As micro e pequenas empresas (MPEs) estão se informatizando. Pesquisa encomendada pela Abradisti (Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação) mostra que elas são responsáveis por 39% do investimento em TI (Tecnologia da Informação) no setor corporativo. As grandes ainda são as que mais investem (48%) e as de médio porte são as que menos gastam (13%). “A maior parte dos gastos em tecnologia nas MPEs é com a compra de equipamentos físicos. Isso demonstra que elas estão informatizando suas operações”, afirma o presidente da Abradisti, Mariano Gordinho. Para ele, a tendência é que o consumo de produtos de informática nas MPEs cresça mais do que nas grandes e médias corporações, que já possuem estrutura informatizada.
A compra do hardware é um passo fundamental para informatizar a empresa. Somente com computadores e dispositivos adequados é possível acessar programas e serviços que vão facilitar a gestão do negócio. Mas, antes de ir às compras, o empreendedor deve saber exatamente os equipamentos que precisa.
Funções operacionais, por exemplo, não necessitam de equipamentos de ponta, enquanto as tarefas administrativas exigem máquinas de melhor desempenho. Definindo as necessidades, é possível economizar custos e garantir a eficiência no gerenciamento.
Com exceção da indústria, que necessita de equipamentos muito específicos para suas linhas de produção, é possível o empreendedor comprar computadores em lojas de informática comuns. No entanto, é preciso estar atento: uma máquina para registrar a saída de mercadorias no varejo é bem diferente da usada na criação de artes gráficas, por exemplo.
Segundo Jairo Lobo Migues, consultor em tecnologia do Sebrae-SP, o que vai determinar a configuração ideal para o computador da empresa é o software. Neste caso, o próprio fornecedor pode informar os requisitos necessários para executar o programa com rapidez. “O melhor caminho é fazer o inverso do que os empresários normalmente imaginam. Primeiro se escolhe o software para depois comprar o computador”, declara.
Os componentes e acessórios devem estar em conformidade com a operacionalidade do negócio. O empresário não deve se dar ao luxo de adquirir equipamentos além do necessário, que não serão utilizados na rotina da empresa. “Se o empreendedor não vai utilizar uma webcam no seu dia a dia, para quê ele precisa de uma? É um desperdício de recurso”, afirma Migues.
Para Alexandre Otto, CEO da Ip Connection, empresa de consultoria e soluções em TI, é melhor o empresário optar por marcas reconhecidas no mercado na hora de comprar o hardware. “Tanto a fabricante quanto a empresa que vai montar a rede devem ser reconhecidas. O investimento inadequado em tecnologia certamente vai impactar sobre o negócio”, diz.
Otto ressalta que quanto mais suporte e garantia os fornecedores oferecerem, menor será a perda de produtividade do negócio. “Uma máquina parada pode gerar muitos prejuízos. Por isso, é importante que a resolução do problema seja a mais rápida possível.”

