Empresas fazem acordo com sindicatos e refutam paralisação

O Snea (sindicato das empresas aéreas) informou ontem (20/12), em nota, que fechou acordo de reajuste com os sindicatos dos aeroviários do Município do Rio e da Amazônia, ambos vinculados à Força Sindical.

Segundo a nota, a convenção coletiva estabeleceu reajuste salarial de 6,17%. Piso salarial, vale refeição e cesta básica terão correção de 10%. Ainda foi criado piso salarial de R$ 1 mil para operador de equipamentos, e as empresas passam a reconhecer os parceiros do mesmo sexo, o que permite, por exemplo, a inclusão em planos de saúde.

O Snea espera fechar esse acordo com os demais sindicatos dos aeroviários e aeronautas e, assim, evitar a greve que está marcada para amanhã (22/12), a partir das 23h00. “Foi um acordo muito importante dentro das atuais circunstâncias. Apesar do clima de incertezas que rondam a economia no próximo ano, as empresas repuseram integralmente o INPC. Tendo em vista o clima de calma, harmonia e diálogo dentro das empresas, não parece razoável que se faça greve por causa de 0,77%, que é a diferença entre o índice solicitado e o concedido”, disse, em nota, o negociador do Snea, Odilon Junqueira. O acordo tem vigência retroativa a 1º de dezembro, data base do setor.

Anteontem (19/12), a reunião de conciliação do TST (Tribunal Superior do Trabalho) com representantes das empresas aéreas e funcionários terminou sem acordo. Em comunicado aos passageiros, o Snea afirma que, se os sindicatos insistirem na greve, as empresas buscarão reduzir seus efeitos sobre a população cancelando folgas e convocando empregados “dispostos a garantir pleno atendimento a seus clientes”.

O sindicato patronal afirmou ainda que, devido à crise internacional, nos últimos seis meses as principais empresas brasileiras do setor sofreram prejuízos superiores a R$ 1 bilhão. “Diante da perspectiva de agravamento da atual situação econômica, o Snea acredita que a opção mais sensata é a de não assumir compromissos desse porte (ganhos salariais maiores) e garantir que empregos de milhares de profissionais das duas categorias não corram riscos futuros.”