O Facebook deve dar entrada hoje (01/02) na Securities and Exchange Commission (SEC) do seu pedido de abertura de capital, um dos mais esperados da área da tecnologia da informação (TI) nos últimos tempos. O banco de investimentos Morgan Stanley seria o responsável pela oferta inicial pública (IPO) de ações, prevista para acontecer entre o fim de março e junho.
De acordo com informações do “Wall Street Journal”, a expectativa é que a dona da maior rede social do mundo arrecade até US$ 10 bilhões com o IPO. Se alcançar esse resultado, este será o maior IPO de uma empresa de tecnologia já realizado. Até então, o recorde no setor havia sido o Google, que levantou US$ 1,9 bilhão em 2004 e foi avaliado em US$ 23 bilhões.
O Goldman Sachs avalia o Facebook em US$ 50 bilhões, mas analistas do setor estimam que a companhia vale atualmente entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões. O Golman Sachs está investindo US$ 450 milhões na rede social e tentando atrair pelo menos mais US$ 1,5 bilhão de seus clientes ricos.
O prospecto, de 101 páginas já vem sendo mostrado a potenciais investidores. No documento, o Facebook espera obter mais de 500 acionistas neste ano. Pelas regras do governo americano, as empresas que atingem esse número de sócios devem apresentar relatórios trimestrais e anuais à SEC a cada trimestre. O documento indica que nos três primeiros trimestres de 2010, o Facebook registrou um lucro de US$ 355 milhões e receita de US$ 1,2 bilhão.
Atualmente, a principal fonte de receita do Facebook é a publicidade alcançada com a oferta de páginas de fãs, anúncios, promoções e outras ações de marketing empreendidas por empresas. Esses serviços começaram a ser ofertados em 2009, tendo gerado receita de US$ 738 milhões naquele ano. Em 2011, essa receita já havia praticamente quintuplicado, para US$ 3,8 bilhões, segundo estimativa da consultoria eMarketer. Outra fonte importante de receita é a hospedagem de jogos sociais, que no ano passado acumularam uma receita de US$ 828,9 milhões.
Marcelo Silva, analista de mercado da Frost & Sullivan, pondera que as informações recentes mostram que as receitas do Facebook ainda estão muito aquém do potencial observado pelo mercado. Para ele, a dificuldade em equilibrar as receitas com o bem estar dos usuários ficará mais evidente quando a empresa abrir seu capital e ter de prestar contas aos investidores. A rede social de Mark Zuckerberg terá que avaliar com mais cuidado a sua política de privacidade para não provocar um êxodo dos usuários, avalia o analista.

