Com a queda dos juros no ano passado, as opções mais conservadoras de investimentos para pessoas físicas, que incluem poupança, Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e outros investimentos de renda fixa, tiveram sua rentabilidade reduzida. Em função disso, opções de maior risco, como o mercado de ações, ou novas alternativas, como os títulos públicos (Tesouro Direto) e os fundos de investimento atrelados à taxa de inflação estão mais atraentes para quem busca um maior retorno financeiro.
Contudo, estas são opções de médio ou longo prazo. “O investidor não deve esperar resultados elevados se tiver necessidade de utilizar os recursos em um prazo reduzido”, pondera o especialista em gestão e finanças e diretor da Mais Ativos Educação Financeira Newton Machado. Para ele, a melhor orientação ainda é montar um portfólio diversificado, com investimentos em renda fixa e em renda variável.
O percentual de cada tipo depende de fatores como o perfil do investidor – maior ou menor disposição ao risco – e o prazo de retorno desejado. Dessa forma, se o investidor deseja resultados no curto prazo e está disposto a correr riscos, seu portfólio deve ter uma parcela significativa de recursos aplicados em renda variável. Se, ao contrário, o objetivo é proteger o poder de compra visando a aposentadoria, por exemplo, opções como o Tesouro Direto e os fundos de investimento são as melhores.
Segundo Machado, o mercado de ações é uma alternativa interessante, desde que se busque um retorno em prazo mais dilatado. “Por ser um investimento de renda variável e demandar um bom conhecimento do mercado, é recomendável que os investidores iniciantes apliquem seus recursos em um fundo de investimento baseado em ações, minimizando potenciais riscos”, aconselha.
O ideal é buscar ações de empresas menos afetadas pelo contexto econômico interno e externo. “As empresas do setor petrolífero e de energia tiveram sua rentabilidade diminuída por decisões de política econômica, o que afeta o valor de suas ações. As ações de empresas ligadas a educação, saúde e comércio varejista são melhores opções, pois pegam carona na inclusão de novos segmentos e no aumento do consumo interno brasileiro”, afirma o especialista.

