O Ministério da Fazenda divulgou suas perspectivas para a inflação no seu relatório Economia Brasileira em Perspectiva, do mês de março e abril, projetando uma alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) de 5,6% em 2011, marginalmente superior aos 5,8% previstos pelo Banco Central, assim, fechando dentro da meta.
A instituição lembra que no mês de maio, a inflação teve desaceleração, com reversão no comportamento dos preços, que vinham exercendo pressão de alta, graças a dissipação das más condições climáticas e as medidas da política econômica, como a alta da taxa básica de juros e restrições sobre o crédito, “o que tem conduzido a expansão da demanda para o ritmo do crescimento da oferta”, de acordo com a Fazenda, sem comprometer os níveis de renda e emprego.
A instituição lembra que a queda considerável da inflação é resultado da desaceleração do grupo de Transportes, ressaltando o ritmo do etanol e gasolina. A Fazenda lembra que os grupos de despesas pessoais, alimentação e bebidas, educação e vestuário são 56% da variação da inflação nos últimos 12 meses, que chegou a 6,55% no acumulado de maio.
Além disso, as expectativas dos agentes quanto à inflação futura estão sendo revistas para baixo, com o relatório Focus, do Banco Central, apontando para inflação de 6,15%, em sua última edição, ontem (04/07).

