A inflação acelerou mais uma vez e elevou o índice em seis das sete capitais analisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), segundo apontam os dados do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal).
Novamente, apenas em Brasília houve desaceleração, com índice passando de 0,58% na última semana do mês passado, encerrada no último dia 30, para 0,50% na semana encerrada no dia 7 deste mês. Nas demais capitais, houve fortes variações da inflação, principalmente em Belo Horizonte, onde o índice passou de 0,97% para 1,32% no mesmo período. A menor variação ocorreu em São Paulo, com o índice passando de 0,93% para 0,97%. De maneira geral, no período, o IPC-S ficou em 1,05% – índice 0,10 ponto percentual maior que o verificado uma semana antes.
Considerando o resultado de São Paulo, os itens roupas (de 0,88% para 1,43%), frutas (de -0,39% para 0,50%) e profissional para reparos da residência (de 0,61% para 1,60%) foram os que mais contribuíram para a aceleração de 0,04 ponto percentual na cidade. Por outro lado, os itens álcool combustível (de 9,16% para 3,33%), alimento para animais domésticos (0,66% para 0,14%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,68% para 0,42%) e tarifa de passagem aérea (-3,67% para -5,32%) foram os destaques de desaceleração, que impediram uma aceleração maior da inflação na capital paulista.
Por grupo, Vestuário (1,05% para 1,29%), Alimentação (1,24% para 1,39%) e Habitação (0,24% para 0,33%) exerceram as maiores influências para a aceleração do IPC-S em São Paulo. Já os grupos Transportes (1,71% para 1,49%), Despesas Diversas (1,13% para 1,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,18% para 1,11%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,27% para 0,23%) influenciaram para a desaceleração do índice.
Na capital fluminense, dos sete grupos analisados, quatro apresentaram aceleração do indicador: Alimentação (de 1,11% para 1,33%), Habitação (0,51% para 0,53%), Vestuário (2,23% para 2,80%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,17% para 1,18%). No período, a inflação na capital carioca desacelerou para os seguintes grupos: Educação, Leitura e Recreação (de 0,52% para 0,47%), Transportes (3,16% para 2,82%) e Despesas Diversas (0,49% para 0,32%).

