Os deputados cadeirantes que tomarão posse em 1º de fevereiro poderão fazer seus discursos da tribuna. É a promessa da Câmara dos Deputados, que começou nesta semana uma reforma no plenário da Casa para garantir a acessibilidade dos eleitos.
A reforma do plenário também vai modificar os painéis de votação. Os atuais, de 1995, serão trocados por dois painéis compostos, cada um, por 25 monitores LCD de 40′. A Câmara não soube informar o valor dos novos painéis e disse que a reforma é necessária por falta de peças de reposição.
Matéria publicada pela Folha em novembro mostrou a limitação que os eleitos encontrariam na Câmara, principalmente, e em outros órgãos públicos federais. Rampas íngremes, falta de acesso à tribuna, corredores estreitos e piso que dificulta a circulação de cadeiras de rodas foram problemas encontrados. As restrições mais simbólicas eram a impossibilidade de o deputado cadeirante falar da tribuna, como os colegas, e presidir sessões integrando a Mesa Diretora.
A chegada à tribuna será contornada com o alargamento da escada e a colocação de uma plataforma móvel. O equipamento, com treinamento, manutenção e garantia, terá custo total de R$ 48.350, segundo a Casa. A obra atual não dará acessibilidade à Mesa por falta de tempo hábil, segundo a assessoria da Câmara.
Na onda de ampliar a acessibilidade, outra obra será feita no plenário 2 (onde funcionam comissões e último sem acessibilidade), e um sistema específico de votação usando apenas os olhos será instalado para a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), tetraplégica.

