As franquias de redes alimentícias foram as que mais cresceram no ano passado, e com a perspectiva do número de centros de compras (shoppings) saltar ainda mais nos próximos dois anos, esse segmento deverá elevar os negócios ainda mais, principalmente no nordeste. Apesar disso, tudo indica que a Região Sudeste lidera o mercado de alimentação fora do lar, ao concentrar boa parte das empresas desse ramo, também por conta do maior número de empresas instaladas nessas localidades.
Há levantamentos que apontam que a Região Sudeste hoje concentra a maioria das lojas franqueadas do tipo, pois tem cerca de 64% delas, mas espera-se que em 2012 este índice caia para 60%. Já para cidades do nordeste, o mercado está animado e esta é a nova fronteira para o setor: cerca de 9% das franquias de food service estão hoje ali, mas em 2012 calcula-se que serão quase 12%. Shoppings abrigam 59% destas franquias, e a projeção é que em 2012 abriguem 63%. Já as lojas de rua, que hoje são 38% do total, cairão para 34% em 2012. São dados de duas pesquisas: a primeira é da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a outra é da Rizzo Franchise, empresa especializada no setor.
O levantamento da ABF, em especial, informa que franquias alimentícias são um bom negócio (a atividade viu seu faturamento por funcionário crescer 32% nos últimos anos); o tíquete médio (valor gasto por cliente em cada refeição) das casas de comida asiática é o maior dentre os segmentos analisados (R$ 26,94) e o de cafeterias é o menor (R$ 8,64); os brasileiros estão optando por refeições cada vez mais balanceadas, o que leva itens como sanduíches a venderem menos em termos relativos. São informações que, junto a exemplos de redes que vêm se expandindo via franquias, ajudam a todos que estão ou desejam entrar na área.
Maior rede de frutos do mar do País, a Vivenda do Camarão cresceu 20% em 2010 e busca repetir a performance. Perto de 35% de seu faturamento vem de franquias. Até hoje, nunca uma franquia da empresa fechou as portas. O que é preciso para entrar no negócio? “O aporte para se adquirir nossa franquia está entre R$ 320 mil e R$ 455 mil”, explica Diego Perri, sócio-diretor da companhia. “O faturamento médio de cada loja é de R$ 85 mil, o que garante ao franqueado o retorno de seu capital entre 24 e 36 meses após a inauguração. O lucro líquido de cada unidade é de cerca de 15%”, detalha Perri. Recentemente a empresa iniciou a implantação de suas franquias no exterior. “Um dos desafios que nossos franqueados enfrentam é a falta de mão de obra especializada. Por isto investimos em treinamento, para manter nosso padrão de atendimento e qualidade”, como conta ele.
Visando a oferecer comida chinesa feita de forma caseira, a China House nasceu em 1995 na cidade de São Paulo. Hoje tem 16 lojas, 11 das quais são franquias. “Começamos a trabalhar com franquias em 2001. A empresa adotou o sistema para expandir-se de forma estruturada e ágil. Cremos que as franquias responderão por uma parte cada vez maior de nosso desenvolvimento daqui por diante”, conta Jorge Torres, diretor da China House. Em 2010 a companhia faturou R$ 6,5 milhões e cresceu 7%; em 2011, projeta faturar R$ 7,5 milhões e se expandir mais 15% – 74% deste índice virá da abertura de lojas franqueadas. “O faturamento médio de cada loja é de R$ 65 mil por mês, e o investimento necessário para abrir uma unidade vai de R$ 250 a R$ 290 mil”, conta ele. Também nunca houve uma loja da rede que tenha fechado.

