Brasil continua entre mais caros, apesar de queda do real

A desvalorização do real nas últimas semanas não foi suficiente para tirar o Brasil da posição de um dos países mais caros do mundo. O preço de uma cesta de 30 produtos, que vão de batata a automóvel, é em média 30% maior no país do que em outros mercados emergentes e desenvolvidos.

O levantamento feito pelo MBE (Movimento Brasil Eficiente) considerou o dólar cotado a R$ 1,85. A moeda americana oscilou perto desse patamar recentemente, embora tenha recuado frente ao real nos últimos dias, atingindo R$ 1,77 na última sexta-feira (07/10).

Segundo o MBE, o efeito do sistema tributário sobre os custos das empresas e os preços finais dos produtos explica porque o Brasil é mais caro que outros países, mesmo com a taxa de câmbio mais competitiva. “O nosso sistema tributário oneroso representa uma enorme perda de competitividade para o produtor e uma injustiça do ponto de vista do consumidor”, diz Paulo Rabello de Castro, um dos fundadores do MBE.