O faturamento real das MPEs (micro e pequenas empresas) paulistas cresceu 5,8% em outubro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2010. O resultado foi influenciado pelas vendas do Dia das Crianças, que beneficiaram o comércio varejista no período.
Além disso, a evolução favorável do emprego e renda na economia favoreceu a receita do comércio (+8%) e dos serviços (+3,4%). Os dados fazem parte da Pesquisa Indicadores de Conjuntura, divulgada ontem (21/12) pelo Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). “Os resultados positivos das MPEs no período, particularmente para os setores de comércio e serviços, foram influenciados pelo momento de mercado interno aquecido”, ressalta o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.
Já em relação à indústria, o mês de outubro apresentou um crescimento de 3,8%, frente a outubro de 2010. “O resultado relativamente fraco da indústria em outubro de 2010 sobre o mesmo período de 2009 contribuiu para o cenário. Para se ter uma ideia, o setor não apresentava um aumento da receita, após quatro quedas consecutivas”, informou consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves.
Entre outubro de 2010 e 2011, o levantamento verificou alta em duas das quatro regiões paulistas analisadas: no interior, de 12,4%, e na capital, de 2%. Já as MPEs da Região Metropolitana de São Paulo e do Grande ABC apresentaram quedas respectivas de 0,2% e 4,3% em seu faturamento, na mesma base comparativa. No confronto de outubro com setembro, as MPEs registram um aumento no faturamento de 5,9%. A receita estimada em outubro de 2011 foi de R$ 28,6 bilhões.
Quando o assunto é o cenário futuro, os empresários estão otimistas. A pesquisa de opinião do Sebrae, realizada em outubro, revela que 47% aguardam a manutenção da receita, enquanto 37% esperam aumento nos próximos seis meses. Vale destacar que o segundo semestre do ano é mais favorável para as vendas das MPEs. Este fenômeno está associado ao pagamento do 13º salário e às vendas de final de ano.
Já no que se refere à economia brasileira, a parcela de empresários que acredita em um aumento no nível de atividade da economia nos próximos seis meses ficou em 30%. Já a proporção dos informantes que acreditam na manutenção no nível de atividade ficou em 51%. Apenas 11% acreditam na piora do nível de atividade econômica nos próximos seis meses.
A Pesquisa Indicadores, realizada mensalmente pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade e analisa o desempenho de 2,7 mil micro e pequenas empresas, amostra representativa no universo das MPEs da indústria da transformação, comércio e serviços da capital, região metropolitana de SP, ABC e interior.

