Marcas de bancos do País valorizam-se 66%

Atestando a tese chinesa de que uma crise pode se transformar em oportunidade, os bancos brasileiros aproveitaram a turbulência no sistema financeiro global nos últimos anos para valorizar sua marca de forma muito acelerada. Segundo levantamento da Brand Finance, empresa britânica especializada em avaliação e gestão de marcas, os grandes bancos brasileiros tiveram um crescimento de 66% no valor de sua marca entre 2010 e 2011, para US$ 49,9 bilhões.

Segundo o CEO da Brand Finance para América do Sul, Gilson Nunes, os bancos locais ganharam muito espaço, enquanto instituições de países desenvolvidos ainda tentam se recuperar de problemas causados pela crise, por conta do crescimento econômico, do consumo e do crédito no País.

A marca Bradesco vale US$ 18,7 bilhões: é a sexta mais valiosa do mundo, segundo a Brand Finance. Ano passado, a marca Bradesco valia US$ 13,2 bilhões, e era a nona mais valiosa do mundo. Entre o total de marcas avaliadas, as dez mais valiosas do mundo são, pela ordem: Bank of America (US$ 30,6 bilhões), Wells Fargo (US$ 29 bilhões), HSBC (US$ 27,6 bilhões), Santander (US$ 26,2 bilhões), Chase (US$ 19,2 bilhões), Bradesco (US$ 18,7 bilhões), Barclays (US$ 17,4 bilhões), ICBC (US$ 17,2 bilhões), Citi (US$ 17,1 bilhões) e China Construction Bank (US$ 17 bilhões).

Os outros grandes bancos brasileiros também estão bem colocados no ranking. O Itaú Unibanco vale US$ 16,7 bilhões, e está na 11ª colocação. O Banco do Brasil ficou na 22ª colocação, com US$ 9,5 bilhões. E o cenário para os bancos deve melhorar ainda mais após a venda do PanAmericano ao BTG Pactual, que tem até 2028 para pagar os R$ 450 milhões para ficar com o controle do banco.