Nível de inadimplência do consumidor deve continuar caindo

Em fevereiro de 2012, a perspectiva de inadimplência do consumidor, medida mensalmente pela Serasa Experian, mostrou queda, conforme dados divulgados ontem (18/04). O Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor registrou, na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, um recuo de 1,3%, atingindo o patamar de 98,5 pontos.

Para os economistas da Serasa, a sequência de quedas deste indicador, observada em pouco mais de seis meses, aponta para uma trajetória de declínio gradual da inadimplência dos consumidores, a qual deverá ocorrer após passado o período sazonalmente desfavorável deste primeiro trimestre.

De acordo com os economistas da Serasa, o recuo da inflação, o aumento de 14% do salário-mínimo nacional, a manutenção de patamares historicamente baixos das taxas de desemprego, a continuidade da redução das taxas de juros e o crescimento mais moderado do endividamento do consumidor deverão contribuir para melhorar o cenário para a inadimplência das pessoas físicas ao longo de 2012.

No caso das empresas, o indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas cresceu 0,2% na passagem de janeiro para fevereiro de 2012. Como o indicador tem a propriedade de antever os movimentos cíclicos da inadimplência com seis meses de antecedência, em média, o fato do indicador permanecer acima do nível 100 sinaliza que o cenário para a inadimplência das empresas ficará em patamar elevado neste primeiro semestre de 2012.

Os economistas da Serasa afirmam que “o lento processo de reativação do crescimento econômico, a alta da inadimplência dos consumidores, a fraca conjuntura internacional e o custo financeiro ainda bastante elevado para as empresas, apesar das sucessivas quedas da taxa Selic, tenderão a manter pressionado o nível de inadimplência das empresas”.

O indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência avalia, em um horizonte de seis meses, em que fase do ciclo estarão algumas variáveis econômicas, como concessões reais de crédito, inadimplência, crise e recuperação.