Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e do Reino Unido, William Hague, pediram nesta quarta-feira que o comércio internacional tenha menos barreiras para incentivar as transações entre os países e o fim da crise financeira global. “Todos os países têm que contribuir” para superar a crise e “expandir o comércio global” é uma das melhores maneiras para isso, afirmou Hague em Brasília. O ministro britânico está em visita ao Brasil.
Hague também se manifestou a favor de “mais acordos de livre-comércio”, e se referiu concretamente ao que a União Europeia (UE) e o Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) negociam sem sucesso há mais de dez anos. “É preciso abrir e não fechar mercados”, assegurou o chanceler britânico, que afirmou ainda que os países mais ricos devem aumentar sua ajuda às nações em desenvolvimento. Segundo ele, o Reino Unido utiliza 0,7% de seu produto interno bruto (PIB) para isso.
Patriota concordou com Hague e explicou que o Brasil e o Reino Unido decidiram aumentar sua cooperação a outros países, principalmente na África, onde já colaboram conjuntamente com o Quênia. O ministro brasileiro também pediu a colaboração do Reino Unido na difusão da economia verde e na divulgação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que será realizada em junho no Rio de Janeiro.
Além disso, agradeceu a Hague a ajuda no programa que facilitou a entrada de 10 mil universitários brasileiros nas 50 melhores universidades do mundo. A visita do chanceler britânico terminará nesta quarta-feira, quando Hague visitará o Rio de Janeiro.

