC.

Renovação e juventude marcam operação da Gazit no Brasil

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Empresa movimenta a indústria de shopping no país com expertise internacional

Reformulação de mix e fachada e "festa na laje". Com ações como essa, a Gazit Brasil está movimentando a indústria de shopping centers – e aumentando fluxo e vendas nos malls que administra. Presente no Brasil há poucos anos mas conta com a expertise da Gazit-Globe, empresa israelense que administra, opera e desenvolve cerca de 500 shoppings em mais de 20 países.

Ao redor do mundo, seus empreendimentos estão localizados em grandes centros urbanos, ancorados por supermercados. Por aqui, a grande sacada do grupo é "o sangue jovem". "Somos uma empresa jovem composta por pessoas jovens. Acreditamos que para nos destacarmos frente a um mercado já bastante concorrido, precisamos ter uma garra fora do comum, pensamentos fora da caixa e uma energia que normalmente os jovens profissionais têm de sobra", afirma Andres Andrade, Diretor de Novos Negócios da Gazit Brasil.

Administração & Inovação

A empresa opera oito empreendimentos no país, somando 110 mil metros quadrados com ativos de R$ 1,1 bilhão. Deles, dois são considerados cases de sucesso: o Top Center e o Shopping Light, ambos na capital paulista.

Localizado no coração da Avenida Paulista, o Top Center foi adquirido no final de 2014 e passou por um processo de retrofit. "Mudamos completamente o shopping, trouxemos grandes marcas como a Forever 21, MAC Cosmetics, Bacio di Latte, Staples, burger joint, Puerto del Toro, Croasonho, The Body Shop entre outros. Mudamos a fachada do empreendimento, atualizando-a com um telão gigante, que acabou tornando-se referência na Av. Paulista, e incorporamos mais uma escada rolante dando acesso diretamente à Forever 21", comenta Andrade.

Com essas mudanças, houve um crescimento médio de 35% no fluxo de clientes e 60% nas vendas totais do shopping.

Já o Light, instalado no edifício Mackenzie, ao lado do Viaduto do chá, ganhou uma fachada iluminada por LED – contribuindo, inclusive, para o bem estar de todos os transeuntes do centro – e um "Rooftop": um espaço no dedicado ao lazer e à cultura, instalado na cobertura do edifício. A Gazit espera que o espaço, já disponível para locações, receba 25 festas até o final do ano.

Mesmo em um cenário econômico não favorável, fazendo as escolhas certas e entregando o que o consumidor deseja, é possível crescer e trazer resultados importantes. Hoje, é notável o reconhecimento dos empreendimentos e o ganho dos clientes que, a cada dia, experimentam nossos diferenciais e buscam um conceito inovador no varejo”, completa o executivo.

Qualidade, atendimento e preço justo

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A trinca que assegurou à Rei do Mate o título de maior rede de cafeterias do país

No final de junho, a Rei do Mate conquistou o título de maior rede de cafeterias do Brasil, concedido pela revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Conversamos com o Diretor de Franquias da rede, João Batista da Silva Júnior, para entender como o Rei do Mate conseguiu desbancar os concorrentes diretos (que não são poucos) e ampliar a rede numa época de instabilidade econômica, pontuada por grandes desafios. “O nosso grande mérito é manter a peteca no ar”, afirmou Silva Júnior.

Ele contou que o Rei do Mate fecha de 30 a 40 contratos anuais, porém nem todos eles se referem a novas lojas: alguns são “ajustes” seja de franqueados ou mudança para pontos mais atrativos. "Vemos 2017 ainda estável, no sentido de abrir pontos com qualidade ou fazer substituição de pontos que não estão eficientes", resume.

O executivo reitera que “mantemos a liderança por que não demos passos para trás. Temos conseguido, com passos pequenos, mas firmes e seguros, manter a rede e crescer em qualidade”.

Novidades constantes

Mas quais são os diferenciais da Rei do Mate? Como se manter competitiva nesse mercado cada vez mais desafiador e com concorrentes tão bem posicionado? “Temos um trabalho constante de inovação com lançamento de produtos, reposicionamento das lojas”, pontua Silva Júnior, enumerando as ações: “Em 2014 começamos um processo de revitalização com o novo layout de lojas. Em 2016, iniciamos um novo processo de comunicação com o consumidor com método de digital signage para estimular a interação com eles”, revela.

Todo esse trabalho é enxergado pelo consumidor então, apesar de toda a adversidade, a rede continua sendo uma boa opção – até por causa do mix de produto. “Nosso mercado é bastante diversificado e conta com a presença de grandes players, então precisamos manter os nossos diferenciais. Buscamos valorizar esses diferenciais: mix variado, bom atendimento, preço justo e compatível, em um bom ambiente de loja para levar uma boa experiência ao consumidor”, pondera.

Além das diferentes frentes de expansão, a Rei do Mate mantém um mix diversificado que inclui mate, açaí, sanduíches e outros. “A pessoa pode voltar várias vezes no dia pois, durante a jornada de consumo, oferecemos várias experiências, com opções para o café da manhã, o lanche, o almoço e até o jantar”, avalia Silva Júnior.

Manutenção do negócio

Para o franqueado isso é positivo na manutenção do negócio dele. Porque a marca se compromete a continuar tocando a administração, buscando maior eficiência. Também sobressai a visão de longo prazo. “Estamos fazendo 39 anos de marca e 25 anos de franquia. Desde que surgimos que o Brasil passa por crise então aprendemos a trabalhar na crise. Não estamos fechando os olhos para os problemas, apenas melhoramos nossa gestão do negócio. Foco nos negócios, foco no que importa”, reitera.

O plano de expansão contempla a abertura de lojas em shoppings – já estão presentes em 176 malls de todos os perfis – lojas de ruas, galerias, hipermercado, aeroportos, hospitais, clubes e empresas. “Temos, hoje, uma operação dentro da Avon, entre outras. É um segmento interessante porque ele está fechado e é um público fiel. Mas se você errar esse consumidor não estará mais com você no dia seguinte, você não tem como recuperá-lo”, conta.

Para 2018, esperam um cenário bem mais favorável, com definição política e econômica: “nossa meta até 2020 são 50 novas lojas porque somos muito pé no chão, queremos crescer com qualidade”, finaliza.

Franchising cresce 9,4% no 1º trimestre de 2017

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O balanço do setor de franquias referente ao 1º trimestre deste ano foi divulgado com crescimento de 9,4%, alcançando R$ 36,98 bilhões. As áreas que apresentaram o maior faturamento foram Saúde, Beleza e Bem Estar; Serviços e outros negócios; Casa e Construção. O setor de Hotelaria e Turismo registrou a maior ampliação, considerando que, no mesmo período do ano passado, amargou uma queda de cerca de 15% e, neste ano, já aponta um crescimento de 31%, sinalizando uma excelente recuperação. Já ao considerar o acumulado de 12 meses, o franchising também registra um crescimento de 8,8%. Apenas um dos setores não teve movimentação positiva que foi o de entretenimento e lazer, tanto neste primeiro trimestre quanto no acumulado de 12 meses.

Formatos

Outro dado interessante e importante, evidenciando uma mudança, é o número de abertura de lojas: 65,9% delas estão nas ruas e não em shoppings ou centros comerciais. Em relação à modalidade de operação, as lojas foram, de longe, a preferência dos empreendedores, representando 89,6% dos estabelecimentos abertos.

Os quiosques ocupam a segunda posição com 6,7%. Outro dado que chama muita atenção são as vendas por canais distintos: ao contrário do que o senso comum acredita, as vendas em lojas físicas são as que apresentam melhor desempenho, registrando uma elevação de quase 2%, além de ser a maioria absoluta em vendas, representando 95,1% das franquias. O setor de e-commerce corresponde apenas a 1,7% das vendas.

Outros números

O segmento já bateu a casa de um milhão de trabalhadores diretos, constatando que o crescimento dos números do faturamento e de abertura de novas franquias impulsiona uma queda no número de desemprego brasileiro que, segundo os IBGE, está em 13,7%.

Os dados evidenciam que o franchising brasileiro continua seguindo em franco processo crescimento e que, a cada dia, mais pessoas estão optando por abrir seu negócio investindo em uma franquia, uma opção lucrativa, testada e com a chance de erro muito reduzida.

Expectativas para a inflação deste e do próximo ano foram novamente revisadas para baixo

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Mantendo a tendência das últimas semanas, as projeções para a inflação deste e do próximo ano foram mais uma vez revistas para baixo e a expectativa para o PIB de 2018 seguiu em queda, segundo as estimativas coletadas até o dia 30 de junho e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. As expectativas para o IPCA recuaram de uma alta de 3,48% para outra de 3,46% para 2017 e de 4,30% para 4,25% para 2018. A mediana das projeções para o crescimento do PIB, por sua vez, manteve-se inalterada em 0,39% para este ano e recuou de 2,10% para 2,00% para ano que vem. A mediana da taxa Selic, por sua vez, permaneceu em 8,50% para o final de 2017, mas caiu de 8,50% para 8,25% para 2018. Por fim, a mediana das expectativas para a taxa de câmbio foi ajustada de US$/R$ 3,32 para US$/R$ 3,35 para o final deste ano e seguiu estável em R$/US$ 3,40 para o final do próximo ano.