Advogado de Bruno diz que agente de prisão pediu dinheiro para entregar celular

O advogado Ércio Quaresma, defensor do goleiro Bruno Fernandes e de outros seis indiciados pelo suposto homicídio de Eliza Samudio, afirmou nesta terça-feira (03/08) que foi procurado por um agente penitenciário que pediu dinheiro para facilitar a entrada de um celular na prisão em que o jogador está preso. Para a polícia, goleiro Bruno, demitido do Flamengo, foi “autor intelectual e material” do assassinato de Eliza Samudio.

Bruno está na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (região metropolitana de BH), onde cumpre prisão temporária que vence no próximo sábado (07/08). “Vejam a mensagem que recebi de um agente penitenciário da Nelson Hungria: Dr. Ércio, meu nome é Ribeiro. Tem como entregar um celular para seu cliente pra facilitar o contato entre vcs. Sou agente da unidade e flamenguista. Só quero ajudar. É lógico que terá um custo afinal estarei me arriscando. Contato por msg. Sim ou não. A/r.”, escreveu Quaresma em sua página no Twitter. A Subsecretaria de Administração Prisional de Minas (Suapi) informou que não recebeu denúncia e que não comentará a afirmação do advogado de Bruno.

O post de Quaresma na internet ocorreu um dia após o outro advogado de Bruno, Frederico Franco, ter sido parado antes de entrar na penitenciária com celulares. Franco passou em um primeiro detector de metais, que acusou o celular. Depois, um segundo detector apitou e o advogado entregou um segundo celular. Ele disse ter esquecido dos aparelhos e entregou os celulares imediatamente. A Suapi considerou o incidente “trivial” e afirmou que não é possível afirmar que Franco tenha tentado entrar na prisão com os celulares.