As medidas adotadas pelo governo para controle da inflação não surtiram efeitos, de acordo com o presidente da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior. No final do ano passado, o governo anunciou medidas macroprudenciais para controle dos preços, que dificultaram a tomada de empréstimos de longo prazo. Além disso, as autoridades monetárias têm promovido elevações na taxa básica de juro, a Selic, como forma de conter a demanda.
De acordo com Pellizzaro Junior, as medidas para reduzir o consumo foram inócuas do ponto de vista da pressão de demanda, que se baseia principalmente nos gastos com alimentos, transportes e habitação, feitos à vista. Ele disse que as medidas surtiram efeitos apenas nas compras a prazo.
Pellizzaro Junior afirmou que o sinal está “muito amarelo” para a inadimplência. “Após dois anos de baixa, é a primeira vez que começamos o ano projetando alta da inadimplência”, disse ele. De acordo com dados do Indicador de Inadimplência e Vendas, feito com base no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), março apresentou deterioração de indicadores como inadimplência, vendas a prazo e recuperação de crédito.

