O spread bancário para as empresas “ainda é muito alto”, avalia o Ministério da Fazenda, o que acaba “incentivando” a realização de captações externas por parte das companhias brasileiras. A avaliação dos economistas da Fazenda está explicíta no documento “Economia Brasileira em Perspectiva”, produzido pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do ministério, divulgado hoje em Brasília.
Atualmente, o spread embutido nas taxas de juros cobradas pelos bancos das companhias é de 18 pontos percentuais sobre o custo de captação. Segundo dados do Banco Central (BC), compilados no documento da Fazenda, a taxa de operação passiva é de 10,28% ao ano, mas a taxa média cobrada pelos bancos (taxa de operação ativa) é de 28,23% ao ano. “Houve em 2010 uma redução (no spread) de 0,2 ponto percentual e em 2011 uma redução de 0,4 ponto percentual. O spread incentiva a realização de captações externas por empresas brasileiras que possuem acesso ao mercado internacional”, diz a Fazenda no documento.

