O consumidor preferiu privilegiar o pagamento de dívidas e encerrar o ano de 2011 menos endividado, segundo análise da EPE (Empresa de Pesquisa Energética). De acordo com levantamento da Empresa, divulgado na última sexta-feira (27/01), o ano de 2011 começou com atividade intensa do consumo das famílias, o que pressionou os preços e levou o governo a reforçar medidas tomadas no final de 2010 para conter a inflação.
Como resultado, o consumidor assumiu uma postura mais cautelosa, ainda que a massa de rendimento tenha apresentado alta, o nível de desemprego esteja historicamente baixo e o governo tenha afrouxado as medidas econômicas no fim do terceiro trimestre.
Esta postura do consumidor, informa a EPE, impactou no consumo residencial de energia no ano passado, cujo crescimento, de 4,6%, foi freado pelo baixo resultado do segundo trimestre, e, em parte, pelo quarto trimestre. A EPE informa que o clima mais ameno em 2011 do que em 2010, sobretudo em dezembro, também influenciou diretamente para a menor expansão do consumo residencial de energia no ano passado, frente ao ano imediatamente anterior.

