Os governos dos Estados Unidos e do Brasil assinaram dez acordos de cooperação, que envolvem área estratégicas que vão desde economia e comércio até ciência e tecnologia. Entre os temas de destaque estão o Tratado Econômico e Comercial (Teca), que estabelece contatos entre os governos nas negociações para acelerar eventuais articulações, e o apoio para a realização de eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016.
Na área de comércio, foi criada Comissão Brasil-Estados Unidos para Relações Econômicas e Comerciais. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, viu na criação da comissão um instrumento importante na solução de pendências bilaterais. “Este acordo vai permitir, de forma acertada, firme, que se resolvam questões para evitar a bitributação e barreiras técnicas e sanitárias no comércio bilateral”, afirmou o presidente da CNI.
No fórum, o presidente dos Estados Unidos disse que o seu país está disposto a fortalecer a cooperação econômica e ampliar o comércio com o Brasil. “A possibilidade de vender mais produtos e serviços para um mercado que cresce como o Brasil significa criar empregos nos Estados Unidos”, afirmou. Segundo Obama, a cada US$ 1 bilhão de exportações são criados 5 mil empregos para os norte-americanos. Mas o presidente dos EUA destacou que o Brasil também terá vantagens.
Segundo o presidente da empresa Cummins e do Fórum de CEOs Brasil-EUA pelo lado norte-americano, Tim Solso, foram apontados itens específicos de cada área que podem melhorar a relação econômica entre os dois países. Na área de comércio, foi colocada a necessidade das reformas tarifária e alfandegária, além do sistema de vistos. O presidente do fórum pelo lado brasileiro e da Coteminas, Josué Gomes da Silva, disse que as recomendações foram “amplamente aceitas” pelos presidentes.
A presidente Dilma Rousseff também conseguiu resultados práticos nas questões diplomáticas. Obama declarou apoio formal, inclusive por escrito, para uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, mesmo apoio dado à Índia em novembro, o que pode ajudar o País a ter um assento fixo neste Conselho.

