Pesquisa: conheça dez PMEs que mais cresceram nos últimos anos

As PMEs (Pequenas e Médias Empresas) exercem um papel fundamental na economia brasileira, já que contribuem para o crescimento do País, além de serem as principais responsáveis pela geração de emprego.

Para saber como foi o desempenho dos pequenos negócios de 2008 a 2010, a Delloitte realizou um estudo com cerca de 542 empresas. O levantamento intitulado de “As PMEs que mais cresceram no Brasil”, divulgado na última sexta-feira (16/09), visa apontar quais são as empresas que expandiram seus negócios com mais velocidade. A pesquisa listou as 250 que mais cresceram no período. Juntas, suas receitas chegam a R$ 12,26 bilhões. Entre 2008 e 2010, a expansão média anual foi de 36%. Segundo os dados, o bom resultado apresentado pode ser explicado pelo fortalecimento do mercado interno nos últimos três anos e nas novas demandas por parte dos consumidores.

Além da economia brasileira, os empresários atribuíram outros fatores que contribuíram para o crescimento dos negócios nos últimos três anos. Em primeiro lugar, estão os custos competitivos, com 64%, seguidos pela diferenciação da concorrência (63%) e atração e retenção de talentos, com 62%. Também foram citadas as decisões estratégicas corretas (61%), a atualização tecnológica (54%), a gestão de RH (Recursos Humanos) eficiente, a expansão na oferta de serviços e mercados (40%) e a obtenção de recursos para financiar operações (36%).

Entre as estratégias adotadas pelas empresas que mais cresceram, entre 2008 e 2010, se destacam o investimento no desenvolvimento de tecnologia (62%), de talentos (57%) e lançamento de novos produtos e serviços (54%). A estratégia menos citada foram a criação de novos canais de venda (31%) investimento em marca (42%) e realização de alianças ou parcerias (43%).

Para tirar as estratégias do papel, a maioria dos empreendedores fez empréstimo ou financiamento bancário, chegando a 60%. Outro recurso utilizado por uma parcela significativa foi o reinvestimento dos lucros, apontado por 65% dos entrevistados.