Número de investidores na Bolsa cresceu sete vezes em dez anos

Nos últimos dez anos, o número de investidores pessoas físicas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) cresceu sete vezes, de 85 mil em 2002 para 569 mil ao final de março de 2012. “Precisamos aproximar a Bolsa do cidadão comum, e então tivemos a ideia de buscar esse investidor onde estivesse: na praia, no campo, no shopping ou na empresa. No início, era pregar no deserto, a Bolsa era considerada um cassino e uma casa de jogo, mas hoje conquistamos respeito e credibilidade para crescer”, disse o ex-presidente da BM&FBovespa, José Magliano Filho, ao comemorar nesta quarta-feira, em São Paulo, os dez anos de atividades do programa Bovespa Vai Até Você, projeto lançado por ele.

Nesse período, o programa atendeu 660 mil pessoas em diversos pontos do Brasil com informações e educação financeira aos interessados em investir na Bolsa de Valores. O atual presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, diz que o número de investidores teve oscilações no último ano com a queda do Ibovespa, o principal índice da Bolsa que reúne as 70 ações mais negociadas no pregão. “Apesar dessas oscilações, estamos confiantes que o número de investidores crescerá dez vezes nos próximos dez anos”, disse Edemir ao DCI.

De fato, a Bolsa já teve 600 mil investidores no início de 2011 e houve uma queda de 5% no número de participantes individuais, uma saída de 30 mil pessoas físicas até o momento. O balanço mensal de operações da BM&FBovespa divulgado ontem apontou nova queda, de 569.826 ao final de fevereiro para 568.959 ao final de março. “A entrada e saída é natural, o importante é a difusão do conhecimento sobre o mercado de capitais brasileiro”, justificou Edemir aos jornalistas. Ele manteve a meta de 5 milhões de investidores para 2018 e garantiu investimentos nos programas de educação financeira da Bolsa, que alcançam 60 mil pessoas por ano em cursos e um milhão de interessados em simuladores.