O varejo paulistano conta desde a última terça-feira, 17 de maio, com uma nova medida restritiva. Desta vez, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, por 31 votos a favor e cinco contra um projeto de lei que determina a proibição do uso de sacolas plásticas em todo o comércio da capital paulista a partir de janeiro de 2012. O texto aprovado foi o substitutivo à PL nº 496/2007, do vereador Claudino de Souza (PSDB), e ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab. Antes da votação, o prefeito apontou ser favorável à aprovação da medida.
Segundo o projeto de lei, o varejo, inclusive o de shoppings, tem até 31 de dezembro deste ano para trocar as sacolas plásticas por embalagens biodegradáveis. E até esta data, os lojistas terão de disponibilizar cartazes com a seguinte mensagem: “Poupe recursos naturais. Use sacolas reutilizáveis”. Aqueles que não cumprirem as regras poderão ser multados entre R$ 50 e R$ 50 milhões, dependendo do faturamento do local, além de sofrer a suspensão da licença de funcionamento.
Para a sócia da Dekhos Desenvolvimento em Econegócios, empresa parceira da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) para serviços à varejistas e shoppings, Fernanda Karrer, a novidade é excelente em termos ambientais, mas exige planejamento por parte do varejo. “É uma questão quase cultural do brasileiro o uso excessivo de sacolas de plástico para diferentes fins, enquanto que na Europa e Estados Unidos já vêm se tornando uma realidade já há um tempo. Uma ótima saída é a sacola de papelão, pois pode ser reciclada, desde que não seja estampada com resinas ou plásticos; se biodegradam mais facilmente; além de serem mais resistentes do que as de plástico”, ressalta a profissional.
Já segundo o presidente da entidade, Nabil Sahyoun, alguns varejistas há tempos preparam-se para tal mudança, conscientizando seus consumidores, por meio de postos de coleta usados para receber as sacolas devolvidas por seus clientes. Mas o executivo ressalta o reflexo que tal medida imprime nas finanças das empresas, porém não é nada que impeça de todos colaborarem com esta lei, já que o meio ambiente será beneficiado com a medida. “Além dos gastos com a mudança da matéria-prima utilizada, caberá ao varejista arcar com as despesas de recolhimento, destinação e armazenamento destas sacolas, mas todos terão tempo, até o fim do ano, de se adequar a esta nova realidade”, completa Sahyoun.

