Em um ano marcado pela expansão econômica, a classe C ampliou a sua participação e chegou a 53% da população brasileira em 2010, totalizando 101 milhões de pessoas no país. Em 2009, o percentual era de 49%, comenta Mariana Sallowicz, repórter de Mercado da Folha.
O motivo foi o aumento da renda e do emprego. Segundo estudo da Cetelem BGN, 19 milhões de brasileiros saíram das classes DE e chegaram ao estrato intermediário. Ao mesmo tempo, 12 milhões de brasileiros alcançaram as classes AB no ano passado, que hoje corresponde a 21% da população. A DE ficou com 25% da soma.
Nos últimos quatro anos, diz a Cetelem, o país vem passando por uma transformação na forma em que a população está distribuída. Em 2005, o formato era de uma pirâmide, com um número maior de pessoas nas classes DE, seguida pelas da C e, por último, pelas as da AB. Hoje, é de um losango, com o maior número de brasileiros concentrado no estrato intermediário.
De acordo com a pesquisa, as transformações ocorridas trazem mudanças no comportamento e atitude dos brasileiros. As classes DE, por exemplo, passaram a poupar mais, apesar do número ainda ser muito pequeno. Foi de 1% em 2009 para 3% em 2010.
Os brasileiros com maior renda também passaram a economizar mais, foram 15% no ano passado ante 10 em 2009. O destaque negativo ficou na classe C, que reduziu o número de poupadores de 8% para 7%. Para este ano, o levantamento mostra que 79% dos brasileiros pretendem economizar mais. Apesar disso, 48% também pretendem gastar mais.

