A escassez de talentos, aliada ao bom momento econômico pelo qual passa o Brasil, já faz com que os salários brasileiros ultrapassem o de países desenvolvidos.
O fenômeno, segundo revela a gerente da Michael Page no Rio de Janeiro, Fernanda Amorim, pode ser sentido em diversas áreas e cargos, mas destaca-se nas áreas técnicas, engenharia e tecnologia, especialmente em cargos sêniores. “O Brasil continua demandando mais profissionais do que é capaz de formar, o que faz com que os salários aqui cresçam (…) A situação da economia global também contribui para a diferença salarial”, explica Fernanda.
A diferença salarial entre o Brasil e países mais desenvolvidos, informa a especialista, pode chegar a 85% favoráveis ao Brasil. Essa diferença, contudo, diz ela, não é uniforme, sendo sentida mais nas áreas de engenharia de petróleo e civil, por exemplo, do que em outras engenharias.
Sobre outras áreas bem avaliadas no mercado de trabalho local, como a de administração de empresas, ou mesmo aquelas citadas como promissoras, por conta dos eventos que ocorrerão no país nos próximos anos (Copa do Mundo e Olimpíada), como é o caso de turismo, as diferenças salarias não são tão acentuadas, sendo que esta última, diz ela, é historicamente mal remunerada no País.

