O afrouxamento das medidas macroprudenciais brasileiras foi uma decisão da presidente Dilma Rousseff, segundo publicou o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira (17/11). A presidente considerou que era o momento de fazer uma sintonia fina na política econômica para impedir que o crescimento seja contido de forma acentuada neste ano e no próximo, acrescentou a publicação.
Dilma se reuniu na semana passada com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e ordernou o “reequilíbrio” das medidas adotadas que restrigiram as operações de crédito. As mudanças foram preparadas pelo BC, disse o jornal. Dilma está preocupada sobre o possível mergulho que a economia deu no terceiro trimestre, acrescentou a matéria, e alimenta a expectativa de que a Selic chegue em abril de 2012 abaixo de 10%, ante os atuais 11,5%.
Na última sexta-feira (11/11), o BC reduziu a exigência de capital para instituições financeiras com operações e carteira com prazo inferior a 60 meses voltadas a pessoas físicas, e obrigou os bancos a terem mais capital para compensar carteira de empréstimos de longo prazo, com a preocupação de evitar crescimento na inadimplência.
O BC também desistiu de elevar para 20% o pagamento mínimo das faturas de cartão de crédito, que entraria em vigor agora em dezembro, mantendo-o nos atuais 15%. A ação também tem o objetivo de trazer mais liquidez, evitando inadimplência

