Apple seguirá líder no mercado de “tablets” nos próximos cinco anos

A Apple vai continuar liderando o mercado mundial de tablets (computadores de mão) com 69% de participação este ano com o seu sistema operacional iOS, apesar da chegada dos concorrentes, afirma o Gartner. Em 2015, a presença da plataforma Apple nos aparelhos deve ser de 47%, prevê a consultoria. A empresa do Vale do Siclício estimou que vendeu cerca de 1 milhão de iPad 2 no primeiro fim de semana de lançamento nos Estados Unidos, no início do mês passado. Em comparação, a rival mais próxima da empresa em hardware, a Samsung Electronics, pode ter vendido número similar de tablets Galaxy nos últimos três meses.

O sistema Android, do Google, deve ampliar sua participação de 14,2% em 2010 para 19,9% este ano e chegar a 38,6% em 2015, projeta o Gartner. O terceiro lugar no mercado global de tablets ficará com a plataforma QNX, usada pela Research In Motion (RIM, fabricante do Blackberry), cuja presença pode avançar de 5,6% este ano para 10% em 2015. A consultoria também alerta para o fato de que plataformas como MeeGo, da Intel, e WebOS, que devem contar com 1,1% e 4% do mercado de tablets este ano, respectivamente, correm o risco de ter participação limitada, “a não ser que ampliem seus negócios”.

Números sobre este mercado divulgados recentemente mostram que o iPad está canibalizando o mercado tradicional de computadores. Recentemente, o canal de notícias BusinessWeek publicou que as vendas globais de laptop entraram em colapso, indo de taxas de crescimento de dois dígitos antes do lançamento do tablet para apenas 1% no primeiro trimestre deste ano. Na HP, por exemplo, caíram 12%, e os rendimentos da Dell diminuíram 8%.

Em março, a Gartner cortou sua previsão de crescimento de unidades de computadores para 2011 em cinco pontos percentuais, indo de 15,9% para 10,5%. Analistas da empresa Morgan Stanley, voltada à área de consultoria, confirmaram essa tendência em setembro de 2010, quando afirmaram que o dispositivo da Apple havia canibalizado cerca de 25% do mercado de notebooks desde que foi anunciado, em janeiro do ano passado.