Inadimplência das empresas deve manter movimento de queda, aponta Serasa

O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas recuou 1,4% em outubro, atingindo o patamar de 84,3. Segundo a divulgação da Serasa desta quarta-feira (15/12), este é o 18º recuo mensal consecutivo.

Segundo economistas da Serasa Experian, “a retomada de um ritmo de crescimento mais acelerado da economia brasileira, a partir do quarto trimestre, após a desaceleração observada durante o segundo e o terceiro trimestres deste ano, tem favorecido a geração de caixa das empresas”.

A entidade acredita que este cenário deverá prevalecer ao longo dos próximos meses, colaborando para a continuidade de recuos graduais dos níveis de inadimplemento das empresas.

Já o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor apontou crescimento 0,8% em outubro, o sexto avanço mensal consecutivo, atingindo o nível de 92,8. Como o indicador possui a propriedade de antever, num horizonte médio de seis meses, as oscilações cíclicas da inadimplência, esta sequência de elevações mensais sinaliza que o inadimplemento do consumidor pode registrar elevações ainda no primeiro semestre de 2011.

As recentes medidas de aperto das condições de crédito anunciadas pelo Banco Central e as perspectivas de um novo ciclo de elevação da taxa básica de juros básica (taxa Selic) a partir de 2011 deverão, por um lado, dificultar o equilíbrio orçamentário dos consumidores, agora mais endividados e, por outro lado, proporcionar um avanço mais modesto da massa real de rendimentos, no médio prazo.

Além disto, apontam os economistas, do ponto de vista sazonal, “os pagamentos relativos às compras de Natal, às despesas com as viagens de férias, aos compromissos fiscais (IPVA e IPTU) e à aquisição de material escolar costumam concentrar-se ao final do primeiro trimestre”. A perspectiva aponta que esses fatores, “quase sempre provocam repiques na inadimplência dos consumidores nessa época, especialmente daqueles que não se programaram adequadamente para fazer frente a tais compromissos”.

Apesar desta elevação, o indicador permanece abaixo do nível 100 (inadimplência inferior ao padrão histórico brasileiro). Assim, ainda não se vislumbram riscos de que esta inadimplência constitua algo que inviabilize a continuidade da expansão do crédito aos consumidores, ainda que num ritmo mais moderado do que o observado em 2010.