O diretor-executivo da Casas Bahia, Michael Klein, afirmou que o eventual aporte de R$ 4 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na empresa resultante da fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour segue uma lógica financeira. “O BNDES vai aplicar numa empresa que considera que vai dar certo”, disse durante a cerimônia de entrega do prêmio “Maiores e Melhores”, da revista Exame. “Não vejo nenhum problema no fato de o BNDES investir no varejo.” Segundo Klein, a negociação não vai interferir na atuação da Casas Bahia, controlada pelo Grupo Pão de Açúcar por meio da holding Globex.
Para o presidente da Ipiranga, Leocádio de Almeida Antunes Filho, a fusão não modificaria o mercado de combustíveis. Juntos, Pão de Açúcar e Carrefour controlam cerca de 150 postos, especialmente unidades instaladas em saídas de super e hipermercados. “A participação desse novo grupo seria importante para o setor de combustíveis, mas eles não chegariam a alcançar um poder de influência negativa sobre os fornecedores”, afirmou.

