Impedido de abrir as portas, o Shopping JK Iguatemi, na capital paulista, entrou na Justiça para pedir que a Prefeitura de São Paulo emita um termo que permitirá o seu funcionamento antes da conclusão das obras para reduzir o impacto do empreendimento na região do Itaim Bibi (zona oeste de São Paulo).
O documento é dos exigidos para possibilitar a abertura do shopping. Na ação, o empreendimento solicitou que a Justiça determinasse a emissão imediata do TRAP (Termo de Recebimento e Aceitação Parcial), que é provisório, até que seja emitido o documento definitivo. Depois de protocolado, o pedido do shopping foi negado provisoriamente nesta quarta-feira pela 11ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Ainda cabe recurso.
A inauguração do novo JK estava marcada inicialmente para ohoje (19/04). Após a decisão da Justiça, a assessoria do empreendimento informou que vai divulgar uma nova data. Procuradas pela Folha ontem (18/04), o Shoppink JK não informou se vai recorrer da decisão. A Secretaria Municipal de Transportes, por sua vez, reafirmou que que não emitirá nenhum termo enquanto as medidas mitigadoras de trânsito não forem executadas.
No último dia 10, desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiram que o Shopping JK Iguatemi não pode abrir as portas antes de concluir a construção de um viaduto para desafogar o trânsito da região. A avaliação confirmou a liminar (decisão provisória) concedida em março ao Ministério Público do Estado, que ingressou com uma ação para impedir o funcionamento no novo shopping.
Na ação, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo pediu que o shopping fosse impedido de abrir porque faltam obras para amenizar o impacto do trânsito no local e a falta de segurança aos pedestres. Cerca de 30 mil pessoas são esperadas por dia no novo empreendimento.

